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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nossa páscoa é Cristo!!!

Oi meninas queridas!

Desde o natal passado, eu decidi que iria tentar organizar programação especial nas datas comemorativas que fizessem sentido pra nossa família e pra comunidade cristã, incluindo também alguns outros momentos da nossa nação.  Quero que meus filhos guardem boas recordações na memória.

Bom, foi assim com a páscoa! Convidei pra meu projeto especial minha amiga Adna S. Barbosa que é uma daquelas que topa planos aparantemente malucos de última hora, pois nenhuma das duas temos tempo para eventos gigantescos. Como sei que ela topa, lá fomos nós. Planejamos nossa pascoa em um e-mail e um telefonema num prazo de dois dias! 

Bom, eis o que fizemos, que serve de sugestão pra quem quer fazer algo com os filhos:

- Pegamos com minha amiga Midian Pessoa, uma talentosa educadora cristã, uma lição objetiva e alegórica: Lambi- Uma historia de liberdade. Hoje, pesquisando na internet, descobri que vocês podem esta lição aqui. É  bem apropriada para crianças pequenas e serve para fazer uma ponte entre a primeira páscoa no Egito e o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário.  Projetamos a lição na parede e contamos para os pequenos o que é a Pascoa, fazendo um paralelo simples, como a idade dos menores exigia, entre a primeira pascoa e o sacrifício de Nosso Senhor Jesus. Oramos com as crianças, agradecendo ao Senhor pelo seu sacrifício  e fizemos uma atividade (há muitas na internet) em que elas tinham que colorir e colar algodão na figura de um cordeiro, depois fizemos uma pequena encenação da santa ceia que Jesus celebrou com seus discípulos, explicando os símbolos (usamos pão e suco de uva), depois um lanche festivo.

Como Letícia, a filha mais velha de Adna, tem uma compreensão melhor, ela preparou com a mãe um cartaz em que cada componente da pascoa no velho testamento era demonstrado como um símbolo para a igreja de algo concernente ã salvação e apresentou para nós sua obra de arte. As crianças gostaram muito !!!! Adna, com seu talento, registrou tudo em fotos:

 
Esta é a lição que usamos. Ficou muito boa projetada na parede. Pode ser usada impressa também!




As crianças sentadas no chão, esperando a lição começar.


Preparadas para orar agradecendo pelo sacrifício de Cristo


Letícia explicando seu cartaz sobre a simbologia da páscoa



Eu revisando a lição com os meninos


A caçula do grupo pintando sua atividade


João Luiz contente exibindo sua atividade


Bom, meninas dá pra fazer ainda! Se tiverem um tempinho celebrem de um jeito especial! Não esperem só pela igreja, a obrigação de instruir é nossa. Não deixemos que nossos filhos sejam presas fácil do mercado que transforma tudo em consumo desenfreado. As datas comemorativas podem ser especiais e instrutivas. Se seu filho tem vizinhos ou primos, você pode inclui-los!!!

Vejam a idéia de Ana Flavia- fazer biscoitos com o tema da páscoa. Você pode fazer e ir conversando sobre o verdadeiro sentido da páscoa e presentear outros:

Imagem:quererecriar.blogspot.com.br

Não, eu não sou o seu algoz!

Quando fiz a escolha de ter um blog, tudo começou com a sugestão de uma amiga que encorajei pois se sentia frustrada num mundo que não valoriza o cuidado.

No entanto, quando compartilhamos as vitorias, escolhas, batalhas e alegrias da maternidade parece que alguém capta nossa mensagem da forma incorreta. Não, eu não sou quem você pensa que sou! Minha natureza marcada pela necessidade diária de um Salvador que venha em meu socorro, que se exibe nos espinhos que carrego em minha carne, me faz todo dia saber que não sou melhor do que você! No entanto, quero ser melhor do que eu mesma. Esta é a luta que compartilho: vencer minha própria carne para dar o melhor de mim a Deus através do serviço aos meus e aos de fora!

Não escrevo para condenar, escrevo do que aprendo, muita vezes da dor e da experiência de ter minha carne crucificada todo dia em que escolho me aproximar da cruz e de ter em mim a amarga dor de lembrar que fracasso sem Ele quando dela (da cruz e da graça que dela emana) me afasto. O que compartilho? O que aprendo, o que vejo, o que me indigna, ensina e consola.

Não me confunda… eu não sou o seu algoz! Não lhe aponto o dedo em riste, lhe mostro o que todo dia aprendo. Se achar que não vale, descarte! Se incomodar, analise… Se apontar sua consciência, consola você saber que na maioria das vezes isso ocorreu primeiro comigo? Se incomodar por parecer inapropriado, relegue! Mas não se prive do exercício de pensar se o que escrevo faz sentido e se seu incomodo não é um jeito de se apegar ao que já me apeguei e tive que deixar não porque me obrigaram, mas porque meu coração mudou.

Esta semana eu li um dos meus diários de solteira, quando eu estava morando longe dos meus pais. Reli sobre um dia de conflito em que fui fortemente tocada por uma música cantada pelo grupo cristão Barlow Girl, chamada "Surrender", que ouvi no som de meu carro enquanto dirigia para um dia de aula na Universidade. Eu vinha de uma chacoalhada nos meus planos e sonhos. Estava decidida a começar de novo! Pra que Deus agisse em mim eu precisava estar disposta a começar de novo e deixar de lado o velho rascunho que fiz da minha vida. Me rendi! Troquei meus planos pelos planos dEle! Anos depois, eu me vi mudando aos poucos…


O Eu deu lugar ao nós!
A realização pessoal se tornou ser parte do plano coletivo que faz bem a todos, não somente a mim! Eu me realizo, mas é nEle!

Se eu antes recebia um convite e pensava: quero fazer isso, cabe na minha agenda? Hoje penso: é o melhor de Deus pra nós? Cabe na missão que fui chamada a executar? Eu importo, mas não somente eu importo. Não me representa mais a máxima: se isso me faz feliz, pronto! Pois não faz mais sentido pensar somente em mim. Eu sou uma parte disto, não sou o todo! Aqui, encontrei um pouco de equilíbrio.

Deixei de ser o fim de tudo pra ser apenas o começo! Isso me traz serenidade. Não é fácil! Tem dias que as velhas escolhas querem bater na porta, mas quando por minha natureza falha eu deixo que elas governem por um minuto, eu vejo o quanto tudo é efêmero!

Portanto, minha querida, não se indigne gratuitamente comigo! Escrevo porque humildemente acredito que o compartilhar é algo cristão. Não, eu não me julgo melhor que você por minhas escolhas. Todo dia pra mim é evidente o quão falha sou! Não acho que meu tempo e esforço tão pequenos vão salvar meus filhos, meu marido ou mesmo a mim. Eu acredito piamente que se o Senhor não guardar a casa, em vão trabalham os que lutam para edifica-la. Minhas obras não operam milagres e são falhas porque saem de uma pessoa falha que sou eu. Eu conto com Deus, onde eu não puder estar e fazer.

No entanto, minha luta é como o de uma garotinha que se enfeita no domingo pra ouvir do papai as palavras que farão valer a pena seu esmero! Quero ouvir do meu Mestre: Serva boa e fiel! Só isso! Tudo pra mim só faz sentido assim! Quero cumprir minha missão.

Por enquanto, eu vivo das alegrias e conquistas que são pequenos refrigérios do Mestre na minha longa caminhada. 

A música das Barlow girl que falei segue traduzida abaixo:

Surrender ( Me rendo)

Minhas mãos seguram fortemente os meus sonhos,
agarrando firme para que nenhum deles caia
Por tantos anos eu tenho moldado cada um
refletindo meu coração, mostrando quem eu sou.
Agora você me pede que mostre 
o que estou segurando tao firmemente
e eu não consigo abrir minha mão,não posso deixar passar.
Isso importa? Eu devo mostra-los a você?
Você me deixará seguir em frente?

Renda-se, renda-se
Você sussurra, gentilmente.
Você diz que eu serei livre
Eu sei, mas você não vê 
os meus sonhos em mim?

Você diz que tem um plano para mim
E que também quer o melhor pra minha vida
Me conta que o mundo ainda há de ver 
o que podes fazer com quem se compromete com o teu chamado
Eu sei bem o que eu deveria fazer,
que não posso segurar esses sonhos pra sempre
Se eu os entrego agora para você 
você irá tomá-los para sempre? Poderei sonhar de novo?

Confira aqui:
Surrender- Barlow girl

Um abraço!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Eu quero na minha cozinha! Algum dia, algum dia…

Oi meninas queridas!

Eu gosto  muito de cozinhar. Ainda sou uma iniciante, mas gosto muito de ervas e temperos naturais. Eu sonho em ter uma hortinha na minha cozinha. Resolvi compartilhar meu sonho em imagens:

Numa janela com a luz do sol entrando…


Imagem:casa.abril.com.br



metropolerevista.com.br



Numa parede na área minuscula da serviço…


blogaroeirahome.com.br

Na jardineira de uma janela ou na grade…


                                                     goretecolaco.com
                                sunnybrinquedos.com.br


Ou de um jeito charmoso e vintage na minha bancada… 



                                                 metropolerevista.com.br

                                portobello.com.br



Em alguns casos, até decorando a sala…

                                dcoracao.com

Eu quero meninas!!! Bem que eu podia ganhar uma horta de presente no dia do meu aniversário, das mães, do amigo, das tias, das professoras…sei lá!!!

Acho que eu mesmo vou qualquer dia desses ter coragem de fazer minha própria horta espalhada pela casa!  Já imagino Beatriz engatinhando provando minhas pimentas com o irmão…rs. Será uma boa ideia ter pimentas na sala?

Um abraço e tolerem meu devaneio...

O Psicologismo da correção zero- Uma outra falacia dos tempos atuais

Olá meus queridos e queridas,

Paz seja convosco! Que Cristo habite em nós e nos faça viver a sua verdade a cada dia.

Tenho refletido bastante o que de fato significa ser uma mãe cristã e cada dia mais tenho percebido que viver a maternidade a partir da fé que abracei exige de mim estar disposta a rever sempre minhas posições a partir da Bíblia. Constantemente, eu vou ter uma luta interna entre aquilo que é confortavel pra mim e aquilo que é a verdade bíblica . Muitas vezes é duro deixar que a palavra penetre, mesmo aquela que põe minhas crencas em xeque.

Não sei como é com vocês, mas ser uma mãe de família é uma das coisas que mais esbofeteia minha carne (falo no sentido espiritual). Sim, em muitos sentidos tenho encontrado alegria, mas em outros tenho aprendido a querer viver além da minha própria opinião e tenho encontrado um sentido maior na minha existência que seguir apenas minha cabeça. Não, não é fácil! Este é um assunto para outro post. Estabelecida esta premissa, o foco que gostaria de dar a essa nossa conversa é que  escolhemos as referencias para nossas vidas e para a educação de nossos filhos. Ser uma mãe que cumpre o seu chamado exige que tenhamos a Bíblia como referencia máxima na forma como conduzimos a educação de nossos filhos. Precisamos como Manoá rogar a Deus por instrucão para educar nossos pequenos (Jz 13.8) e não julgar que o fato de nos confessarmos cristãos nos põe acima da média. Eu não sou melhor do que ninguém quando me afasto da Cruz e dos significados e referências  que ela impõe à minha vida.

No nosso tempo, há uma forma de pensar sobre as pessoas. É a tradução do hedonismo em sua forma mais pratica. É como se vivêssemos para agradar puramente a nossa opinião e ao que queremos e, assim, não só se passa a viver em torno dos próprios desejos e opiniões, mas educa-se as crianças com esta forma de pensamento. Adultos birrentos e crianças também birrentas. Há todo um psicologismo barato que é reforçado  por opiniões de auto-ajuda que oferecem soluções fáceis. Pais que não podem ouvir um não, que não podem sofrer a frustração de terem seus erros apontados, que não podem ser contrariados. Filhos que vão na mesma direção e que ao minimo sinal de frustração na escola, na igreja, no parquinho gritam e berram e têm no papai e na mamãe verdadeiros cães de guarda raivosos que não querem que seus filhos sejam contrariados. O não tem que sucumbir sempre ao ``eu quero assim, eu gosto assim, eu penso assim''!!!

Somado a isto, há uma forma também popular de pensar  que eleva ao status de bem-estar mental a meta de seguir apenas o próprio coração, os desejos, as vontades, mesmo quando os sinais do erro são evidentes. Talvez precisemos observar algo: para os gurus da nova ordem social não há erro. É tudo relativo! Até que nós não contrariemos o que eles pensam e querem impor. Sobre as crianças, a idéia é da liberdade irrestrita, sem amarras, sem limitações. Esta posição é corroborada pelo pensamento de uma psicologia e pedagogia dita positiva em que valem apenas o estimulo e os elogios, pelo visto. A ideia é que a base da educação é a negociação irrestrita. Vou dar um exemplo do dia que resolvi assistir a uns episódios do desenho Pepa Pig pra ver se meu filho mais velho assistiria ou não aquele programa.   Era um episodio em que Pepa compra um par de sapatos novos. Na hora de dormir os pais lhe dizem que tire os sapatos. Ela não quer tirar. Trava-se uma troca de argumentos e Pepa vence  e dorme com os sapatos vermelhos novos. Este é um exemplo  da nova ordem das relações familiares proposta na nova engenharia social. É como se ao conversar e decidir sobre a vida de uma criança imatura, você estivesse numa reunião de negócios onde vai vencer a concorrência quem for mais convincente. Isto, com filhos pequenos e imaturos que se revesam com os pais no comando da família. 

Bom, aqui cabe uma ressalva. Acredito no estimulo, nas palavras de amor, de encorajamento, numa boa dose de perdão e paciência. Em certas situações, até acho que a negociação é uma boa estratégia. Nós precisamos de estimulo e as crianças também. Em muitos casos , as crianças podem até ter razão. No entanto, precisamos e eles precisam ser corrigidos, redirecionados, questionados e contrariados, sim muitas vezes contrariados. Ninguém gosta, naturalmente, de ser corrigido ou contrariado. Não é fácil ter que voltar e pedir desculpas. Não é fácil abrir mão de um desejo ou vontade por uma causa maior. No entanto, é sábio aprender. A Bíblia nos instrui a amar duas coisas: a correção e a instrução (Pv12.1). Isto forma no coração a disciplina necessária para viver uma vida frutífera e producente. Querer saber tudo, não ser capaz de ouvir o outro, não poder ouvir um não é o que a Bíblia chama de insensatez. Precisamos saber refletir e reconhecer os erros de nossa vida e aceitar as correções quando necessárias. Precisamos aprender isso, antes que nos tornemos insensíveis e soframos a consequência de nosso coração incorrigível. O mesmo aprendizado precisamos cultivar no coração de nossos filhos. Há algo acima do desejo deles e de suas opiniões. Há uma verdade absoluta. Podemos interpretar fatos, ter gostos, opiniões e administrar uma série de questões, mas quando O Autor da Vida tem um principio a ser seguido é uma verdade! Não é um mero argumento. Devemos observa-lo na nossa vida e incutir no coração de nossos pequeninos.

Muitas vezes contrariar  uma criança, corrigir seus passos  e observar seu comportamento leva-nos a
lidar com birras, lutas e é mais fácil deixar passar. Por que não dar o chocolate pra não ouvir o choro?
 Por que não ir a lanchonete ou dar o brinquedo para interromper a birra publica que faz corar o rosto da mãe diante da plateia que logo se forma? Outras tantas vezes isso bate na nossa ferida: os muitos argumentos que usamos para estar certos, mesmo sem razão, nossa teimosia em colocar nossos pensamentos acima dos dAquele que tudo sabe. Porém, a maternidade no referencial cristão exige humildade, exige usar da mesma correção com que somos corrigidas.

 Termino este post com a certeza que preciso direcionar meus filhos, admoesta-los, levar a refletirem com base na Bíblia Sagrada e nos aprendizados da vida. Há coisas negociáveis, outras não. Isto é mais importante do que vê-los contentes, é mais importante do que  fazê-los parar de chorar a qualquer custo. Educar visando o coração, muitas vezes não é prático; requer insistência em dizer as mesmas coisas muitas vezes e de muitas maneiras e orar, sempre orar, sem cessar mesmo, para que o Santo Espirito atue. Outras vezes educar visando o coração exige que trabalhemos no nosso exemplo, na nossa paciência e no nosso próprio caráter. No entanto, isto é o que fomos chamadas a fazer. Ao mesmo tempo, precisamos encorajar, ajudar a seguir adiante, desafiar e consolar. De que você e eu precisamos? Uma boa dose de equilíbrio! 
Que Deus em sua infinita graça nos dê sabedoria.
Estamos juntas,
Ana Cláudia

O desenvolvimento da noção de números nas crianças

Imagem: Dreamstime.com


Quando a criança  passa a o maior tempo em casa, ela é introduzida a muitos elementos da cultura por aqueles que a cercam na rotina familiar. Acredito que muitas mães ensinam os filhos a contar assim que começam a ter um certo domínio do vocabulário cotidiano. Além disto, os números estão presentes em nosso dia-a-dia. Talvez a noção de números seja uma das principais portas de entrada para o universo do conhecimento matemático. Esta, como quase tudo no desenvolvimento, é um processo que leva tempo e passa por diferentes etapas que cada vez mais exigem refinamento da criança em suas estratégias de resolução de problemas e desenvolvimento linguístico e lógico-matemático.

Hoje, eu gostaria de falar um pouco sobre como ocorre o processo a partir do qual a criança se apropria deste universo cheio de novos significados. Bom, uma primeira coisa que a criança aprende,  como dissemos anteriormente, é a contar. Muitos pais ficam contentes pelo feito do filho memorizar a sequência de números bastante rápido e repetir de forma impecável. No entanto, diferentemente do que muitos de nós pensamos, este não é um sinal ou evidência de que a criança compreendeu o que de fato são números e o uso social que têm. Como muitas coisas que ocorrem nos primeiros dois anos de vida, este é um exercício mnemônico (de memória). Isto não significa que aprender a seqüência de números não seja importante. Este é um primeiro passo, e além disso, é também um exercício importante, pois ao contrário do que pensam aqueles que não querem ouvir falar de memorização na aprendizagem, a memória está na base da maioria das habilidades cognitivas. Saber a sequência de números é importante.  Muitas vezes, por não haver um uso dessa informação a criança esquece e por um tempo pode parecer que houve uma regressão na aprendizagem. Na realidade, se isso acontecer é algo normal, pois quando uma informação não é utilizada, ela pode se perder e não ser recuperada quando solicitada. Por isso, é bom sempre relembrar.

Quando a criança aprende a recitar a ordem de números (1,2,3,4, etc.), o próximo passo é que ela reconheça os números pela sua qualidade de enumerar seqüências e representar quantidades. Neste momento é importante introduzir outro tipo de atividade. Contar com ela figuras, objetos, pessoas, apontando e mostrando essa relação entre números e quantidade. A principio, no geral, a criança pode demorar um pouco para associar, mas aos poucos ela poderá compreender tal relação. Neste momento, você pode contar com ela as frutas no supermercado, solicitando quantidades, contar seus brinquedos, contar no calendário os dias que faltam para um evento importante como seu aniversário, etc.

Um outro desafio é ajudar a criança a reconhecer a representação escrita dos números. Aprender os números e associa-los a sua escrita não é algo direto, na maioria dos casos. Neste momento é possível desenhar para a criança os números, reconhece-los junto com ela nos números das casas nas ruas, nas etiquetas de preço no mercado, nas placas dos carros, etc. Muitas vezes a criança vai reconhecer a representação gráfica dos números, mas não será capaz de representar com sua própria mão, pois esta competência dependerá do desenvolvimento da coordenação motora. Outra capacidade que já dá para trabalhar é a classificação de objetos e comparação. Por exemplo, separar figuras de animais que vivem na terra e  na agua, contar quantos tem em cada conjunto e até comparar que categoria  tem mais, introduzindo a ideia de comparar quantidades. 

Depois destas aquisições, a criança, mesmo pequena pode ser introduzida ou iniciada nos conceitos de adição e subtração. Obviamente, isto deve acontecer de forma inicial. Benjamin e eu, por exemplo, estamos no treinamento da coordenação motora e na fase de iniciar pequenos problemas que envolvam adição e subtração. Geralmente,  fazemos isso no mercado ou usando os dedos ou desenhos e objetos como apoio concreto. Isto porque estamos falando de crianças pequenas. Vou dar exemplos que podem ser propostos:

Ele está na cozinha esperando que eu comece a fazer um suco de limão para ele. Eu propositadamente pego dois limões e pergunto:
-Benjamin, pra fazer seu suco eu preciso de um limão. Quantos tem aqui na pia
- Tem dois, mamãe.
- Muito bem! Você pode me dizer quantos eu preciso tirar pra ficar só com um limão?
- Tira o outro e fica com esse mamãe.
- Ah, muito bem. Eu tenho um limão, então.

No supermercado:
-  Ben, vamos contar as laranjas.
Contamos enquanto colocamos na sacola
- Tem 8 laranjas, mamãe.
- Hum, eu estava pensando quantas ficam se eu colocar mais 3. Vamos ver?
Ele conta:
- 9, 10, 11. Onze mamãe! Ficaram onze.

Obviamente que a ideia é iniciar a criança nos conceitos, para posteriormente introduzir a representação gráfica das continhas de somar e diminuir, ou melhor dito, adição e subtração. Neste momento, a criança que ainda é bastante ligada ao concreto pode precisar usar recursos como desenhos, os dedos ou objetos para auxiliar na atividade. É importante, também, saber a hora de parar  para não tornar as atividades uma coisa cansativa. Dá pra fazer de um jeito lúdico. Espero que as dicas sirvam. Use aquilo que seu filho gosta. Não esqueça que nos primeiros anos as crianças precisarão de representações concretas. Use sempre o apoio de objetos, dedos, desenhos, situações práticas, etc.
Um abraço a todas e todos!


segunda-feira, 24 de março de 2014

10 coisas incríveis que acontecem quando você se torna uma mãe

Oi gente, estou postando mais um texto do blog da Heidi St John, The Busy Mom.  Este é assinado por Gina Smith e tem algo do mesmo espirito que meus últimos posts, especialmente para aquelas que em meio às lutas da maternidade se sentem desencorajadas. Aquelas que queiram ler o texto original em inglês é só ir no link. Segue traduzido na integra:


Você é uma mãe cansada, sobrecarregada que precisa de encorajamento? Não importa em que época da vida você está, ser uma mãe pode ser exaustivo. É fácil perder a sua perspectiva em meio a todas as demandas físicas e emocionais da maternidade.
Minha oração é que Deus me lembre regularmente e abra os meus olhos para o quadro maior da maternidade ... no meio de todas as partes duras. Que eu possa me concentrar mais em quanto isso contribui para a minha vida, do que em como é difícil. Aqui estão algumas coisas que Deus tem me lembrado sobre o que realmente significa ser uma mãe!


10 coisas incríveis que acontecem quando você se tornar uma mãe
Gina Smith
1. Você nunca está só. Disse o suficiente!
2. Você ganha um papel muito importante na vida. A Você é dado o privilégio de ajudar a moldar uma geração. Está entregue uma oportunidade de quebrar padrões não saudáveis ​​que possam ter existido em sua própria infância, e também é uma oportunidade para ajudar seus filhos a se tornarem capazes, amando indivíduos que Deus vai usar.
3. Você entra em uma incrível e completa experiência sensorial. Não há nada como a sensação e o cheiro de um recém-nascido, como o som de um bebê aprendendo a rir, ou ouvir seu filho cantar com  todos os seus pulmões. Nada se compara à sensação quando seu pequeno adormece em seus braços. À medida que crescem, ser capaz de ouvi-los expressar seus próprios pensamentos.  Quando grandes, observá-los mais altos do que você, ou  quando adultos vê-los envolver seus braços  ao seu redor e lhe dizerem que a amam. Não há nada como isto!
4. Você adicionou motivação para cuidar de você. Ter filhos dá uma nova motivação para cuidar de si mesma fisicamente, espiritualmente e mentalmente. Você faz isso porque seus filhos precisam de você e você quer ser a melhor mãe que você pode ser. O resultado é que você se sente melhor, e você fez o salto gigante para a realidade de que há um propósito na vida, que é muito maior do que você!
5. Você experimenta um amor que você não sabia que existia. Como você descreve como é grande o amor que os pais têm para com os seus filhos? Como isso satura cada grama de quem você é. E então, se você tem mais de um filho, o amor é empilhado em cima do amor já esmagador que você não sabia que existia. Isto cresce  e é o que faz  uma família!
6. À medida que seus filhos crescem, você tem ainda mais para agradecer a Deus.Quando você vê o seus filhos  aprenderem coisas novas, realmente sente como se  eles fossem as únicas crianças no mundo que alcançaram esses marcos. Eles aprendem a ler, compartilhar, amar e servir. Eles crescem em seus dons. E você está de volta espantado com essas pequenas pessoas e agradecer a Deus por quem eles são!
7. Você se descobre com  um  talento imbutido de professor. Tenho uma licenciatura em Bíblia, tenho participado de alguns seminários, e tenho dois filhos estudando em casa, mas ser mãe ensinou-me mais do que qualquer curso que eu já fiz pudesse ter me ensinado. Eu aprendi o que a disciplina bíblica é e como ela é melhor aplicada, tenho tido a oportunidade de orar para que o fruto do Espírito se aplique diariamente na minha vida, e a oportunidade de ler a Bíblia em voz alta para pequenas orelhas, uma e mais uma vez. Aprendi coisas novas, tais como, os nomes de todos os diferentes tipos de rochas, os nomes de todas as ervas daninhas pequenas e flores, além de como jogar  futebol, e como é legal  pegar sinais aleatórios  da  estrada e encaixá-los a decoração do quarto (isso não é mesmo legal?!).
8. Você começa a ser uma criança novamente. Pense nisso! Você pode reviver (ou até mesmo experimentar pela primeira vez!) todas as experiências maravilhosas da infância. Você pode assistir seus desenhos favoritos, jogar, brincar , pular nas poças de água, e ler em voz alta todos os seus livros favoritos da infância! 
9. Você tem mais para rir. Crianças são engraçadas, especialmente quando eles são seus filhos! Não importa que idade eles tenham, há apenas algo sobre as coisas que eles fazem e dizem que podem fazer você rir como ninguém pode!
10. Você aprende a ver a vida através dos olhos de outra pessoa. Ser mãe e pai permite que você experimentar a vida em um nível mais rico, mais pleno. Como você vê as coisas através dos olhos de outra pessoa, você ganha nova perspectiva. As crianças tendem a viver a vida ao máximo, porque é tudo o que é novo para eles. A nossa perspectiva sobre a vida muda a partir do momento em que vemos aquele ser humano do tamanho de uma ervilha em um ultra-som  continuar a mudar, à medida que crescem e se tornam adultos incríveis se voltando para Deus.
Ser mãe é um privilégio incrível. Uma viagem como nenhuma outra. Junte-se a mim:
  1. Faça a sua própria lista de "coisas incríveis que acontecem quando você se torna uma mãe."
  2. Tire um tempo para orar pela lista várias vezes por semana, agradecendo a Deus pela maravilha da maternidade.
  3. Uma vez por dia verbalize a seus filhos pelo menos uma coisa que você ama sobre ser sua mãe!
"Cantarei ao Senhor,
porque ele lidou generosamente comigo. "
Salmo 13:06 
Imagem: Sweetsophie.com.br

quinta-feira, 20 de março de 2014

Não, eu não voltaria atrás!!!

Olá queridas!

Estou de volta. Como prometido, retornei. Ontem ganhei de um parente um exemplar de uma  revista semanal bastante conhecida que chegou a ele duplicada e a editora não quis recolher. Nela havia uma vasta reportagem sobre redes sociais. Eles anunciavam a preferência de algumas pessoas por redes sociais mais adequadas ou atrativas para os interesses e perfis de cada um. Parece que surgiram pareôs para o  facebook.  


Uma das redes citadas na reportagem permite que as pessoas postem e mantenham o anonimato, uma especie de catarse coletiva sem julgamento daqueles que fazem suas confissões.Nela cabem de fofocas a coisas mais fáceis de dizer no anonimato.  A reportagem trazia como exemplo confissões pessoais; uma delas era de uma mãe ou pai, creio, e dizia basicamente o seguinte: eu amo muito meu filho, mas se pudesse voltar no tempo, não seria pai (ou mãe)!



Não vou entrar no mérito de avaliar quem escreveu  tais palavras. Não sei o estado, problema ou razão que leva o autor de tal frase a escreve-la, não estou tampouco justificando ou eximindo de nada quem a escreveu. No entanto, uma coisa eu sei:Ser mãe não é coisa fácil! Um dia desses li uma frase em um dos blogs sobre maternidade que gosto e que já citei por aqui, em que a autora dizia que ser mãe de fato e verdade não é para   maricas (rs)! Exige coragem! Tem gente que trata quem se dedica a maternidade como fraca, mas as boas mães que conheço, especialmente aquelas que com louvor criaram os filhos, são verdadeiras leoas fortes e corajosas, a começar pela minha mãe. Isso não é pra qualquer um não! Portanto, antes de rotular uma mãe, meça suas palavras.

Nem tudo na maternidade se resume a um sorriso belo ou a um filho dizendo que nos ama. Muita gente minimiza o que a maternidade requer. O menor dos problemas de uma mãe atenta é acordar à noite e limpar um bumbum sujo! Há momentos bons que nos enchem de alegria, mas há também as horas difíceis em que nosso mundo parece que vai ruir…de vez em quando eu passo por eles, e são desafiadores em toda sua medida.  Não somos perfeitas, não temos soluções rápidas. A maternidade requer alma, coragem, força e uma medida imensa de espirito altruísta que eu todo dia rogo a Deus que me dê uma parte extra.


Dito isso, eu direi o que me levou a escrever. Embora saiba que não há só alegrias na maternidade,
embora eu saiba o quanto de renuncias ela me pede, nem por um segundo eu quero olhar atrás ou desejar que os dias passem e torcer pelo que está à frente! Vejo muita gente ao meu redor transitando por esse caminho e dele eu quero me esquivar, pois ele só resulta em descontentamento com a vida. Alguns alimentam a melancolia que é fruto de quem não deixou para trás o que para trás fica:…saudades do tempo de solteira…do tempo em que eramos só um casal, etc. Estes alimentam o sentimento melancólico que leva muitos a um estado deprimente vivenciado por quem vive preso a um passado muitas vezes hiperbolizado e supervalorizado. Cada fase da vida tem suas dificuldades e seus momentos belos.  É preciso alcançar sabedoria para aproveitar os bons momentos e seguir em frente. Como mães, se deixarmos que nossos olhos fiquem fitos no passado, vamos olhar apenas as dificuldades do presente e deixar passar a beleza da maternidade. Além  do mais, nos momentos de dificuldade nossa tendencia é achar no passado mais beleza do que de fato há. Salomão nos dá um bom conselho, que não me sai fácil da cabeça, sempre penso nele:  Nunca pergunte: por que  será que antigamente tudo era melhor? Essa pergunta não é inteligente. Eclesiastes 7.11.  Não, não é sábio pensar assim! 


Não faz bem ficar preso ao passado. É bom lembrar das fases anteriores, ter uma atitude de gratidão pelo bem que nos ocorreu, aprender dos erros do passado, mas olhar para o passado com saudades e tristeza pelo presente nos tira a chance de viver o momento. Talvez, você minha colega de barco esteja naqueles dias de um bebê novinho e tudo parece um caos ao seu redor. Você talvez descobriu
 que existem fraldas sujas, que a casa que você acordou cedo pra arrumar virou um caos sem controle que você vai arrumar umas quinhentas vezes. Talvez você seja daquelas que fala que deveria ter tido um filho só! Por que você foi inventar de começar tudo de novo? Mas não olhe para trás! Provavelmente, entre o monte de coisas a fazer há um sorriso desdentado que pode lhe trazer a alegria que precisa! Há um desenho colorido feito pra você. Talvez, como meu Benjamin, seu filho
 traga de um passeio um pacote amassado com dois dedos de pipoca e diga:
- Mamãe, eu guardei pra você!




Você, provavelmente, esta presa ao tipo de alegria que o passado lhe trouxe e está esquecendo os pequenos presentes do cotidiano. Quer um conselho? Lave os pratos mais tarde, sente no chão e brinque de cosquinhas com seu pequeno. Olhe direitinho pra o sorriso desdentado de seu bebê. Em vez de chorar pela cintura 38 que virou 40, mesmo depois da dieta, veja os outros atrativos que você desenvolveu e vista seu novo corpo, em vez de lutar pra caber em roupas apertadas do passado, ou voltar ao corpão de supermodelos que passam o dia malhando, comendo alface e consumindo o ingrediente milagroso da vez. Não estou dizendo que não lute contra os pneuzinhos extra, mas que abrace as mudanças que a vida impõe, especialmente, quando não são reversíveis! O passado não volta, graças a Deus! Andamos para a frente e não pra trás. Em vez de chorar pelo que sua vida foi, transforme o que ela é hoje com a força daquele que a criou e que domina sobre tudo. Se Deus lhe deu a família que tem, querida,  lhe dará a graça para cuidar dela, mesmo quando lhe parece impossível.




Tenho pena da mãe ou pai que escreveu aquela confissão, pois eu encontrei correria, desafio e às vezes lagrimas na maternidade, mas ela me traz muitas alegrias, também.Se eu conhecesse a pessoa, lhe diria que educar e cuidar dos filhos não é fácil, mas se você prestar atenção nas pequenas e grandes alegrias, elas compensam. Se ela ou ele acabou de ter o filho, eu lhe diria: tire um cochilo! Ás vezes isso resolve!  Por incrível que pareça há momentos que um soninho entre os pequenos muda a perspetiva do dia. 


Um abraço! Até um próximo dia que a correria permitir! Sei que vocês entendem quando dou uma sumida, afinal somos mamães ocupadas.

Imagens: Fotos de família tiradas por nosso amigo Pedro Henrique.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Educativo? Tem certeza?!

Vez por outra eu me pego interrogando a mim mesma uma mesma questão: que tipo de coisa ainda vão inventar sobre o rotulo de brinquedo educativo? Um dia desses fui a uma loja de brinquedos comprar um quebra-cabeça pra Benjamin como prêmio por sua coragem ao tomar vacina (aqui em casa comemoramos atos de coragem mesmo quando acompanhados  de lagrimas),  quando chegamos lá  havia um brinquedo horroroso e Benjamin que tem um fascínio por animais logo me perguntou que tipo de bicho era aquele. Eu respondi que aquele não era um animal, era apenas um brinquedo inventado. Ele disse: mamãe os animais que Papai do Céu inventou são mais bonitos. Embora eu saiba que há bichos que não agradem a todo gosto estético, num mundo em que criança brinca com meninas monstros, eu tenho mesmo é que concordar.

Passaram-se alguns dias e uma amiga telefonou  pra me sugerir dar uma olhada num brinquedo chamado Furby  que é basicamente um brinquedo para a criança cuidar e se ocupar dele. Sobre o pretexto de ensinar as crianças a exercerem o cuidado com outros seres-vivos, lá vai mais uma invenção da moda caríssima sobre o rotulo banalizado de brinquedo educativo. Afinal, hoje em dia, qualquer coisa é educativa.

O famoso bonequinho, que segundo minha amiga é a febre do momento entre as meninas cujos pais podem dar algumas notas de R$100,00 num brinquedo maluco, reproduz necessidades e demandas humanas tais como ser alimentado, acariciado e não sei mais o que. Quando suas pseudo-necessidades não são satisfeitas, ele muda de comportamento chegando a ser enlouquecedor e até descrito por alguns pais nas redes sociais e blogs como assustador.

Bom, o argumento usado comercialmente é que este brinquedo é educativo pois ajuda a criança a aprender a exercer cuidados e a ter responsabilidade e a perceber o que acontece com quem é negligenciado. Pra mim pra balela. Piada de péssimo gosto para uma sociedade que negligencía o tempo inteiro suas crianças. Vamos direto ao ponto:
1- Em primeiro lugar, acredito que um brinquedo que queira ser educativo tem que permitir à criança exercer sua criatividade e imaginação. O que este brinquedo não faz, pois é daqueles que propõe papeis e demandas a criança, em vez de deixar que este exerça sua criatividade.
2- Pelas reações descritas por aqueles que o possuem, ele pode gerar medo e reações indesejadas à criança, já que ao mudar a forma de reagir o mesmo se torna perturbador, como se tivesse uma especie de distúrbio de personalidade, dizem alguns. Um pai ou uma mãe, por exemplo que dá o tal boneco para um filho na fase do medo estará exacerbando uma reação da criança e em certos casos, embora não possa gerar doença, pode ser fator agravante de problemas psicológicos numa criança que já esteja enfrentando dificuldades. Quando uma criança brinca com um boneco ou boneca comum, ela cuidará dele como sua maturidade emocional  permitir. Esse brinquedo, pelas pesquisas que fiz, demanda de uma criança a responsabilidade que um adulto ao cuidar de um ser mais frágil. Elas, com certeza, não estão prontas para isto.  Quando uma menina, por exemplo, brinca de mamãe com sua boneca, ela o faz de acordo com a compreensão que tem do  exercício dos cuidados maternos. Ela não é o tempo  inteiro solicitada por um boneco que não pode ser negligenciado um só instante.
3- Quem precisa aprender a cuidar e ser responsável recebe tarefas, é ensinado a cuidar dos irmãos mais novos de forma adequada a sua idade. Eu sempre digo ao meu Benjamin que numa família os mais fortes cuidam dos mais frágeis (no sentido físico) para explicar o carinho e cuidado que deve ter pela irmã. Se queremos que aprendam a cuidar de um animal, compremos um mascote. No entanto, a industria sempre acha razoes educativas, nutritivas, politicamente corretas, etc. para suas invenções loucas.

Devemos ser vigilantes. Eu sei que é difícil explicar para um filho porque ele é o único a não ter isto ou aquilo. Contudo, se você quer viver de modo separado e diferente, esta é uma batalha da qual não pode se eximir. Seus filhos, provavelmente, não precisam desse brinquedo maluco! Além do mais se fizermos uma enquete, provavelmente nenhum criança deve ter se tornado um ser responsável por causa do tal do Furby.

Não, eu não desisti do blog!

Oi queridos e queridas,

Espero que tudo esteja bem com vocês!

Estes dias eu desejei por muitas vezes dar uma passada aqui. Muitas coisas do  cotidiano me inspiravam a escrever, mas o tempo é curto quando nossos pequenos adoecem e como a adenóide de meus pequenos é minha provação de fé, estive ocupada cuidando deles.

No fim do dia, eu era só uma exausta pessoa gripada querendo cama! Eis o motivo real de minha ausência por aqui. No entanto, hoje enquanto Beatriz dorme ao som de Mozart (ela gosta muito de música clássica…rs) e Benjamin está ocupado longe de mim, resolvi, antes de me ocupar da cozinha passar por aqui. Isso é andar no relógio da maternidade. Há dias mais calmos, dias mais cheios… mas cada um deles parece ser feito sobre medida para nos ajudar a desenvolver o fruto do Espirito, enquanto outros são desenhados para nos acalmar e dar um certo refrigério (aqueles que saem como planejamos ou até melhores). Com nossas lutas, acertos e erros todos eles são dias que fez o Senhor!
 Embora eu saiba, em minha própria pele, o quanto o contentamento parecer ser às vezes a última opção, devemos regozijar nossos corações (Sl 118.24) pois cada dia é uma oportunidade de Deus de crescer.

Inevitavelmente às vezes vou demorar um pouquinho a aparecer…nessas ocasiões eu vou fazendo borrões das coisas que tenho pra compartilhar e aos poucos vamos retomando. Vocês são mães como eu, sabem que as vezes nosso planejamento se torna apenas um plano de como queríamos que o dia fosse. O tempo não nos obedece, ele simplesmente passa e a vida segue!
Um abraço!

Espero poder voltar mais tarde...

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cheguei a uma conclusão: precisamos de crianças!


Uma vez ouvi uma frase que não lembro a quem pertence e quem a replicou para mim que dizia que uma sociedade se revela pela forma como trata suas crianças e seus idosos. Se aplicarmos este parâmetro para avaliar nosso mundo temo que teremos uma das mais pessimistas perspetivas.

Como este é um blog sobre maternidade, vou me ocupar de falar de uma impressão que me persegue, não sei se alguma mãe ou pai atento e leitor deste blog terá a mesma impressão que eu. Às vezes, eu sinto que vivo num mundo avesso à existência de crianças, um mundo hostil à crianças, parece que antes que sejam feitas laqueaduras e vasectomias nos pais, são feitas esterilizações na alma das pessoas, mesmo daquelas que não têm mais idade de tê-las ou que ainda as terão. Eu sou uma mãe canguru. Sempre que possível levo minhas crias no bolso para todos os lugares que posso. Eu gosto de estar com eles. Desde que fui tia ou antes disso, quando adotava os filhos das amigas já era assim. O que sinto é que em poucos lugares, espaços e corações crianças  são aceitas com naturalidade.

Eu costumo passear com meus filhos pelo bairro. Sempre que possível ponho Beatriz no carrinho e Benjamin de guardião ao lado e saímos explorando a rua antes que o cheiro de poluição do horário de pique chegue. Costumo também ir a pé com Benjamin a feiras públicas e supermercados próximos de casa. É tristemente engraçada a reação que isso causa nas pessoas. Para alguns isto vira atração, para outros incomodo. os cachorrinhos saem às ruas. Eles passeiam com seus donos, já as crianças não. Vejo os olhares que vão desde curiosos e admirados até incomodados como se meus filhos estivessem  no lugar errado ou fossem de porcelana e fossem quebrar, especialmente Beatriz.  

http://adnasb.blogspot.com.br/
As coisas normais da infância parecem incomodar.  O que se diz de ter filhos é que estes atrapalham o romance, tomam tempo, custam caro e devem o quanto mais cedo possível se virarem sozinhos. Não é raro que uma mãe escute um comentário dizendo-lhe que a infância do filho logo, logo vai passar como se a infância de nossos filhos fosse como um resfriado que você espera ansioso que acabe. Este é o mundo que vivemos! Crianças servem pra expor um pouco e tirar fotos e pronto! Tranquemos a criançada  em casa, torçamos para que cresçam e Deus tenha piedade de nós. Não é a toa que a industria do entretenimento infantil cresça tanto. Ninguém quer os filhos junto a si!!! Ninguém tem tempo para eles! Eles sujam, choram, exigem tempo e dedicação. Arrumemos então o que façam, de preferência longe de nós.

Nos restaurantes que frequentamos que as babás se encarreguem deles numa mesa separada, como se eles tivessem uma especie de  praga ou doença contagiosa. Na igreja, um dia desses ouvi de uma irmã que no berçário (que é um lugar pra mim pra trocar fralda, alimentar, etc)  deveríamos procurar enfermeiras para cuidar dos filhos para que as mães assistam o culto na santa paz. Nas férias devemos arrumar o máximo de atividades para que não quebremos as unhas feitas brincando na areia, sujemos a roupa com o sorvete do filho, nem tenhamos o transtorno de lidar com uma criança sendo criança. O que se diz sobre eles?  São barulhentos, tomam tempo, dão trabalho e devem ao máximo ser evitados nos programas dos pais. É comum uma mãe precisar de ajuda e alguém pensar ou dizer algo que demonstra que muitos adultos pensam nas crianças como uma bomba relógio ou uma obrigação chata.  Um dia desses, uma pessoa que trabalhou comigo ligou pra mim e Benjamin estava puxando minha saia tentando me falar algo. Pedi compreensão do outro lado e perguntei a ele se podia esperar. Ele me falou de um incomodo físico e eu pedi a minha interlocutora para retornar a ligação posteriormente, depois de checar o que de fato ocorria. Ela grosseiramente me disse pra chamar a babá. Eu falei que não tinha. Ela replicou dizendo que enquanto eu escolhesse chafurdar entre fraldas nunca iria pra frente. Eu estava, para ela, parada na infância de meus filhos. Paciência! Sou mãe! Eu não parei no tempo e no espaço! Eu só tenho que muitas vezes me abaixar e deixar que meus passos sejam dados na perspetiva dos pequenos.  Crianças choram, brincam, pulam, arrumam diversão em tudo, precisam de atenção e direção. Elas não remendam casamentos acabados, elas trazem a luz essas feridas para que sejam tratadas. Elas não nos tiram o direito a viver, elas mostram as nossas reais prioridades. Elas não nos atrapalham, elas nos desaceleram. Quer ver alguém angustiado? Diga-lhe que adiou um projeto pessoal pelos seus filhos.

No entanto, deixe-me remar contra a maré. Este mundo precisa prestar atenção em suas crianças. Sim, porque elas precisam! Também porque precisamos delas. Você conhece uma mocinha fútil e arrogante? Torça pra que um dia ela seja mãe e se deixe tocar pela maternidade de fato!!! Você conhece um filho mimado que casou mas não assume suas responsabilidades adultas? Torça para que ele de fato seja tocado pela responsabilidade que é ser pai de verdade! Você quer desacelerar alguém que corre desenfreadamente? Ponha uma criança em sua vida e peça a Deus pra que essa pessoa segure a mão do pequeno. Este mundo que corta o prazer da presença das crianças, precisa é delas. 

Um dia desses, eu ouvi alguém dizer que sou dependente dos meus filhos tanto quanto eles são de mim. Eu ri. De fato é verdade. Eu precisava ser mãe deles tanto quanto eles precisam de mim. Ser mãe expõe nossas imperfeições, exige-nos tratar nossas feridas e encarar nossos fantasmas. A maternidade demanda de nós o entendimento de que somos imperfeitas e inacabadas na oficina do nosso Mestre. Nossos filhos fazem ruir nossas respostas prontas e nos fazem correr ao altar do Senhor implorando por misericordia e sabedoria. Deus sempre dará aos pais os filhos que potencialmente podem aperfeiçoa-los. Eu preciso dos meus filhos! Eles afloram o melhor em mim e expõem o que há em mim de ruim para que seja tratado. Sabe porque este mundo anda tão cruel, mesquinho, hiperativo e louco? Porque deixamos de prestar atenção nas crianças. Tem uma criança perto de você? Quer se fazer um grande favor? Passe mais tempo com ela!

Enquanto escrevo estou ouvindo uma canção cristã chamada Saved by love (salva pelo amor) escrita por Amy Grant sobre sua irmã. Ela descreve a vida de uma mulher salva pelo amor de ter sua familia para cuidar no dia-a-dia. Essa canção me descreve. Todo dia meus filhos me oferecem a mão pra me salvar de mim mesma: de ser egoísta, mesquinha e de só buscar o meu interesse, de achar que sou melhor no que faço, etc. Cada madrugada que acordo, aprendo a não considerar a mim mesma superior aos demais e a ter um coração solidário. Cada dificuldade dos meus filhos para a qual não tenho resposta expõe minha dependência e fragilidade…quando eles crescem e fazem algo sem mim, eles me lembram quen não sou dona das pessoas, inclusive deles…
Você duvida? Eu precisava ser mãe!!! Talvez alguns de vocês sejam bons o suficiente para não precisarem disso. Eu não sou. 

Tenham uma boa noite! Cerquem-se de crianças!!! Mas permita-me um conselho, veja por um instante a vida a partir delas. Se as suas cresceram, vá brincar com seus sobrinhos e netos, especialmente se você perdeu o brilho no olhar. Isso é terapêutico!