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quinta-feira, 7 de julho de 2016

A infância e seus rumos- A sensualização da infância


 Paz para todos!
O texto a seguir foi solicitado pelo Jornal AdNews e publicado na sua 42a edição.Como é um texto relativo à maternidade, eu o compartilho com os leitores do blog.

 Recebi um tema bastante sugestivo para falar nesta edição do AdNews: a Sensualização da infância. Esse é um assunto sobre o qual devemos refletir com clareza e que está ligado a outros dois temas: a adultizacão infantil e  a relativização dos valores, especialmente aqueles calcados em princípios que representam tradições da nossa sociedade.

Ao falarmos sobre a adultização, precisamos dizer que esse é um lado da moeda. Ao mesmo tempo, em que se evita um mínimo de responsabilidade na infância e na adolescência, que cada vez se prolonga mais,  erotiza-se a infância produzindo, especialmente,  crianças sensualizadas e expostas, cada vez mais cedo, a uma cultura que trata o corpo como objeto descartável do prazer imediato.  Esta é uma ambiguidade que se traduz nas relações juvenis, cada vez mais precoces que podem ser resumidas na seguinte frase: jovens imaturos para relacionamentos sérios, mas instruídos para o exercício da sexualidade, numa conjunção de valores em que ser responsável é não pegar DSTs (doenças sexualmente transmissíveis)  e não engravidar.

É importante desfazer mitos sobre a sexualidade infantil e, ao mesmo tempo, refletir sobre quais são os limites e fronteiras de um desenvolvimento que julgamos saudável. Não podemos e nem devemos tratar a criança como assexuada. Qualquer pai ou mãe atento sabe que há um desenvolvimento do conhecimento do corpo que se dá na infância, como processo do próprio reconhecimento de si e das diferenças físicas, sociais e culturais sobre si mesmo e o outro.  No entanto, a erotização da infância não pode ser confundida com este aspecto do crescer. Dizer que não ceder ao modelo atual de abordagem do tema é não tratar do desenvolvimento psicossexual da criança é no mínimo intelectualmente desonesto!

No Brasil, atentamos para este fenômeno a pouco tempo. Para muitos, falar reprovando atitudes erotizantes é, inclusive, fruto de uma regulação conservadora arcaica inibidora de liberdades individuais.  No entanto,  este é sim um fenômeno que não começou agora. Vamos voltar no tempo, especialmente aos anos oitenta, com a eclosão das apresentadoras infantis  e suas ajudantes  com seus figurinos, representado um misto de ninfetas sensuais e personagens infantis. Já que estas,  ao mesmo tempo,  usavam penteados  e figurinos coloridos e infantilizados mas sem abandonar uma clara proposta sensual e reveladora do corpo. Programas como Gladys e seus bichinhos, exibido nos anos 70, conhecido por seus personagens ingênuos e sua apresentadora chamada de tia pelas crianças perderam espaço. As tias cederam lugar a loiras e morenas esculturais! Logo, logo, essas se tornaram figuras seguidas e presentes no imaginário infantil e passaram a ter sua imagem explorada pela indústria do entretenimento em produtos próprios para a infância.

Assim, a sociedade brasileira começou a trilhar cada vez mais um caminho de erotização da infância que hoje se revela na tentativa de tratar o prazer sexual  e a discussão da sexualidade como algo presente já na segunda infância. Não é exagero! É só lembrarmos das cartilhas ensinando as crianças a tocarem seus genitais numa busca exploratória por prazer e das constantes tentativas de incluir o que se chama de educação sexual nas escolas. Além disto, pode-se também perceber a mudança no vestuário infantil que a cada dia apresenta de forma mais  dominante modelos que aparecem nas vitrines adultas com uma proposta sensual  em tamanhos menores para as crianças.  Estas iniciativas se traduzem no forte apelo infantil por cantoras sensuais adultas, que constroem seus personagens e músicas com um apelo à erotização  e a imagem de mulheres indomáveis e dominadoras pela via da sensualidade. Já houve o tempo da Kelly Kye, agora temos as músicas da funkeira Anita e os sons internacionais com proposta sensual nas baladinhas das festas infantis de aniversário. Por exemplo, não é incomum ir a um aniversário infantil de alguém que não professa a fé cristã e ver as crianças enlouquecidas dançando ao som da voz masculina Shaggy que canta: Hey, Sexy Lady! ou menininhas dançando as coreografias de Anita, descendo até o chão e com vestuários na mesma proposta.

Os defensores das formas contemporâneas de erotização da infância se dividem em dois grupos. Primeiro, o dos que exploram a indústria do vestuário e do entretenimento infantil, esta já descrevemos acima. Todavia, há aqueles que rejeitam este titulo. Eles até me processariam se desse nome aos bois. São os que defendem modelos ideológicos em que não se espera pela pergunta infantil sobre a sexualidade, esses sentem uma forte necessidade de antecipar-se e apresentar orientações sobre o comportamento sexual. Sim! Eles não querem falar de biologia! Não querem esperar! Sua urgência é evidente e segue uma agenda muito bem pensada e estabelecida. Querem entrar na sala de aula e sem que nenhuma criança pergunte começar a falar. Isso, de preferencia, na ausência dos arcaicos pais que produzem um modelo denominado por eles como modelo opressor de educação sexual.  Essas tentativas estão na escola, mas não só lá. São da mesma engenharia social que apresenta sutilmente sua mensagem sexualizada nos desenhos animados e nas revistas  e folhetins televisivos que já tiveram como publico jovens, também adolescentes e hoje trabalham para atrair crianças entre 7 e 8 anos. Elas estão também nas cenas sutilmente colocadas em filmes infantis, em que só crianças que assistem aos mesmos filmes até memorizar as cenas percebem.


Os engenheiros dessa nova ordem social propõem um olhar sobre quem anda na direção oposta que os situa como arcaicos que têm uma visão assexuada da infância. Não se trata disto! Trata-se de esperar as perguntas antes de dar informações! Trata-se de esperar o corpo crescer antes de instigar a mente, trata-se de tomar a mão de uma criança e andar no ritmo dela, em vez de colocar em mãos massificantes o crescimento de nossos filhos. Trata-se de tratar o corpo das nossas menininhas sem coisificá-los. Trata-se de dizer não  a erotização da infância e deixar que eles cresçam e se reconheçam sem pressa, tratando o outro como pessoa e não como uma boca a mais a beijar e um corpo a mais a explorar quando crescerem.  Trata-se de dizer não à erotização de nossos pequeninos.  Trata-se também de deixar que nossos pequenos saibam que valem o preço valioso do sangue do Cordeiro Unigenito, antes que alguém lhes digam que precisam desnudar o corpo numa self para terem valor para alguém.  Nós, pais cristãos, somos responsáveis pela contracultura da resistência! Goste o mundo, ou não, estamos na terra e continuaremos resistindo de pé, mesmo que todos se dobrem. 

sábado, 2 de julho de 2016

Para mamães imperfeitas como eu

Queridas mamães,

Este é mais um daqueles períodos em que eu paro um pouco e escrevo menos, mas para mim é quase impossível esquecer o blog. De algum modo, eu me sinto encorajada a escrever. O blog faz com que eu perceba que há mais gente na resistência contra a avalanche de valores contrários  que cada vez mais tenta se impor às famílias cristãs. Sempre recebo mensagens de outras mães, sempre trocamos ideias e nos encorajamos mutuamente, e nesses momentos eu vejo que embora tenhamos jeitos diferentes, abordagens diferentes, rotinas diferentes e histórias também diferentes o desejo de agradar a Cristo e seguir as ordenanças dadas em sua palavra no nosso jeito de ser mãe, nos leva ao exercício da comunhão. Tenho sido ensinada pelo Senhor através dessa comunhão e meu pedido a seu Santo Espirito é que a cada dia trabalhe em meu viver e apesar das minhas fraquezas me transforme cada vez mais em emissária de sua palavra. Que eu seja agregadora, que junte mães, não para me seguirem, mas para lutarem a batalha de fazer da maternidade portadora da gloria do Pai. 

No entanto, depois dessas palavras de saudades das minhas irmãs de jornada, queria dizer algo àquelas que estão se esforçando para serem as melhores mães possíveis. Por mais que saibamos que nunca seremos mães perfeitas, podemos nos esforçar para ser boas mães. Este post é para aquelas que estão se esforçando para sê-lo.  Ele é também direcionado àquelas que no seu ventre carregam seus filhos e que já são mamães. Afinal, não podemos lidar com uma vida como se ainda não existisse. Penso naquelas mães que imaginam que nunca serão as mães que seus filhos precisam. Talvez alguma delas ache que ser mãe exige uma perfeição que não tem. Penso naquelas que serão mamães e que estão temendo não ser boas o suficiente. Conheço algumas assim que carregam dores  profundas oriundas de suas histórias. Elas vivenciaram depressão, dor , ansiedades, assédio moral, abuso sexual e tantas ocorrências tristes que as fazem querer proteger seus filhos e ao mesmo tempo sentirem que não são capazes de superar a velha cena que lhes abate a mente e coração. Outras nunca cuidaram de ninguém, muitas vezes nem de si mesmas e isso ocasiona tantas ansiedades e o sentimento de que são incapazes.

Conheço mães que vivem historias tão diferentes, mas tão iguais ao fundo, porque todas elas, como eu, são confrontadas com a verdade de sua imperfeição. Já escrevi tanto aqui sobre isso que muitas leitoras mais atentas à sequencia do meu texto provavelmente vão sentir um sentimento de revival ou flashback. No entanto, creio que a maternidade nos desnuda emocionalmente e espiritualmente e nos traz o beneficio de mostrar quem somos de fato. O que sai de nosso interior nos torna reprováveis ( Mateus 15.11) e a maternidade intencional e presente manifesta aquilo que de fato temos dentro. Não há nada que revele mais o que Deus precisa tratar em mim que o meu dia-a-dia como mãe e esposa.  Não posso dar desculpas psicológicas ao pecado que quer reinar em mim e a maternidade manifesta. Portanto, quero encorajar cada mamãe que sente que educar uma criança e ajudá-la a crescer para Deus é difícil ou que sente que falha a seguir em frente. Não vou alimentar minhas imperfeições, nem vou vestir uma roupa de perfeição que não me cabe. No entanto, quero estar ao dispor para ser moldada e modificada e quero ser santificada a cada dia. Uma coisa me é muito clara: Deus usa a maternidade para me corrigir para que eu não seja condenada com o mundo. Eu sinto viva a palavra inspirada pelo Espirito de que somos repreendidos pelo Senhor para não sermos condenados com o mundo. Posso dizer que nunca fui tão confrontada, que nunca tive uma casa do oleiro tão forte como tornar-me esposa e mãe. Eu entendo claramente quando o apostolo Paulo diz que tendo filhos e amando-os, bem como a nossos maridos somos salvas. Não somos salvas no sentido da salvação eterna dada por Cristo na cruz. Somos salvas de nós mesmas, das nossas inseguranças, das nossas necessidades autocentradas e egoístas, dos valores supérfluos, da sedução de ouvir o nosso coração e da armadilha de vivermos em torno de nossas emoções e sentimentos e nos tornarmos infelizes escravas de necessidades que só supriremos no Criador.

Vamos ao que me parece verdadeiro. Não somos perfeitas. Somos falhas, marcadas pelas limitações  de nossa estrutura calcada e moldada na historia de vida que temos, inscrita em nossos padrões de comportamento e relacionamentos, nos valores que conscientemente ou não temos. Somos pecadoras remidas que não queremos voltar ao charco escorregadio de lodo de onde fomos tiradas.Temos, cada uma,  um temperamento cheio de potencialidades, mas também de fraquezas reveladas ou ocultas no silêncio de nossas lutas interiores. Então, recebemos pequenos seres para conduzir na vida e para servir-lhes de exemplo. Que fazer? A quem recorrer?  Como lidar?

Você pesquisa e toma uma série de decisões antes que nasçam. De repente, contra sua vontade as circunstancias, seu cansaço, ou o que seja se opõe a você. Cada minima coisa parece um grande problema. Ainda me lembro da minha luta para amamentar meu filho e de como fiquei ao perceber que por um problema fisiológico teria que amamentar complementando.Não queria ser uma mãe diferente da dos ideais dos livros que li. Que armadilha terrível!  No entanto, não sabia que este seria um pequeno detalhe do começo de minha luta diária para dar o melhor e  às vezes constatar que não era suficiente! Como mães lutamos contra uma série de fatores que nos impedem de caminhar sozinhas e demandam uma dose extra da bondade e misericórdia do alto e uma outra imensa de graça divina, sabedoria e de admissão de nossa falibilidade. Não cabe uma postura de especialista! Não cabe se achar sábia e suficiente! Já nos diz o apostolo Tiago o quão diabólica é a sabedoria humana cheia de pretensão e arrogância que bate no peito e diz tudo sei.

Ser mãe revelou em mim fraquezas que não sabia ter. Ser mãe  me mostrou o quanto sou incapaz de dar conta de tudo sozinha. Ser mãe me ensinou a pedir ajuda, mas também a correr a próxima milha em minha fraqueza e no ultimo impulso de força. A maternidade intencionalmente bíblica, centrada nos valores divinos, não revela o quão boas somos, mas o quanto precisamos de Cristo e do seu corpo na terra, sua igreja. Ser mãe revela, qual espelho, as áreas da nossa vida que precisam do trabalho do Espirito Santo de Deus. Nesses momentos, é difícil persistir! É difícil tal qual Pedro gritar: Senhor, socorre-me! Estou me afogando! Estou mee afogando em mim mesma! Estou me afogando no cansaço! Estou me afogando na minha carme! Estou me afogando no meu passado, repetindo padrões de comportamento!!!

Então se você tem visto seus defeitos com clareza, se tem percebido que há um longo caminho de aperfeiçoamento pela frente, glorifique a Deus e deixe que em você comece a ser produzido o bom fruto. Não finja que é perfeita! Não viva como se fosse perfeita! Não construa uma imagem perfeita!Apenas deixar Deus lhe corrigir a tornar melhor. Com lágrimas nos olhos preciso fazer a cada leitora uma confissão: O que mais tenho aprendido como mãe que sou é a pedir perdão. Às vezes erro com meus filhos, percebo que não estou sendo um bom espelho, que não estou sendo portadora da verdade da cruz. Então, eu peço perdão a Deus e a eles. Como é dificil faze-lo! Quero que saibam que estou lutando a mesma luta contra o pecado que eles. Que como Paulo, eu poderia gritar: Miserável homem que sou! Quem me livrará desse corpo de morte? Então o poder de Deus se torna em mim perfeito e me ajuda a crescer nEle. Sim, eu quero que saibam que luto a mesma luta que eles e que me esforço para ser exemplo.

Eu já escrevi um texto estimulando vocês a não desistirem dos filhos, agora escrevo implorando a você que sente que não dá conta e que seus erros, defeitos, ansiedades e marcas não lhe permitem ser a mãe que Deus quer que não desista de voce. Se você tem sussurrado para si mesma que não consegue ser a mãe que deveria, estamos juntas. Para mim basta bem pouco tempo ouvindo mais minha carne que o Santo Espirito para que ela impere e imperando dê a luz ao pecado que mais corrói: aquele que parece pequeno, mas que como ferrugem você não percebe quando brota e se multiplica e nos mina a alma. Falo da murmuração, da ira, do engano e do erro lá do Edem de culparmos os outros pelo nosso próprio pecado e tantos outros frutos pecaminosos que passam de largo aos que não lutam nossa batalha. Afinal, os outros podem até serem responsáveis por algo que nos ocorre, mas nunca serão responsáveis por como respondemos a isso e como nos sentimos a respeito.
A minha mais sincera impressão enquanto escrevo é que nunca deixarei de clamar como Pedro, toda vez que achar que de mim mesma sou capaz ou que for tentada a olhar a profundidade do mar sobre o qual ando numa atitude de incredulidade. Eu preciso constantemente gritar: Senhor socorre-me! Eu preciso entender que dependo dEle.

domingo, 8 de maio de 2016

Feliz dia das mães!!!


 
AS MÃES SÃO FLORES
Gióia Jr.
São como as flores,
São como as flores, na suavidade, no aroma e cor
No sacrifício da mocidade, na doce benção, no puro amor.
São como as rosas maravilhosas, são como lírios, brancos de paz,
São flores belas de raras cores, são como aroma que satisfaz.
Cores e flores, perfumes, brilhos,
Dão-se inteirinhas de coração.
Vivem na vida dos próprios filhos,
Vivem ternura, vivem perdão.
As mães são flores,
As mães queridas, são margaridas, são girassóis,
Belas estrelas que a terra nutre, ao beijo quente de muitos sóis.
As mães são flores, mas flores murcham, Têm vida curta, sacrificiais
Que vivam muito, pedimos hoje, ao Deus bendito,
Que vivam mais.
As mães são flores, rubras, douradas, iluminadas e muito amadas.
Sonho e afeição. Casa na rocha, que não se abala,
convive e fala, verso e canção.
As mães são flores. Deus as proteja,
Deus cuide delas com muito amor.
As mães são flores. Queridas flores, flores do trono do Salvador.
Jardim é a vida as mães são flores e no seu dia, cantamos nós,
Deus dê a todas este presente:
Que vivam muito, mais do que a gente
Para que nunca fiquemos sós.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Um desejo sincero

Boa tarde a todas!

Desta vez falo com todas as mamães que de algum modo sentem que caminham junto comigo através deste instrumento de crescimento coletivo que tem sido o blog. Não, eu não tenho a pretensão de dizer que através do blog fiz alguém crescer…Eu sinto mais que o blog e o quadro do rádio me faz crescer junto com outras mamães. Aos poucos, em cada  narrativa que escuto, em cada companheira de oração que ganho através deste ministério , eu vou crescendo e o mais glorioso é que sinto que não estou sozinha. Sinto que há um batalhão de mamães que comigo, cada uma de seu jeito, estão remando contra a maré, em diferentes lugares do Brasil e do mundo. É bem provável que não sejamos maioria, mas existimos. O blog me deu esse sentimento de que ninguém está só na caminhada por uma maternidade que glorifique a Cristo. Se às vezes, como Elias, pensamos que estamos sozinhas contra os profetas de Baal, sempre há os 7.000 que decidem remar contra a tendencia dominante e não dobrar os joelhos ao deus deste tempo. Não se trata de se ter um sentimento de superioridade, mas de entender que há algo superior à nossa opinião e até mesmo à nossa vida e que isso é o que dita nossa missão.

Que prazer eu tenho em encontrar cada mãe que trilha este caminho. Algumas começando, tateando com medo das perdas envolvidas na maternidade centrada nos princípios divinos ou empolgadas pelo sentimento de liberdade que conhecer a verdade traz. Outras, numa luta interior que se repete o tempo inteiro na vida de uma mãe que resolveu abrir mão das demandas de sua carne e tal a jovem Maria em Belém dizer: eu sou a serva do Senhor! Cumpra-se em mim o seu querer. Essas mães são muitas, com rostos diferentes, estilos diferentes, biotipos diferentes, opiniões diferentes, mas que querem algo mais e mantêm a chama viva . A cada opinião, depoimento, pergunta que recebo, agradeço a Deus porque de algum jeito me vejo retratada em algumas delas, por vivermos dilemas similares e não desistirmos de persistir na jornada.

Cada uma de vocês, mamães queridas, que criam seus filhos ou começaram a senti-los dentro do ventre, alegra meu coração de um jeito particular e são depositarias da minha gratidão por me fazerem companhia aqui no blog e no Papo de mãe. Peço a todas , encarecidamente, que façam orações por mim e pelos meus para que a cada dia eu possa ser vaso de honra e instrumento da glória do Pai que como diz uma música de Amy Grant que me acompanhou por toda a adolescência: que eu tenha os olhos do meu Pai! Orem para que cada fraqueza que há em mim, seja persistente ou nova, possa ser trabalhada ao pé da cruz. A cada dia, eu me vejo mais incapaz de ser mãe. Confesso que muitas vezes choro e até pergunto ao meu querido Mestre o que viu em mim para colocar um marido e duas vidas pequeninas em minhas mãos para cuidar. Como Ele me confiou cada um, sabendo quem sou? Como Ele me confiará outros, se na sua vontade estiverem, sabendo que de nada dou conta? Então, meu coração se enche de alegria porque lembro que o Santo Espirito inspirou o apostolo Paulo a escrever que o poder dEle se aperfeiçoa na  fraqueza humana. Logo, eu sinto que cada lacuna e ponto falho, que só quem me conhece de perto experimenta o efeito, é uma oportunidade de Deus em mim se mostrar poderoso e transformador. É sempre desse lugar imperfeito, de lutas e fraquezas que precisam ser santificadas, num renunciar constante à minha carne, que escrevo a cada uma de vocês.

Me resta dizer, então, que sou grata por cada mamãe que comigo compartilha as dores e as alegrias de sermos mães na oficina do Mestre. Quero desejar a cada uma o que desejo a mim. Na semana do natal fiz a última atividade do meu trabalho mensal com os pequenos , em que trabalho as razões porque Cristo veio a terra. Como quero a cada dia santificar esse tempo no meu lar! Esse trabalhinho era para refletirmos sobre o nosso coração. Ele poderia ser uma estalagem tao cheia de coisas mundanas em que não há vaga para o Salvador ou poderia ser uma estrebaria disponível, apesar da fraqueza e de tudo de ruim que poderia haver num lugar tão rústico, convidando Jesus a ficar. Meu filho mais velho, em clara compreensão à mensagem reafirmou sua confissão de que quer Cristo pra sempre em seu coração e me perguntou, também, o que queria dar a Jesus. Eu respondi que queria dar a Ele, a cada dia um coração estrebaria que por si só não tem nada que possa encantar o Rei dos reis, mas que quando o Salvador nele habita se enche de sua gloria e se torna o melhor lugar. Em 2016, eu desejo a cada mamãe que comigo transitou neste caminho que cada dia mais seu coração seja uma estrebaria: cheio de razões que o tornam incapaz de abrigar o Salvador, mas cheio de disponibilidade para dizer ao Salvador: venha, entre e a cada dia mude este lugar com o simples toque de sua gloria!

Que Deus, em Cristo, abençoe cada uma de vocês! 

Com todo amor que nos une,

Ana Cláudia

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Nutrindo a mente e o coração

Queridas mamães,

Que a paz do Senhor alcance o lar de cada uma de vocês. Tenho sido, nos últimos dias, pega de surpresa por alguns casos de amigas que sucumbem ao sofrimento. São muitos casos em que se vê a dor refletida no corpo e na mente. Mães abnegadas, crentes fieis, esposas exemplares que caem no marasmo da angustia que se traduz em doenças psicológicas e físicas de um corpo e de um coração que gritam pedindo ajuda. Tenho pensado muito e quase fixamente nelas. Tenho aprendido sobre a fragilidade humana com elas. Tenho chorado com algumas delas e tenho dito que creio que vão ficar bem, pois creio que de fato vão.  Eu creio que Deus tem interesse em levantá-las!

Vivemos num tempo em que nos movemos num constante nadar contra a maré no caos que se tornou nosso mundo. Muitas de nós temos descoberto o tesouro de ser mães e esposas presentes na vida dos nossos. Temos dado enfase ao ideal cristão de tornar a necessidade do outro uma oportunidade de servir a Cristo. São tantos discursos que reforçam a ideia de mover a vida a partir do próprio umbigo e tratar o outro como secundário que essa ênfase é  sim necessária. O viver cristão é um chamado para viver e se gastar pelo outro. O apostolo Paulo que  o diga! Todavia, estamos esquecendo algo… há algo que está ficando para trás:A ideia de que devemos cuidar de nós mesmas, nutrindo a mente e o coração e de que devemos cuidar umas das outras. 

Sim, precisamos estar bem para cuidar bem! Não estou falando de uma postura hedonista, mas de um profundo entendimento das necessidades que  nossa missão impõe, que se traduz na compreensão de que nosso corpo, alma e espirito precisam estar bem para que sirvamos bem. Estou falando de equilíbrio! Estou falando de possuirmos nosso vaso em sabedoria, santidade e honra, sabendo que para que o templo e morada do doce Espirito de Deus possa servir ao Senhor em sua máxima plenitude, você e eu precisamos estar bem. Se Cristo é Senhor de nosso existir, se entendemos nossa vida como ganhando razão nEle, o cuidado que exercemos conosco mesmo será um meio para glorifica-lo e não um fim em si mesmo. Sei que há uma linha ténue que pode levar uma mulher, sob o pretexto do bem estar, ao exagero, ao apego demasiado a si, justificado a partir desse argumento. No entanto, se procuramos estar bem para de bom grado nos gastarmos e deixarmos que Deus nos use para o seu reino (em sua extensão no nosso lar) não há como não glorificarmos a Cristo  (2 Co 12. 15).

Primeiro, eu gostaria de encorajar você a cultivar o seu espirito.  Pense num jardim, comigo. Sabe aquelas plantas de nossa casa que precisam ser diariamente regadas? Assim sou eu!Assim é você! Eu tenho um pé de funcho e outro de pimenta biquinho que se não forem molhados todo dia pela manhã, ao entardecer ficam com um aspecto feio e murcho parecendo que já morreram. Assim é meu espirito! Não sei do seu! Todas as vezes que meu dia passa sem que eu seja regada, na minha devoção, pelo Espirito Santo sou a mais vazia e miserável das pessoas.

Sim! Estou fazendo a você uma confissão! Um dia centrada em mim mesmo, um dia sem entrega ao Senhor, um dia de tarefas sem o foco estabelecido nos meus momentos com o Pai Celeste, em que Ele, através do seu Espirito, molha o meu sedento coração me torna uma  Marta ranzinza e focada na tarefa e não no propósito. Como é triste para mim quando resolvo deixar, por alguma razão, o Mestre na sala para me ocupar dos afazeres do dia-a-dia, esquecendo que no fim de tudo, Ele é a razão do que faço. Portanto, reguemos nosso homem interior! Deixemos que Ele se renove! Ofereça ao Senhor seus sofrimentos, seus sacrifícios, suas dores, como forma de ser aperfeiçoada por Ele  e deixe que, através da oração e da palavra, Ele possa tornar seu homem interior fortalecido (2Co 4.16-17). Muitas vezes, falhas no nosso caminho e no nosso caráter que se evidenciam em escolhas ruins são alimentadas pela falta de contato  com nosso criador. Não somos robôs preparados para produzir. Enquanto, como mães, não assumirmos que somos pessoas reais com necessidades reais, correremos o risco de não suportar as demandas de nossa vida ou de nos tornarmos hipócritas, fingindo ser as super-mulheres que não somos, apenas para tentar manter as aparências. o que digo é que a maternidade nos moldes divinos, só pode ser vivida em um contato constante com o criador. Não, eu não li esse pensamento num bestseller, eu vivo essa verdade no meu dia-a-dia: a maternidade nos moldes divinos só é possível a partir do Senhor e do seu trabalhar em mim, pelo seu doce e terno Espirito.

Em segundo lugar, gostaria de encorajar você a manter pequenos habitos ou mimos do seu dia-a-dia que ajudam você a passar pelo dia melhor.  Sabe aquela xícara de café que você saboreia de manhã, antes que todos acordem? Ela é importante! Aquele som ligado enquanto você faz o almoço? É tambem importante. Sim, eu preciso encoraja-la a tirar pequenos momentos de refrigério ao longo do dia. Eu sei! Corremos muitos! Ser esposa, mãe e administradora do lar, inclui inumeros papeis e tarefas. Todavia, precisamos de disposição para comecar e terminar o nosso dia na força do Senhor. Sente com as crianças. Não precisa deixar a casa virar uma loucura. Cinco ou dez minutos em que você adia os pratos do almoço pra servir chá para as bonecas lhe farão muito bem. Não esqueca de manter seus hobbies e talentos em dia. Tenho uma amiga linda e querida! Amo o empadão que ela faz. O que acho mais bonito é como ela usa seus dons e talentos artisticos até nisso. Ela pinta, faz biscuit e outras artes. Ainda lembro quando solteira, que frequentava sua casa, e ao terminar um empadão ela sempre modelava flores e folhas  e decorava como que para um evento. Ali estava sua alma! Seu dom! Quando andava por sua casa, sempre havia projetos inacabados…coisas para continuar, para fazer, para pensar sobre. Era seu escape, seu momento… 
Precisamos descobrir novas habilidades. que arejam nossa mente e tornam habeis nossas mãos. Precisamos dos nossos momentos de leitura, mesmo feitos tarde da noite. Sim! Precisamos...

Terceiro, aprenda a pedir. Sim! Quem não pede, não recebe! Peça ajuda, cooperação, peça o beijo de despedida do maridão, caso ele tenha esquecido de dar ao sair. Se for importante para você, diga. Peça, também, abraço e beijos aos pequeninos. Sabe algo que tem maltratado terrivelmente as mulheres? A idéia de que não podemos ser frágeis e vulneraveis, dependentes de Deus e do outro. Então, por não reconhecermos o limite da nossa estrutura, quebramos e nos desmantelamos e muitas vezes nem nós mesmas sabemos a razão. Precisamos estender uma bandeira: Mais verdade, menos pose! Precisamos de Deus, de nós mesmas e dos outros. Não se deixe arruinar interiormente antes de pedir ajuda a Deus e aos demais.

Em quarto lugar, aprenda a cuidar de seu corpo! Sim! Como tenho me sentido corrigida pelo Santo Espirito nesse aspecto. Você e eu não somos de aço. Clark Kent só existe na ficção. Passamos por estágios em que não podemos dormir bem, eu sei. Crianças adoecem, temos coisas a fazer, mas precisamos descansar. Um corpo cansado demais altera qualquer mente! Além disto, precisamos comer bem. Estes dias me dei conta de que muitas vezes esquecemos disso. Deus precisa de você e de mim com saúde. Sente à mesa! Coma com sua família. Se auxilia os pequenos, inclua suas garfadas no meio! Deus e eles precisam de você bem. Cuide também da sua aparência. Claro que nosso foco não é o exterior. Porém se é para transmitir a luz de Cristo, se o foco é o brilho dele, cuidar de nós mesmas será de bençãos. Não esqueça de sorrir e se alegrar. Deixe de lado toda amargura.

Em quinto, há algo que depois de Deus é o mais importante. Mantenha seu casamento forte. Você precisa do seu marido. Sim! Por mais que se diga algo diferente, essa é a verdade. Eu sei, há mães que não podem contar com seus maridos por alguma razão que foge do campo de escolhas delas.  Eu creio que, se elas buscam ao Senhor, terão o conforto necessário. No entanto, sei também que hoje se menospreza muito a importancia de nos apoiarmos nos nossos companheiros de jornada. Um dia eu ouvi uma mulher mais velha dizer que mulheres criam os filhos sozinhas sem problemas, homens não. Meditei sobre aquilo! Creio que Deus ajuda uma mãe que como Hagar se vê sozinha com uma criança para criar. Porém, creio na formula perfeita de Deus em seres imperfeitos como nós. Nós precisamos nos apoiar em ombros fortes! Nós precisamos de alguém que nos encoraje quando sentimos que não damos conta! Que nos mostre que é possível quando estamos desencorajadas! Precisamos de alguém que segure nossas mãos, que nos chame pra sentar no sofá mesmo com a louça na pia e diga que depois cuidamos disso, de preferencia em equipe. Precisamos de alguém que corrija nossas tempestades sem vento e minimize os efeitos de nossas TPMs sobre as crianças e que ore por nós e conosco. Precisamos de alguém que diga que juntos vamos dar um jeito no dia seguinte e que traga nosso chocolate predileto e diga para uma vez só esquecer a dieta. Talvez você esteja carregando o mundo sozinha e de fato não precise. Deus é perfeito! No meu caso, ele me deu um marido imperfeito como eu, mas que sabe direitinho me desacelerar e desligar da tomada antes que eu quebre. Pare de querer que seu esposo seja você na forma masculina. Deixe que ele cuide de você! Para ser uma mãe forte, você precisa dele! Talvez o seu parou de cuidar de você porque acha que não é importante. Quem sabe ele caiu no conto das mulheres inquebráveis. Convoco você a dizer a ele que tudo aquilo que ele fazia e não faz mais é importante. Vamos lá! Não mata!!! Peça o abraço! Diga que a perspectiva dele nos pequenos problemas ajudam você a tomar decisões sábias. Não tome conta de tudo! Seja forte o suficiente para ser frágil. É preciso muita força interior para saber o quão frágil e pequeno de fato se é. Todavia, isso é saúde. Sim é medicina para os ossos e o coração. 

Se você já quebrou e entrou em colapso, deixe o bom pastor cuidar de você. Não se desespere! Ele fez você e sabe onde cada peça encaixa.
Que Deus, em sua misericórdia, abençoe a você e a mim!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Palavras sinceras a uma mãe de primeira viagem



``Assim poderão orientar as mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos’’. Tito 2. 4

Querida mamãe de primeira viagem,

Gostaria de, antes de tudo,  dizer a você que estamos juntas em ser mães de primeira viagem. Sou mãe de um garoto de  4 anos, Benjamin, mas sou mãe de primeira viagem da pequena Beatriz de 11 meses*, pois cada filho é único e nos leva por um caminho novo. Isto significa pra mim duas coisas: primeiro, que somos alcançadas por novas alegrias e em segundo lugar que temos um novo ser para conhecer no dia-a-dia, independente de quantos outros filhos tenhamos. Ser mãe de cada filho é um novo aprendizado e um novo desafio. É também um novo jeito de amar.

Se você está agora com um bebê em seus braços é provável que esteja se revesando entre fraldas e mamadeiras lutando para dar conta de tudo e, ao mesmo tempo, sentindo que não dá conta de nada. Se as condições não são severamente adversas, este sentimento deve se misturar em seu coração com momentos impares de alegria  e apego. É possível que você sinta que tudo para quando uma pequena mãozinha toca seu rosto ou quando as expressões dos lábios e olhos parecem sorrir para você, quer seja depois de uma mamada, num banho ou troca de roupa. Talvez você ainda esteja naquela fase em que parece que o pequeno que deveria ser seu príncipe ou princesa só sabe chorar. Você já acordou ouvindo um choro que não ocorreu e pensou: será que estou maluca? Então, bem-vinda a bordo! Você foi admitida no grupo desafiante, mas prazeroso, das mulheres bem-aventuradas porque são mães. O que posso lhe dizer? Estou pensando nisto agora e uma pequena e singela, porem não simples, lista me vem a mente:

1-    Em primeiro lugar quero lhe dizer que ser mãe é um ministério!  É algo que, se você é cristã, deve fazer para Deus e não para você. Deus lhe entregou um pequeno ser . Ele escolheu exatamente você e a designou para que dele cuidasse. É muito importante saber disto porque haverá momentos em que você sentirá que é uma tarefa que demanda mais do que você pode ou tem pra dar. Nestes momentos, lembre que Deus tem o mesmo compromisso com você que teve com grandes homens e mulheres da Bíblia. Para Deus, o trabalho mais importante que você pode prestar ao seu reino é cuidar bem dos pequeninos que Ele  lhe entregou e do seu marido. Nada que faça para Ele terá o mesmo valor, pois esta é a missão designada por Ele, em sua palavra, para toda jovem mãe.  Então, quando você estiver em sua tarefa, pense que você está servindo a Deus e faça-o com alegria e prazer. É provável que como toda pessoa cumprindo seu chamado você tenha momentos desafiantes, mas Aquele que a chamou também a capacitará!

2-    Entendendo isto, gostaria que você soubesse que está em estágio de aprendizado como todo pai e mãe. Terá, portanto, dias difíceis e dias fáceis. Não se cobre, se avalie e melhore! Quem se cobra, se condena. Quem se avalia, enxerga seus erros e tenta com toda sua força dar o seu melhor para acertar. Aprenda com seu bebê a ser mãe. A relação de uma mãe com um filho é construída a partir das trocas. Talvez você não saiba fazer seu bebê dormir como sua mãe, dar de mamar pareca doloroso demais e você esteja sonolenta por não saber mais o que é dormir por algumas horas. No entanto, se tentar, com calma e desejo de aprender, você aprenderá a fazer as coisas do seu jeito e descobrir que sempre há pequenos jeitos de funcionar entre uma mãe e seu bebê que parecem pertencer apenas aos dois.  É uma relação singular construída a cada momento, mas isso requer tempo, humildade e calma.

3-    Aprenda que ninguém pode servir a outros vazio. Ser uma mãe como Deus quer exigirá de você graça do alto e força.  O chamado de uma jovem mulher cristã exige um espirito amoroso e pronto para servir. Então, você precisará estar sempre nos pés do Senhor.  Eu sei! Eu passo pelo mesmo que você: o tempo encurta! O que fazer, então? Faça disso uma prioridade! Priorize a leitura da Bíblia, uma atitude de louvor e a oração. Você pode fazer isto de diversas formas. Enquanto o bebê for novinho, você poderá ler a Bíblia com ele nos braços, mas quando ele aprender a rasgar sua Bíblia ficará mais difícil. Então, providencie novas formas de incluir a oração e a palavra nos seus dias. Providencie áudios de capítulos da Bíblia para ouvir enquanto faz o almoço e toma banho. Separe alguns minutos antes de dormir para orar e ler sua Bíblia . Memorize versículos. Grave áudios de mensagens próprios para mães e esposas, e para crentes, em geral, e quando seu filho crescer, fale da Bíblia para ele e Deus falará com você. Muitas vezes, quando faço o culto doméstico ou falo do Senhor para Benjamin, acontece de Deus falar comigo pela palavra que reparto com ele ou pelas perguntas que ele me faz. Acontecerá com você também. Abra o coração para a palavra e para a oração. Isto modificará sua vida.

Sabe aquelas noites em que seu bebê não dorme? Faça delas um convite para orar baixinho junto dele, enquanto o nina. Cante louvores para seus filho, enquanto o põe para dormir. Nestes momentos, você poderá sentir a presença de Deus lhe renovando para começar um novo dia e mesmo cansada sentirá seu espírito renovado e fortalecido.  Naqueles dias em que tiver vontade de reclamar, chorar e gritar, se ocorrer assim, fale com o Senhor. Ele lhe ajudará  a assumir outra perspetiva.
Em muitos momentos, a maternidade é um lugar de solidão. Especialmente, no mundo em que vivemos, pois as pessoas não têm tempo para  chegar junto de uma mamãe recente. Nestas horas, Cristo é companhia e é amigo! Chame seu marido e juntos orem ao Senhor! Se ele não estiver disponível, faca-o sozinha. Você verá a forca que a oração tem.

4   4-    Não esqueça que você tem um marido! Isto é bom para você e para ele. Não esqueça isso nos cuidados do bebê e no relacionamento com ele. Vamos falar primeiro dos cuidados com o bebê.  Muitos pais de primeira  viajem não sabem como agir com o filho recém-nascido. Isto vai requerer de você paciência e bom-senso. Deixe que seu marido desenvolva a forma dele de cuidar do bebê. Não queira que ele assuma sua forma de fazer as coisas, a não ser que ele peça ajuda ou que você veja que ele se sente perdido. Faça-o com amor!
Depois, não esqueça do relacionamento de vocês. Nos primeiros dias, você terá que lidar apenas com o bebê e é provável que seu marido também se envolva com o pequeno. Porém, é muito importante que você faça de seu marido prioridade e nutra o amor de vocês. Não há nada mais acolhedor e promotor de segurança para uma criança pequena que ver uma relação de amor, respeito e cuidado entre seus pais.

5   5- Saiba quando pedir ajuda! Isto é primordial. Muitas mães lidam sozinhas com fardos pesados e não percebem que há alguém que pode ajudar. Muitas vezes nós mamães de crianças pequenas cometemos dois erros. O primeiro, querer ajuda e não solicitar, por achar  que está posto e é claro que precisamos. No entanto, não é! As pessoas seguem com sua vida e se você não apresentar sua necessidade, não terá ajuda. Caso não possa contar com ninguém, a graça te cobrirá e você vencerá a batalha. O segundo erro que cometemos é querer que  as pessoas ajudem do nosso jeito e não como podem.  Deixe-me dar um exemplo. Talvez sua mãe não possa passar o tempo com você que você gostaria,  ajudando nas tarefas com seu bebê. Em vez de se lamentar ou ferir os sentimentos dela, veja se ela não pode ajudar você de outra forma. Talvez ela possa cozinhar em dobro nas primeiras semanas e mandar o almoço para aliviar as tarefas em seu lar, por exemplo. Então, cabe a você ver que ajuda e de quem está disponível.


Há muitas coisas que eu poderia dizer, mas gostaria de incentivar você a não perder as bençãos da maternidade pelos trabalhos que ela envolve.  Isto seria como se um alpinistas escalasse uma terrível montanha e ao chegar ao cume  lamentasse tanto o cansaço do caminho que esquecesse de apreciar a linda paisagem. Portanto, aproveite os bons momentos! Saiba a hora de parar e apreciar seu rebento e rir com o marido dos pequenos momentos que sua nova família lhe proporcionar.  Você descobrirá que, além do trabalho, um bebê pode trazer maturidade, crescimento, amor e muitas risadas! Que Deus abençoe os seus dias de jovem mãe e que você encontre nele a graça e a força de devolver seus filhos para os planos dEle com êxito! Estamos juntas nesta tarefa. Que o Senhor nos cubra de amor e misericórdia!



Um abraço!
Ana Cláudia


*Este foi um texto escrito para o jornal AdNews. Naquela época nossa filha Beatriz tinha 11 meses.
Imagem1: truthinlabelingcoalition.org
Imagem2: Eu brincando com nossa Beatriz, Acervo de Pedro Henrique Fotografia e Filmagens

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Não, eu não quero que passe logo!



Vez por outra, quando alguém me vê atarefada com meus dois pequenos, me diz: não se preocupe, logo passa! Vão crescer.
O engraçado disso tudo é que já tenho saudades de quando eles eram ainda menores!
Eu não quero que o tempo passe, quero transitar devagar por esse caminho de mãe de pequeninos.
Quero ler muitas histórias, falar das coisas, dar muitos beijos e abraços.
Eu não quero que passe logo! Quero curtir cada flor arrancada pra mim, mesmo quando é uma erva daninha, ver aquele sorriso acompanhado de um desenho de crayon e a frase: É pra você mamãe!
Eu não quero que passe logo! Quero montar jogos, brincar de carrinho, dar leite a bonecas e ensinar a contar até 10.
Eu não quero que passe logo! Quero enxugar a lágrima quente, dizer: pode chorar ou oferecer meus braços num abraço de cumplicidade ou mesmo pedir desculpa se injustamente causei as lágrimas.
Eu não quero que passe logo! Porque todo dia antes de dormir minha cabeça não acompanha o corpo e nela há uma lista imensa de coisas que preciso ensinar sobre Deus, a vida, a natureza e o mundo.
Eu não quero que passe logo! Deus é sábio e trabalha em mim e em meus filhos em parceria com o tempo...tempo, tempo, tempo!
Ninguém apressa ou atrasa o tempo! Ele segue sempre seu curso qual um rio perene!
Quero ter sabedoria para amar plenamente meus filhos para que o tempo não passe logo e eu perca tempo e oportunidades que nunca mais voltarão!
 Deixa Deus cuidar do tempo! Ele sabe, Ele é eterno!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Razões que me fazem orar por meus filhos





Olá mamães queridas!

Sou filha de uma mulher que sempre me incentivou a trilhar o caminho da oração. Muitas vezes vi minha mãe chorando de joelhos no quarto de um de nós três ou acordei com ela ajoelhada ao lado da minha cama.

Hoje sou mãe e entendo a razão que fazia com que soubesse que precisavamos de oração. Estava lendo a oração sacerdotal de Jesus e como Ele achou razões para orar por aqueles que o seguiriam, imagine eu...

Cada dia eu sinto que criar filhos pra Deus exige oração!

  • Preciso orar porque sou uma mãe imperfeita e sem que note marcas da minha imperfeição podem moldar as emoções e o caráter dos meus pequeninos.
  • Preciso orar porque só o Santo Espirito convence uma criança do pecado, da justiça e do juízo. Só Ele pode tornar a mensagem que lhes trago eficaz.
  • Preciso orar porque não posso tirar meus filhos do mundo, não posso protege-los de tudo, mas posso pedir que Deus os livre do mal. Obviamente, preciso protege-los o quanto eu posso, mas não posso operar o livramento.
  • Preciso orar, porque como diz meu Benjamin, o pecado ás vezes quer grudar no coração. Ele é o atrativo e a tendência natural e só o Santo Espirito pode nos ajudar a correr na direção oposta. Embora sejam pequeninos, eles lutam a mesma batalha.
  • Preciso orar porque há sempre em muitos lugares a chance de que más conversações corrompam os bons costumes.
  • Preciso orar porque como o meu, o coraçãozinho deles é enganoso e ás vezes mesmo para uma mãe atenta pode ser surpreendente. Só o Senhor o sonda e conhece. E muitas vezes o maior livramento é do que pode se passar dentro deles mesmos.
  • Preciso orar porque a cada dia o mundo será mais hostil e pior. Só o Santo Espirito pode ajudá-los a viver nele e não pertencer a ele.
  • Preciso orar porque quanto maiores forem as batalhas da maternidade e a chance de derrota, maior é Deus e seu poder para livrar.
  • Preciso orar porque embora nos esforcemos, nós os pais somos um espelho imperfeito, mas sua gloria refletida em nós pode transbordar e ser transformadora.
  • Preciso orar porque ser mãe exige de mim ser serva, considerar o outro mais frágil prioridade sobre a minha vontade e cumprir com alegria a minha missão.

Sim eu preciso orar! E você?