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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Educativo? Tem certeza?!

Vez por outra eu me pego interrogando a mim mesma uma mesma questão: que tipo de coisa ainda vão inventar sobre o rotulo de brinquedo educativo? Um dia desses fui a uma loja de brinquedos comprar um quebra-cabeça pra Benjamin como prêmio por sua coragem ao tomar vacina (aqui em casa comemoramos atos de coragem mesmo quando acompanhados  de lagrimas),  quando chegamos lá  havia um brinquedo horroroso e Benjamin que tem um fascínio por animais logo me perguntou que tipo de bicho era aquele. Eu respondi que aquele não era um animal, era apenas um brinquedo inventado. Ele disse: mamãe os animais que Papai do Céu inventou são mais bonitos. Embora eu saiba que há bichos que não agradem a todo gosto estético, num mundo em que criança brinca com meninas monstros, eu tenho mesmo é que concordar.

Passaram-se alguns dias e uma amiga telefonou  pra me sugerir dar uma olhada num brinquedo chamado Furby  que é basicamente um brinquedo para a criança cuidar e se ocupar dele. Sobre o pretexto de ensinar as crianças a exercerem o cuidado com outros seres-vivos, lá vai mais uma invenção da moda caríssima sobre o rotulo banalizado de brinquedo educativo. Afinal, hoje em dia, qualquer coisa é educativa.

O famoso bonequinho, que segundo minha amiga é a febre do momento entre as meninas cujos pais podem dar algumas notas de R$100,00 num brinquedo maluco, reproduz necessidades e demandas humanas tais como ser alimentado, acariciado e não sei mais o que. Quando suas pseudo-necessidades não são satisfeitas, ele muda de comportamento chegando a ser enlouquecedor e até descrito por alguns pais nas redes sociais e blogs como assustador.

Bom, o argumento usado comercialmente é que este brinquedo é educativo pois ajuda a criança a aprender a exercer cuidados e a ter responsabilidade e a perceber o que acontece com quem é negligenciado. Pra mim pra balela. Piada de péssimo gosto para uma sociedade que negligencía o tempo inteiro suas crianças. Vamos direto ao ponto:
1- Em primeiro lugar, acredito que um brinquedo que queira ser educativo tem que permitir à criança exercer sua criatividade e imaginação. O que este brinquedo não faz, pois é daqueles que propõe papeis e demandas a criança, em vez de deixar que este exerça sua criatividade.
2- Pelas reações descritas por aqueles que o possuem, ele pode gerar medo e reações indesejadas à criança, já que ao mudar a forma de reagir o mesmo se torna perturbador, como se tivesse uma especie de distúrbio de personalidade, dizem alguns. Um pai ou uma mãe, por exemplo que dá o tal boneco para um filho na fase do medo estará exacerbando uma reação da criança e em certos casos, embora não possa gerar doença, pode ser fator agravante de problemas psicológicos numa criança que já esteja enfrentando dificuldades. Quando uma criança brinca com um boneco ou boneca comum, ela cuidará dele como sua maturidade emocional  permitir. Esse brinquedo, pelas pesquisas que fiz, demanda de uma criança a responsabilidade que um adulto ao cuidar de um ser mais frágil. Elas, com certeza, não estão prontas para isto.  Quando uma menina, por exemplo, brinca de mamãe com sua boneca, ela o faz de acordo com a compreensão que tem do  exercício dos cuidados maternos. Ela não é o tempo  inteiro solicitada por um boneco que não pode ser negligenciado um só instante.
3- Quem precisa aprender a cuidar e ser responsável recebe tarefas, é ensinado a cuidar dos irmãos mais novos de forma adequada a sua idade. Eu sempre digo ao meu Benjamin que numa família os mais fortes cuidam dos mais frágeis (no sentido físico) para explicar o carinho e cuidado que deve ter pela irmã. Se queremos que aprendam a cuidar de um animal, compremos um mascote. No entanto, a industria sempre acha razoes educativas, nutritivas, politicamente corretas, etc. para suas invenções loucas.

Devemos ser vigilantes. Eu sei que é difícil explicar para um filho porque ele é o único a não ter isto ou aquilo. Contudo, se você quer viver de modo separado e diferente, esta é uma batalha da qual não pode se eximir. Seus filhos, provavelmente, não precisam desse brinquedo maluco! Além do mais se fizermos uma enquete, provavelmente nenhum criança deve ter se tornado um ser responsável por causa do tal do Furby.

Não, eu não desisti do blog!

Oi queridos e queridas,

Espero que tudo esteja bem com vocês!

Estes dias eu desejei por muitas vezes dar uma passada aqui. Muitas coisas do  cotidiano me inspiravam a escrever, mas o tempo é curto quando nossos pequenos adoecem e como a adenóide de meus pequenos é minha provação de fé, estive ocupada cuidando deles.

No fim do dia, eu era só uma exausta pessoa gripada querendo cama! Eis o motivo real de minha ausência por aqui. No entanto, hoje enquanto Beatriz dorme ao som de Mozart (ela gosta muito de música clássica…rs) e Benjamin está ocupado longe de mim, resolvi, antes de me ocupar da cozinha passar por aqui. Isso é andar no relógio da maternidade. Há dias mais calmos, dias mais cheios… mas cada um deles parece ser feito sobre medida para nos ajudar a desenvolver o fruto do Espirito, enquanto outros são desenhados para nos acalmar e dar um certo refrigério (aqueles que saem como planejamos ou até melhores). Com nossas lutas, acertos e erros todos eles são dias que fez o Senhor!
 Embora eu saiba, em minha própria pele, o quanto o contentamento parecer ser às vezes a última opção, devemos regozijar nossos corações (Sl 118.24) pois cada dia é uma oportunidade de Deus de crescer.

Inevitavelmente às vezes vou demorar um pouquinho a aparecer…nessas ocasiões eu vou fazendo borrões das coisas que tenho pra compartilhar e aos poucos vamos retomando. Vocês são mães como eu, sabem que as vezes nosso planejamento se torna apenas um plano de como queríamos que o dia fosse. O tempo não nos obedece, ele simplesmente passa e a vida segue!
Um abraço!

Espero poder voltar mais tarde...

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cheguei a uma conclusão: precisamos de crianças!


Uma vez ouvi uma frase que não lembro a quem pertence e quem a replicou para mim que dizia que uma sociedade se revela pela forma como trata suas crianças e seus idosos. Se aplicarmos este parâmetro para avaliar nosso mundo temo que teremos uma das mais pessimistas perspetivas.

Como este é um blog sobre maternidade, vou me ocupar de falar de uma impressão que me persegue, não sei se alguma mãe ou pai atento e leitor deste blog terá a mesma impressão que eu. Às vezes, eu sinto que vivo num mundo avesso à existência de crianças, um mundo hostil à crianças, parece que antes que sejam feitas laqueaduras e vasectomias nos pais, são feitas esterilizações na alma das pessoas, mesmo daquelas que não têm mais idade de tê-las ou que ainda as terão. Eu sou uma mãe canguru. Sempre que possível levo minhas crias no bolso para todos os lugares que posso. Eu gosto de estar com eles. Desde que fui tia ou antes disso, quando adotava os filhos das amigas já era assim. O que sinto é que em poucos lugares, espaços e corações crianças  são aceitas com naturalidade.

Eu costumo passear com meus filhos pelo bairro. Sempre que possível ponho Beatriz no carrinho e Benjamin de guardião ao lado e saímos explorando a rua antes que o cheiro de poluição do horário de pique chegue. Costumo também ir a pé com Benjamin a feiras públicas e supermercados próximos de casa. É tristemente engraçada a reação que isso causa nas pessoas. Para alguns isto vira atração, para outros incomodo. os cachorrinhos saem às ruas. Eles passeiam com seus donos, já as crianças não. Vejo os olhares que vão desde curiosos e admirados até incomodados como se meus filhos estivessem  no lugar errado ou fossem de porcelana e fossem quebrar, especialmente Beatriz.  

http://adnasb.blogspot.com.br/
As coisas normais da infância parecem incomodar.  O que se diz de ter filhos é que estes atrapalham o romance, tomam tempo, custam caro e devem o quanto mais cedo possível se virarem sozinhos. Não é raro que uma mãe escute um comentário dizendo-lhe que a infância do filho logo, logo vai passar como se a infância de nossos filhos fosse como um resfriado que você espera ansioso que acabe. Este é o mundo que vivemos! Crianças servem pra expor um pouco e tirar fotos e pronto! Tranquemos a criançada  em casa, torçamos para que cresçam e Deus tenha piedade de nós. Não é a toa que a industria do entretenimento infantil cresça tanto. Ninguém quer os filhos junto a si!!! Ninguém tem tempo para eles! Eles sujam, choram, exigem tempo e dedicação. Arrumemos então o que façam, de preferência longe de nós.

Nos restaurantes que frequentamos que as babás se encarreguem deles numa mesa separada, como se eles tivessem uma especie de  praga ou doença contagiosa. Na igreja, um dia desses ouvi de uma irmã que no berçário (que é um lugar pra mim pra trocar fralda, alimentar, etc)  deveríamos procurar enfermeiras para cuidar dos filhos para que as mães assistam o culto na santa paz. Nas férias devemos arrumar o máximo de atividades para que não quebremos as unhas feitas brincando na areia, sujemos a roupa com o sorvete do filho, nem tenhamos o transtorno de lidar com uma criança sendo criança. O que se diz sobre eles?  São barulhentos, tomam tempo, dão trabalho e devem ao máximo ser evitados nos programas dos pais. É comum uma mãe precisar de ajuda e alguém pensar ou dizer algo que demonstra que muitos adultos pensam nas crianças como uma bomba relógio ou uma obrigação chata.  Um dia desses, uma pessoa que trabalhou comigo ligou pra mim e Benjamin estava puxando minha saia tentando me falar algo. Pedi compreensão do outro lado e perguntei a ele se podia esperar. Ele me falou de um incomodo físico e eu pedi a minha interlocutora para retornar a ligação posteriormente, depois de checar o que de fato ocorria. Ela grosseiramente me disse pra chamar a babá. Eu falei que não tinha. Ela replicou dizendo que enquanto eu escolhesse chafurdar entre fraldas nunca iria pra frente. Eu estava, para ela, parada na infância de meus filhos. Paciência! Sou mãe! Eu não parei no tempo e no espaço! Eu só tenho que muitas vezes me abaixar e deixar que meus passos sejam dados na perspetiva dos pequenos.  Crianças choram, brincam, pulam, arrumam diversão em tudo, precisam de atenção e direção. Elas não remendam casamentos acabados, elas trazem a luz essas feridas para que sejam tratadas. Elas não nos tiram o direito a viver, elas mostram as nossas reais prioridades. Elas não nos atrapalham, elas nos desaceleram. Quer ver alguém angustiado? Diga-lhe que adiou um projeto pessoal pelos seus filhos.

No entanto, deixe-me remar contra a maré. Este mundo precisa prestar atenção em suas crianças. Sim, porque elas precisam! Também porque precisamos delas. Você conhece uma mocinha fútil e arrogante? Torça pra que um dia ela seja mãe e se deixe tocar pela maternidade de fato!!! Você conhece um filho mimado que casou mas não assume suas responsabilidades adultas? Torça para que ele de fato seja tocado pela responsabilidade que é ser pai de verdade! Você quer desacelerar alguém que corre desenfreadamente? Ponha uma criança em sua vida e peça a Deus pra que essa pessoa segure a mão do pequeno. Este mundo que corta o prazer da presença das crianças, precisa é delas. 

Um dia desses, eu ouvi alguém dizer que sou dependente dos meus filhos tanto quanto eles são de mim. Eu ri. De fato é verdade. Eu precisava ser mãe deles tanto quanto eles precisam de mim. Ser mãe expõe nossas imperfeições, exige-nos tratar nossas feridas e encarar nossos fantasmas. A maternidade demanda de nós o entendimento de que somos imperfeitas e inacabadas na oficina do nosso Mestre. Nossos filhos fazem ruir nossas respostas prontas e nos fazem correr ao altar do Senhor implorando por misericordia e sabedoria. Deus sempre dará aos pais os filhos que potencialmente podem aperfeiçoa-los. Eu preciso dos meus filhos! Eles afloram o melhor em mim e expõem o que há em mim de ruim para que seja tratado. Sabe porque este mundo anda tão cruel, mesquinho, hiperativo e louco? Porque deixamos de prestar atenção nas crianças. Tem uma criança perto de você? Quer se fazer um grande favor? Passe mais tempo com ela!

Enquanto escrevo estou ouvindo uma canção cristã chamada Saved by love (salva pelo amor) escrita por Amy Grant sobre sua irmã. Ela descreve a vida de uma mulher salva pelo amor de ter sua familia para cuidar no dia-a-dia. Essa canção me descreve. Todo dia meus filhos me oferecem a mão pra me salvar de mim mesma: de ser egoísta, mesquinha e de só buscar o meu interesse, de achar que sou melhor no que faço, etc. Cada madrugada que acordo, aprendo a não considerar a mim mesma superior aos demais e a ter um coração solidário. Cada dificuldade dos meus filhos para a qual não tenho resposta expõe minha dependência e fragilidade…quando eles crescem e fazem algo sem mim, eles me lembram quen não sou dona das pessoas, inclusive deles…
Você duvida? Eu precisava ser mãe!!! Talvez alguns de vocês sejam bons o suficiente para não precisarem disso. Eu não sou. 

Tenham uma boa noite! Cerquem-se de crianças!!! Mas permita-me um conselho, veja por um instante a vida a partir delas. Se as suas cresceram, vá brincar com seus sobrinhos e netos, especialmente se você perdeu o brilho no olhar. Isso é terapêutico!


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Eu preciso disso, como mãe!

Salmos 42.8
“Contudo, o Senhor, durante o dia, me conceda a sua misericórdia, e á noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida".

No dia-a- dia atarefado, eu preciso muito da graça e da misericórdia divina e meu dia é completo com um cântico de louvor no fim de tudo por ter vencido minha batalha diária. Hoje o verso deste poema definiu minha carencia de Deus na minha jornada diária. Você se sente assim? Estamos juntas!
Tenham um bom dia!!!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Mães!

Hoje, ao me recolher para dormir, percebi que muitas de nós somos as primeiras que acordamos e as últimas que dormimos e, ainda assim, não corremos para a cama. Lembro de minha mãezinha me cobrindo de madrugada e beijando meu rosto. Dava até a impressão de que ela não dormia... Eu repito seu gesto, se não parece que há algo faltando no meu dia!Acho que por essa e outras razões nossos filhos pensam que temos superpoderes e que podemos fazer tudo ao mesmo tempo. De vez em quando, temos que lembrar a alguém em casa que não somos Aquele que não se cansa, nem se fadiga. Não temos poderes mágicos. O que temos é o poder de amar e tornar isso em gestos!
Ser mãe é o antidoto contra o egoismo e a chave do amor solidário.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um feliz 2014!

`` O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor´´.
Proverbios 16.1


Queridos desejo a todos um ano abençoado e cheio de paz! Um ano com mais risadas com os pequenos, tempo para sujar os pés descalços na areia com eles, pra perseguir borboletas e procurar minhocas, pra contar histórias antes de dormir, pra brincar de bonecas e carrinhos!

Desejo um ano em que todos nós possamos tratar as coisas como coisas e pessoas como pessoas, fazendo valer nossa escala de prioridades! E que os dissabores impostos fora do nosso lar nunca tirem a alegria de estarmos juntos!

Obrigada a todos vocês que me apoiaram nessa tentativa de dialogo via blog! Aos de fora do meu lar e aos de dentro, aos de longe e aos de perto toda nossa gratidão!

No amor fraternal que nos une, 

A mamãe que continua tendo prazer em estar em casa!

Ana Cláudia Alves

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Overdose de Noel

Olá queridos!

Eu gostaria muito de ter escrito no dia 24 desejando a todos um feliz natal, mas não houve tempo devido ao trabalho com meus pequenos, pois a programação especial foi pra eles. No entanto, conversando com minha amiga Linda, uma mãe bastante especial e dedicada aos filhos, percebi que tínhamos algo em comum sobre que gostaria de escrever, mesmo que o natal já tivesse passado.

Bom, então, antes de tudo, um feliz natal atrasado e um ano novo abençoado pra todos aqueles que têm acompanhado este blog.

Farei antes de tudo uma ressalva. Quando escrevo posts que envolvem meus filhos e marido sou cuidadosa para não expor em excesso. Não gosto, por exemplo, de expor dificuldades de meu filho que o envergonharão se se tornarem publicas, mas às vezes existem momentos de potencial desenvolvimento que me ensinam, esses acho que vale a pena dividir desde que não exponham de um jeito que não acho benéfico. Este episódio é um dos que acho que vale a pena dividir.

Quem acompanha o blog sabe o quanto levo a serio apresentar a fé em Cristo aos pequenos. Creio que antes que conheçam outras portas e caminhos quero que passem pela porta da graça, para que ao escolherem no futuro, ao longo de suas vidas, tenham a chance de ter sido apresentadas a fé que recebi de meus pais. Bom, depois de meu trabalho com Benjamin eis que sou surpreendida com um gesto do meu pequeno.

Tudo começou um dia quando ele chegou em casa dizendo que um de seus amiguinhos disse que enviaria cartas a papai Noel e que Callou (personagem de um desenho infantil que eu às vezes gravo episódios para ele) tinha pedido um dinossauro a Papai Noel. Eu francamente não vejo sentido em estimular um personagem que só tem a ver com presentes e compras e que além de tudo quando os pais querem comprar um presente de fim de ano para os filhos tira o sentido desse gesto de carinho e transfere para um personagem ilusório. Outro aspecto, é que pra mim o natal só faz sentido quando pensamos no nascimento de Cristo apontando para o calvário. Não gosto da enfase apenas no bebê pobrezinho da manjedoura. Embora esta parte da história tenha sua relevância e deva ser destacada eu gosto de ensinar meu filho a pensar nela como o começo de uma história que termina numa tomada de decisão dele que tem concretude no gesto de Cristo na cruz. Falei pra ele que papai Noel era uma pessoa brincando de fantasia. Passou o episódio.

Eis que dia 23, Meu marido e eu decidimos que queríamos comprar um presente de fim de ano para Benjamin. Quando ele chegou da escola o presente estava guardado e ele veio me abraçar e perguntar porque eu não o havia ajudado a escrever uma carta pra papai Noel pedindo um presente. Eu fiquei espantada, pensei que o problema tinha sido resolvido. Expliquei novamente que  papai Noel era só um homem brincando de fantasia, já que ele me disse que viu um no shopping center. Ele começou a chorar copiosamente dizendo que eu ia deixar Noel triste e ele ia ficar sem presente. Peguei um livro ilustrado e contei pra ele mais uma vez a história de Cristo e ressaltei que o papai e a mamãe iriam ficar felizes em dar um presente a ele, mas nada feito!! Eu o abracei e vi que era uma quebra de braço difícil contra um mundo colorido e ilusório movido pelo consumismo louco. Orei em voz alta e disse a Deus: Senhor eu plantei a semente neste coraçãozinho, agora faça sua obra! Então lembrei de Elias no monte provando se Baal era ou não verdadeiro. Peguei um papel e disse: Diga pra mamãe o que você quer que eu escreva pra o Sr. Noel.  Escrevi: papai Noel,  Eu sou Benjamin, quero muito um avião (graças a Deus o pai tinha comprado um carro!!!). Por favor, deixe o meu presente perto da janela. Pronto! Disse a ele: filho, se papai Noel existe, então, ele vai deixar seu presente. Fomos dormir.

No outro dia dei nosso presente a ele e deixei bem claro que Noel não tinha parte nisso. Ele me fez todas as perguntas correspondentes pra garantir que o pai tinha ido comprar o brinde e não Noel. Fomo à janela e nada havia lá. Procuramos pela casa. Nada. Ele começou a chorar. Uma vez mais com calma contei a historia do natal e pedi pra cantar um hino pra ele. Cantei: Vem ao meu coração oh Cristo! Expliquei que aquele hino era convidando Jesus pra estar com a gente. Aquela cena me perseguiu durante todo o dia. Para muitos é uma bobagem que eu poderia ter resolvido deixando que ele descobrisse a verdade mais velho. Pra mim a questão era combater um baal que este mundo impõe a nossas crianças. Fiquei pensando que toda a vida será assim! Eu contra os profetas de Baal do sistema com suas luzes coloridas e muito mais atrativas do que pensar num homem sozinho numa cruz que tem amor pra dar e renuncias a demandar. Imagino na adolescência! Como terei que ser efetiva e deixar o Espirito de Deus me guiar. Me  senti incompetente!!! E sou. Só a graça divina atraves de nossa diligencia pode salvar o coração de nossos filhos. Mas sou portadora da mensagem da graça porque Deus assim o quer. É só isso que posso fazer. 

À noite estava muito atrasada com os dois pequenos pra ir pra igreja. Cansada demais pois Beatriz pegou gripe com o irmão e eu passei a noite entre o soro e o nebulizador e o marido com as mamadeiras. Expliquei pra meu marido minha necessidade de não faltar o culto pelo nosso pequenino, queria introduzi-lo a nossa tradição. Ele prontamente me ajudou a acelerar o processo e se atrasou 15 minutos, mas conseguimos chegar à igreja! A cada hino que cantavam eu abria sua Bíblia e mostrava a ilustração da história sobre a qual era a música. Então, de repente, dos lábios do meu pequeno veio a resposta: Mamãe, eu vou crescer e vou amar Jesus bem muito! Ele se aninhou em meu colo e dormiu o resto do culto. Ele no colo e Beatriz nos braços. No entanto, foi o natal mais feliz de minha vida! Não sei o que ele pensa de Noel, pois ainda não voltei ao tema,não sei o que pensará de muitas outras coisas…o que sei é que comecei a guerra contra os profetas de baal! Creio que tive uma primeira vitória. Minha vida de mãe será sempre assim e se você mãe se importa com as mesmas coisas que  eu, temo que não será um caminho fácil! Filhos nos ensinam que nossas respostas prontas não resolvem nada! Que Deus com sua graça infinita nos ajude! Minha oração é pra que meu filho conheça mais que um conjunto de regras, que seja tocado pela graça, que tenha experiências com Deus. Espero que como minha mãe foi canal para isto na minha vida, eu seja na vida do meu Benjamin e da minha pequena Beatriz! Digo meus, mas também já aprendi que eles não são meus.  Eu recebi, apenas o privilegio de cuidar deles!

Que a graça seja eficaz em nossas vidas!!!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Palavras de conforto para mães por C. H. Spurgeon

Bom dia a Todos!

Não sei se lembram do meu post sobre o livro Pescadores de crianças do  C.H. Spurgeon. Basicamente é um conjunto de citações do livro. Foi um dos meus primeiros textos aqui no Blog. Esta semana estava  lembrando de uma amiga que me disse aos prantos que se sentia inútil por sua vida girar, boa parte do tempo, em cuidar de seus pequenos. Tivemos uma breve conversa que terminou no papel importante que tem a educação de nossos filhos. Isso me lembrou de um dos capitulos desse livro que considero um tesouro para quem ama crianças.


Sei que quando temos filhos pequenos nossa vida e serviço, até mesmo na igreja, passa a ter um fator preponderante na agenda: Eles!!! Quantas de nós deixamos de lado atividades que faziamos em nossa comunidade cristã para estarmos com eles, até mesmo no templo, na hora do culto. Só quem é mãe sabe as renuncias que muitas vezes fazemos. O tempo faz com que elas se tornem um prazer, mas quando ainda somos seres centrados em nós mesmos e trazemos arraigada a forma de pensar da sociedade contemporânea, até chegarmos a entender a alegria que isso envolve (Pv 23.24), há tempo.


A cada dia eu descubro no meu lar o que tenho certeza que muitas leitoras descobrem em seu dia-a-dia: o amor de Deus operando em nós tem o poder de tornar nossos sacrificios em alegrias. Isso não nos leva a perfeição, mas a uma vida com propósitos definidos. Sim, é possível e provável que quando colocamos o coração na maternidade encontremos alegria! Vejam o que escreveu Spurgeon há um bom tempo atrás:



``Ó mães queridas, Deus lhes confiou uma obrigação sagrada muito grande! Com efeito, Ele disse a cada uma de vocês: leve esse menino e cuide dele para mim, e eu lhe pagarei por isso (Ex 1.8).
Você é chamada a equipar o futuro homem de Deus, para que ele possa ser equipado para toda boa obra (…) Aqueles que acham que uma mulher presa em casa por sua pequena família não faz nada pensam o contrário da verdade. Dificilmente uma mãe piedosa pode deixar o lar…; mas não pense que ela perde para o trabalho da igreja; longe disso, ela faz o melhor trabalho possível para o seu Senhor. Mães, o treinamento piedoso dos seus filhos é sua primeira e mais premente obrigação. Mulheres cristãs, ao ensinar a Bíblia  às crianças, estão cumprindo seu papel para o Senhor, tanto como  Moisés ao julgar  Israel, ou Salomão ao construir o templo.´´ (p. 109)

Outra  do principe dos pregadores :
 `` Os ensinos de nossa infância deixam impressões definidas e distintas na mente, que permanecem depois que setenta aqnos já passaram. Cuidemos que tais impressões sejam feitas para os mais altos propósitos.´´ (p.108).


Somos valiosas para o Senhor! Talvez de nós dependa muito mais que pensamos o surgimento de uma geração piedosa! Isso me amedronta, pois é grande a tarefa, mas eu confio na graça divina. Como diz o hino: De mim mesmo nada tenho em que possa confiar, mas a misericordia na cruz me dá esperança de cumprir minha missão.

Bom dia a todos! Eu preciso ir cuidar de minha pequena tropa que ainda dorme...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Como lidar com crianças temperamentais segundo James Dobson

Olá queridos,

Que todos estejam em paz, apesar das batalhas diárias que todos nós preocupados em dar o melhor  para nossas famílias enfrentamos.

Volto rapidinho pra compartilhar um trecho de uma leitura feita entre fraldas, pista de corrida e carrinhos (lembram?são dois agora!), além de tosses e resfriados coletivos. Tenham paciência comigo! Aqui em casa estamos conhecendo Beatriz e nos dando a conhecer. Portanto, está se desenrolando um processo de conhecimento mutuo e adaptação de nós a ela e dela a nós. Isso inclui a necessidade de achar um novo cronograma diário onde se encaixem as coisas antes feitas por nós.  Bom, vamos ao tema proposto: As dicas do Dr. Dobson.

James Dobson tem uma obra em que trata sobre os desafios de lidar com crianças temperamentais ou geniosas. Em Português, esta obra recebe o título Educando Crianças Geniosas. Nela, ele aborda diversos assuntos, mas há uma lista interessante de dicas para pais de crianças sobre como lidar com os filhos. Este livro e Ouse disciplinar são colunas vitais nas obras do autor sobre a forma como lidar com a rebeldia infantil.

 Aqui vão as dicas, com alguns comentários meus, meras opiniões, passiveis de serem descartados por vocês. Lembrem que falo dos meus aprendizados e não de um lugar de especialista!


1. Comece a ensinar o respeito pela autoridade enquanto são pequenos

Eu penso que esta hoje é uma questão séria. Hoje vejo uma terrível confusão entre relações de poder e relações de autoridade. Isto é embalado pelo combo opressor/oprimido tão corriqueiro nos argumentos atuais. Relações de autoridade não são relações de dominação, pelo ato de simplesmente dominar. Relações de autoridade são relações de cuidado. Parte-se do pressuposto de que alguém tem condições de exercer um papel protetivo para com o outro e por isso deve ser atendido e honrado. Estar sobre autoridade protege nossos filhos dos perigos da vida e de si mesmo e dos impulsos que podem ser destrutivos. A autoridade não é opressora, ela é protetiva!Ela não se confunde  com rispidez, indelicadeza e ira, ela é fruto da firmeza no objetivo de ajudar alguém a se desenvolver integralmente. Estar num papel de autoridade frente ao outro, mesmo a menor criança, e exercer este papel da forma certa é uma tarefa árdua e difícil, mas necessária.


2. Defina os limites antes de impô-los
Antes de qualquer forma de disciplina, afirma Dobson ao longo de sua vasta bibliografia, é necessário estabelecer regras, expectativas e limites. Deve haver consistência e clareza. Ninguém pode ser imputado de um erro que não sabia ser erro!


3. Distingua rebeldia obstinada de trela inconsequente infantil:
Muitos atos podem ser frustrantes para nós pais, mas neles não há dolo. Derrubar coisas, sujar algo por pura falta de habilidade pode ser frustrante pra quem limpa a sujeira, mas não pode ser comparado a um ato de rebeldia gratuita e obstinada, ou ao gesto de insistir em fazer algo sobre o qual já se admoestou.


4. Confronte, se necessário corrija, mas esteja disposto a tranquilizar e ensinar.

Vamos tomar o exemplo de Deus. Ele nos confronta, nos faz encarar as consequencias de nossas escolhas, mas abre os braços de amor e nos ensina depois de nos quebrantar. Uma das coisas que acho mais desafiadora na maternidade é a necessidade de sempre lembrar que a correção é sobre nossos filhos e não sobre nós. Essa consciência nos faz visarmos o caráter dos pequeninos, em vez de agirmos de acordo com a frustração que sentimos.  Lembro também do conselho de Suzana Wesley de não punir a falta confessada e de ignorar certos atos infantis.


5- Evite exigências impossíveis e incompatíveis com o desenvolvimento de seu filho.


6. Deixe que o amor seja seu guia! Não se guie por seus sentimentos!
Muitas vezes o que mais nos irrita num filho genioso é o que faz eco com a parte imperfeita de nós mesmos!


Nota da blogueira: Tenho aprendido que crianças geniosas precisam de limite e firmeza, mas precisam ser ensinadas a lidarem com os proprios sentimentos. Muitas vezes eles tem dificuldade de controlar as próprias emoções, especialmente a raiva e a frustração. um pequeno berrando pode aprender que seu sentimento é legitimo, mas não lhe dá o direito de bater nos outros, dar chilique, etc.  
Proponha a seu filho acalmar-se, deixando claro que tipo de reações não serão admitidas. Uma certa mãe, por exemplo, tenta diminuir a frustração de seu filho perguntando se ele quer um tempo pra se acalmar. Quando ele era menor tinham até o cantinho de se acalmar. Era uma chance de se recompor em vez de se portar mal. Hoje, se ele quer muito algo e começa a choradeira ou se vê birra no horizonte, explica a razão e pergunta se quer ajuda pra se acalmar.  Firmeza e paciência combinada meninos e meninas! Assim como o Pai celestial exerce estas caracteristicas conosco.

Bom, Beatriz me convoca a encerrar nossa conversa de hoje! Paz a todos! Até uma próxima oportunidade! Pequena com fome aos berros...


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Enquanto Beatriz dorme…um breve momento de retorno!

Oi queridos!
Que a paz que excede todo entendimento invada nossos lares e nos faça desfrutar as pequenas coisas da vida em meio ao caos que é o mundo!

É com alegria que retomo o blog, não com muito tempo, vagarosamente, mas com alegria. Estou envolvida em aprender a ser mãe de dois, sem deixar de lado o que é importante e posso garantir que essa tem sido uma jornada instigante e cheia de aprendizados.

Acho que como muitas das minhas amigas mães de múltiplos gurizinhos me diziam, ser mãe de mais de um nos leva ao caminho da simplicidade. A gente aprende a simplificar o que dá pra simplificar, dividir o que dá pra dividir e aos poucos vai aprendendo a lidar com as diferenças que se inscrevem na forma de ser de nossos filhos. Perdoem-me a redundância, mas cada um é mesmo cada um! Em toda singularidade que esta sentença emprega.

Como é belo o dom da vida! Como um recém-nascido revela Deus! A gente vai se descobrindo como mãe de seres tão diferentes não só na idade, mas em tudo!
Antes de falar de algo especifico queria agradecer a todos pelo carinho! na comunidade do blog no facebook, aqui mesmo no blog, no e-mail, nas lembrancinhas e visitas e até no gesto daqueles que num toque de sensibilidade mandaram presentinhos a Benjamin, muito obrigada!
Retorno anunciando que pagarei as minhas pendencias com os leitores deste blog! Não sei quando…mas sempre que der eu atualizo:
1- Concluiremos em breve a série sobre educação sexual
2- Devo um post à querida Milene sobre alimentação dos pequeninos
3- Devo as resenhas sobre algumas leituras (prometidas aqui).

Espero que aos poucos este blog volte a ter vida, como há de sobra agora na casa desta mamãe que sempre tendes a gentileza de acompanhar.
Até Breve!