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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Respondendo- Alimentação

Oi queridos meus!

Que a paz do Nosso Senhor encha vosso lar!

Aqui vai um e-mail gracioso de uma leitora:

Oi Ana!
Puxa como eu gosto do seu blog! 
Fui sua aluna na Universidade e é provável que você não lembre de mim. Gostava muito de suas aulas e sempre comentava com as meninas que depois que você terminou o doutorado não tive mais notícias suas, nem sabia se ainda davas aula. Creio que na época que fostes nossa professora ainda não tinhas filho. Vejo que a maternidade e o casamento te tornaram uma mulher ocupada no lar.


Escrevo porque vi você com as crianças e seu marido almoçando num restaurante e vi como eles comiam o que estava servido sem drama. A sua pequena não parava quieta mas comia normalmente e o Benjamin nem se fala.  Vi até uma cena engraçada em que ela encheu seu cabelo de brócolis e  a própria roupa. Você limpou sem drama e já tinha um vestido de reserva na bolsa(rs). Ela deve ser uma pimentinha! Como você faz pra eles comerem bem assim? 
Eu estava algumas mesas atrás de vocês e a minha filha de 5 anos não comeu nada nem come! Ela já diz que não gosta e pronto. Só nuggets, batata frita e macarrão puro. Fecha a boca e não tem acordo. Confesso que eu e o pai também não comemos bem. Acho que eu também demorei  a dar legumes pra ela e não quero cometer o mesmo erro com meu filho que está por nascer. Eu vi que você estava dando arroz com brócolis para sua pequena, pirão e peixe. Como você consegue? passe o segredo! Escreva no blog. Espero que este endereço de e-mail ainda seja o seu.

Amanda

Aqui vai minha resposta:

Querida Amanda,

Você deveria ter ido onde eu estava e me dado um abraço. Sou até boa em lembrar de ex-alunos. Veja, indo direto ao que me pergunta, não há receita de bolo. Outras mães já me perguntaram o mesmo. Não sou nutricionista, mas gosto de ler um pouco sobre a alimentação da minha família pra tentar fazer meu melhor para eles e para mim.

Já passei por momentos difíceis nesse quesito. Houve um período entre os dois a três anos de Benjamin que foi bem complicado. Ele comia sem prazer por conta da adenóide que prejudicava o seu paladar. Pensei que todo o trabalho que desenvolvi com ele em sua alimentação tinha ido água abaixo até que ele melhorou e tudo voltou ao normal. Ainda lutamos com a adenóide, mas não com a alimentação. Aqui em casa tenho algumas regrinhas que talvez lhe sirvam. Inclusive, já falei disso no blog:

1-  Legumes, hortaliças, frutas e ervas são parte da dieta familiar. Não é algo que dou apenas a meus filhos, como se estivessem sendo castigados. Creio que não adianta querer que os pequenos comam bem se os pais não se propõem a dar o exemplo. Você e seu marido terão que entrar na linha, também.
2- Há muitas formas de preparar a comida.Aqui em casa acrescento legumes, ervas e hortaliças para dar sabor. Não é algo do tipo : Coma porque tem que comer! É parte da comida que comemos. Vou disponibilizar pra você e as outras leitoras que têm dificuldade em criar receitas coloridas duas ou três das minhas receitas cheias de cores e sabores. O melhor é que são rápidas.
3- Não forço muito a barra quando as crianças estão doentes e não aceitam a comida. Dou o que aceitarem, dentro das opcões que comemos em casa, e tenho o cuidado para que tomem sucos, comam frutas e água. 
4— Ninguém pode dizer que não gosta antes de provar, dos adultos aos pequenos. E eu não me dou por satisfeita até que eles provem um ingrediente de diversas formas. Respeito o que não gostam.  EX.: Sei que Benjamin não gosta  de mamão. Tentei de todos os tipos que conheço. Fiz sobremesas, sucos e saladas de fruta e nada. Sei que ele não é fã de banana, mas consome. Toma na vitamina com leite e cacau em pó e com os amigos com leite em pó .
5- Tente fazer pratos coloridos e seja firme, porém paciente! Nada de amolecer. Se é algo que nunca provou e não quer comer não ceda a dramas. Não elabore um cardápio só pra ela. Acrescente itens que ela goste, mas nada de ter uma cozinha particular. Comer é um ato em família, um momento para partilhar.
5- No caso de bebês , eles ainda estão se adaptando a comer. Nem sempre que eles rejeitam algo é porque não gostam. Vou dar um exemplo: as primeiras vezes que dei macarrão a Beatriz ela sempre cuspia. Até o dia que fomos à casa da vovó Judite e ela preparou um guisado para ela com carne, legumes e macarrão cabelo de anjo. Beatriz gostou demais. A textura do macarrão a incomodava, creio.
6-Nos dois primeiros anos, nada de bombons e afins. Eu posso ser boba ao pensar isso, mas quero que eles formem  primeiro o paladar comendo  coisas saudáveis. O resto poderão comer depois com moderação.
6- Com Benjamin e Beatriz eu aprendi a não jogar o jogo do seguro. Ou seja, se eles gostam de algo, não vou fazer todo dia para garantir que comam bem. Quando Beatriz rejeita o prato do dia, sei que ela comerá no resto do dia outros alimentos. Um exemplo: Ela come melhor quando há feijão, mas eu não cozinho feijão todo dia por isso. Ofereço outros alimentos que ela come e gosta, mesmo que não tao empolgada.
7- Sempre ofereço de novo, com o mesmo preparo e com preparo diferente. Minha observação de mãe me fez perceber que o paladar deles se modifica e algumas vezes eles já provam uma comida com a opinião preconcebida.
8- Acostume-se com a idéia que há, vez por outra, um dia ruim na alimentação dos pequenos, não é o fim do mundo! Nesse dia tenha paciência!


Veja aqui algumas opções de receitas  para cardápios coloridos que fazem sucesso por aqui.
1- Arroz com couve e pimentões, purê de batatas e bolinhos de carne  assados:


O legal dessa opção é que dá pra fazer bem rápido. 

Arroz: 
Ingredientes: 
 1 e1/2 Xícara de arroz parborizado, ou integral ou multigrãos.
1 folha grande de couve manteiga ou duas cortada em pedacinhos pequenos
1/2 pimentão amarelo cortado em cubos
1/2 pimentão vermelho cortado em cubos
1/4 pimentão verde cortado em cubos
2 dentes de alho pequenos amassados
meia cebola média cortada em cubos
Óleo vegetal para refogar ( o mínimo possível)
Caldo caseiro de vegetais ou 1 cubo de caldo com baixo teor de sódio e 0 gordura.
 Preparo:
Refogue a cebola e o alho no óleo.  Acrescente o arroz previamente lavado e o couve e refogue. Acrescente caldo caseiro ou agua suficiente para cobrir ( no caso do caldo industrializado, esfarele-o e acrescente). Acrescente os pimentões em cubo e espere o cozimento.


Bolinhos de carne moída coloridos e assados:

Ingredientes: 
500g de carne moída de sua preferência
1/2 cebola ralada 
1 cenoura pequena ralada
1/4 pimentão amarelo ralado ou cortado em cubinhos
1/4 pimentão vermelho ralado ou cortado em cubinhos
Folhas de espinafre (6 a 8) cortadas miudinhas
1/2 xícara de amido de milho
Orégano a gosto
Salsa desidratada a gosto
Alho desidratado a gosto
Sal a gosto

Preparo:
Unte um refratário e reserve. Pré-aqueça o forno a 180 graus. Misture os ingredientes, acrescentando, por último o amido de milho. Modele os bolinhos e ponha no refratário e no forno. Espere dourarem.

Dica: Você pode mudar os vegetais para dar novo sabor. Estes bolinhos podem ser servidos como lanche em tamanho menor ou podem acompanhar uma sopa. Coloque-os ainda quentinhos num creme de batata inglesa…hummm!!! Eles ficam melhor se consumidos assim que preparados.

Eu acompanhei os bolinhos e o arroz com um purê comum de batata inglesa para que o prato não ficasse tão seco e uma salada de alface americana, tomate e palmito.


2- Arroz à Jardineira com parmesão,  cubos de frango cremoso e salada primaveril


Arroz a jardineira com parmesão:

Ingredientes: 
1 Xícara e meia de arroz parborizado ou integral ou multigrãos
1/2 Cebola
2 dentes de alho amassados ou cortados em pedacinhos
1 cenoura pequena cortada em cubinhos 
1/2 abobrinha pequena cortada em cubinhos
1/2 xícara de ervilhas frescas ou congeladas (as enlatadas, se puder evite! São quase cinza e sem sabor)
1/2 pimentão amarelo
1/2 pimentão vermelho
1 pedaço de Chuchu
1/2 xícara de milho  verde fresco ou congelado
100 g de queijo parmesão ralado  (de médio para grosso)
Óleo vegetal para refogar q/n
Caldo caseiro de legumes ou caldo industrializado com baixo teor de sódio e 0 gordura .


Preparo: 
Refogue a cebola e o alho no óleo vegetal (o mínimo possível), acrescente a cenoura, a abobrinha e o chuchu e refogue junto com o arroz prelavado. Acrescente o  caldo caseiro de legumes  ou água morna (cubra o arroz) e o caldo industrializado e o pimentão amarelo e o vermelho. Quando a agua estiver perto de secar, acrescente o milho, a ervilha e o parmesão.

Frango cremoso
Ingredientes:
1 peito de frango grande em cubos previamente temperado com limão e sal
1 cebola ralada
1/4 pimentão vermelho
1 dente de alho amassado
1 lata de tomates pelados amassados com o garfo ou use molho de tomates
50 gramas de queijo parmesão ralado fino
1 lata ou caixinha de creme de leite 
1 colher de sobremesa de paprica doce
salsa desidratada ou cortada fininha a gosto
sal a gosto
250 mls de caldo caseiro ou um cubinho de caldo industrializado com baixo teor de gordura e sódio
Azeite para refogar e dourar o frango

Preparo:
Refogue a cebola e o alho e o pimentão , acrescente o frango (sem o excesso do suco do limão) para dourar. Acrescente a salsa desidratada e a páprica, logo depois os tomates e o caldo. Cozinhe em fogo médio ou baixo. Quando o frango estiver cozido acrescente o creme de leite e o parmesão. Baixe o fogo e não deixe que ferva (especialmente se não está usando creme de leite fresco). Ajuste o sal e desfrute.

Servi este franguinho e o arroz com uma salada primaveril (manga, acelga, cubos de peito de peru, maçã e croutons caseiros) e purê de batata inglesa. 
Benjamin ainda está se habituando a comer saladas ! Beatriz já rouba tomates, alface e pepino da minha salada e da horta do vovô Moisés. Espero que ela se alimente bem como o irmão quando crescer. Por enquanto, vamos indo bem.

Um abraço a todas as mamães de crianças pequenas e muita paciência derramada em nossos corações! E Amanda, querida, espero que você se inspire. Eu sugeriria os cardápios coloridos pra começar , depois acrescente sopas de legumes, vegetais e legumes refogados, etc. Há muitas opções! Existe, por exemplo, um molho mediterraneo de vegetais assados e tomates que é uma delicia para comer com macarrão. Depois posto a receita. Aproveite você para comer melhor! Se você põe um cardápio para as crianças e os adultos comem outro, a comida soa como um castigo, como falei anteriormente. Cozinhar exige cuidado, na maioria das vezes fogo baixo e temperinhos naturais que fazem a diferença! 
Eu sei que legumes e frutas estão caros, mas tenho feito uma hortinha no apartamento mesmo e no mercado sempre dou prioridade aos vegetais em promoção. Por exemplo, semana passada em alguns supermercados a batata inglesa custava quase 7 reais por aqui. Nós comemos purê de abobora e batata inglesa (em vez de só batata), de inhame e também de batata doce que eu ganho de uma horta orgânica. Eu sugeriria que você compre em pequena quantidade aquilo que está caro ou substitua mesmo.  Pesquise e crie seus cardápios coloridos. Mesmo quando estiver apressada…um sanduíche, por exemplo,  pode ganhar uma rodela de tomate e orégano e ser acompanhado por uma porção de ovos mexidos ou uma saladinha rápida. Pesquise, aprenda e crie!

Sim meninas! Eu tenho uma pequena hortinha na varanda…agora estamos em tempo de mudinhas pequenas que plantei a pouco, mas tem sido de ajuda! Quem lembra que eu queria muito?Tomei coragem! Já vou na segunda levada… da primeira ainda tenho orégano, salva, manjericão basilisco  cebolinha, pimentão verde doce e alecrim.  Minha salsinha e meu tomateiro não resistiram ao calor. Aconselho-as a fazerem o mesmo, especialmente as que têm quintal. Depois posto fotos!


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Razões que me fazem orar por meus filhos





Olá mamães queridas!

Sou filha de uma mulher que sempre me incentivou a trilhar o caminho da oração. Muitas vezes vi minha mãe chorando de joelhos no quarto de um de nós três ou acordei com ela ajoelhada ao lado da minha cama.

Hoje sou mãe e entendo a razão que fazia com que soubesse que precisavamos de oração. Estava lendo a oração sacerdotal de Jesus e como Ele achou razões para orar por aqueles que o seguiriam, imagine eu...

Cada dia eu sinto que criar filhos pra Deus exige oração!

  • Preciso orar porque sou uma mãe imperfeita e sem que note marcas da minha imperfeição podem moldar as emoções e o caráter dos meus pequeninos.
  • Preciso orar porque só o Santo Espirito convence uma criança do pecado, da justiça e do juízo. Só Ele pode tornar a mensagem que lhes trago eficaz.
  • Preciso orar porque não posso tirar meus filhos do mundo, não posso protege-los de tudo, mas posso pedir que Deus os livre do mal. Obviamente, preciso protege-los o quanto eu posso, mas não posso operar o livramento.
  • Preciso orar, porque como diz meu Benjamin, o pecado ás vezes quer grudar no coração. Ele é o atrativo e a tendência natural e só o Santo Espirito pode nos ajudar a correr na direção oposta. Embora sejam pequeninos, eles lutam a mesma batalha.
  • Preciso orar porque há sempre em muitos lugares a chance de que más conversações corrompam os bons costumes.
  • Preciso orar porque como o meu, o coraçãozinho deles é enganoso e ás vezes mesmo para uma mãe atenta pode ser surpreendente. Só o Senhor o sonda e conhece. E muitas vezes o maior livramento é do que pode se passar dentro deles mesmos.
  • Preciso orar porque a cada dia o mundo será mais hostil e pior. Só o Santo Espirito pode ajudá-los a viver nele e não pertencer a ele.
  • Preciso orar porque quanto maiores forem as batalhas da maternidade e a chance de derrota, maior é Deus e seu poder para livrar.
  • Preciso orar porque embora nos esforcemos, nós os pais somos um espelho imperfeito, mas sua gloria refletida em nós pode transbordar e ser transformadora.
  • Preciso orar porque ser mãe exige de mim ser serva, considerar o outro mais frágil prioridade sobre a minha vontade e cumprir com alegria a minha missão.

Sim eu preciso orar! E você?

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Comemorando os feriados do calendário cristão

Olá queridas e queridos!
Tenho sido tomada por uma crescente alegria ao ver a forma como papais e mamães têm se interessado por retomarem as rédeas da educação de  seus pequenos. Embora eu veja muita gente que prefere se esquivar da discussão, tenho recebido sinceras palavras no blog, na rua, e em diversos espaços sobre o desejo de muitos pais de mudarem a rota de suas vidas e ajustarem suas agendas tendo como prioridade suas famílias e suas reais necessidades. Isto me motiva a escrever, compartilhar e aprender com esses pais.

Bom! Vamos ao que importa. Quem acompanha o blog a mais tempo sabe que em 2013 tive que trabalhar com meu filho choroso as questões relativas ao Natal, pois ele não aceitava que o comemoracemos fora do ponto de vista consumista que junta Papai Noel e compras, compras e compras. Embora doar seja sempre uma boa forma de refletir sobre Cristo como dadiva de Deus e eu goste muito de dar lembrancinhas e presentes quando possível, não queria que meu filho associasse nenhum dia especial do  calendário cristão a shoppings e compras. 

Então iniciei em 2014 a saga em busca de comemorar as datas especiais da cristandade e produzir tradições em nossa família. É isso que me fascina nas mães que põem seu coração em casa e em sua família! A possibilidade de produzir memórias…sim memorias visuais, olfativas, gustativas que dão aos filhos a sensação que estão em casa sempre que as sentem ao longo de suas vidas. Talvez eu seja por demais romântica, mas sempre quero que meu filho  lembre daquele sanduíche quente que a mamãe cortava em forma de barquinho ou de pipa… que lembre de nosso natal, de acordar o pai no aniversário para dar os parabéns e comer um bolo com ele de chocolate depois do almoço. Eu luto por essas memorias com eles, mesmo que um dia venham a não valorizar isso tanto quanto eu.  Entre essas coisas estão as  datas importantes que servem como marcos ou memoriais de nossa fé e tradição familiar.

Sei que para alguém este post pode parecer sem propósito, mas creio que não devemos deixar que modismos e tendencias ditem os rumos de nossa família e devemos construir com nossos filhos nossos marcos e tradições, além de se possível incluir as datas importantes do segmento cristão que participamos. Crianças guardam memórias visuais, táteis e gustativas.  Elas aprendem a importância da coisa vivenciando. Não deixe que agendas atarefadas tomem o lugar do estar junto, comemorar junto, rememorar e celebrar junto em sua família.

No ano que passou fizemos isso por aqui e foi muito positivo. Sobre nossa celebração na Pascoa já falei aqui e no Natal este ano tive uma grata experiência com Benjamin, especialmente ele, pois Beatriz é ainda muito pequenina. Organizei com ele projetos que julguei adequados para sua idade e a ocasião.
Benjamin entregando seu cofrinho no departamento social da igreja, parte do nosso projeto de Natal

1- A Árvore diferente: Mandei confeccionar pequenas laranjinhas de feltro com o nome das características do  fruto do Espirito escritas e trabalhamos durante 9 semanas pendurando as frutiinhas numa palmeira que temos na sala. Expliquei pra Benjamin que Cristo veio à terra para nos tornar diferentes e que através dEle podemos dar frutos. Toda semana eu trabalhei com ele uma das característica do fruto do Espirito. Penduramos a última laranja dia 24 de dezembro e agradecemos a Jesus por seu nascimento e morte para que vivessemos uma nova vida em Cristo. Não espero que ele saia com um doutorado no que conversamos. Apenas, o introduzi à ideia de que o nascimento, vida e morte de Cristo devem modificar quem somos e como olhamos a vida. Quero que ele entenda o trabalho do Santo Espirito em nós a partir da vida e morte do nosso Senhor na Cruz.

2- O cofre do Natal: Juntos começamos em outubro a juntar moedas num cofrinho para doar a crianças do projeto Samuel, um projeto social que cuida do desenvolvimento de criancas de baixa
 renda. Nesta atividade trabalhei com ele a ideia de que Deus deu ao mundo o que ele tinha de mais importante: Jesus. Falei que nada que façamos pelos outros se compara ao que Cristo fez por nós na cruz, mas que quando ele entra no nosso coração queremos repartir o que temos materialmente e acima de tudo a mensagem do amor de Deus pela humanidade. Perto do natal, o levei para entregar sua doação.
3- Conte para alguém: Falei para ele que devemos anunciar, assim como os anjos que Cristo veio nos salvar. Então, eu pedi que escolhesse alguém para falar da mensagem do natal e a escolhida foi sua irmã, Beatriz. Embora eu soubesse que a nossa pequena não tem ainda a capacidade cognitiva de compreender a mensagem, deixei que ele contasse para a irmã e pedi que falasse sobre o verdadeiro natal a outros também, especialmenta àqueles que não tinha certeza se conheciam a Cristo. Como ele é timido me confessou sua dificuldade em fazer isso e pediu que eu orasse por um amiguinho que escolheu.

Eu tenho meu calendário de datas importantes na nossa família. Algumas são nossas, como aniversários, datas importantes para nós. Estas datas estão mescladas com outras datas e eventos do calendário cristão e do País. Agora, por exemplo, voltaremos os nossos planos para o aniversário da vovó e do nosso casamento (pois gostamos de expressar a nossos filhos e de comemorar também com eles o fato de Deus ter nos unido). Estou também lendo o evangelho de Mateus e a historia do povo de Deus do Egito a Canaã  como uma preparação para a pascoa.

Estes dias me veio a ideia de expor um calendario gigante no quarto das crianças com as datas e meses. Se fizer, vocês saberão de primeira mão.
Quando escolhemos desprezar a ideologia e os marcos que regem este mundo, precisamos conhecer e firmar os nossos. Convoco vocês, mamães queridas, a fazerem o mesmo. Enquanto escrevo, lembro de Deus ordenando a Moises que os pais rememorassem a pascoa.