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sábado, 31 de maio de 2014

Sanduíche de Forno

Oi gente,

Eu não sei como é na casa de vocês, mas aqui em casa é uma correria e um desafio planejar e executar o preparo das refeições. Dois pequenos pra cuidar e o tempo passa rápido. Para preparar o jantar , por exemplo, é uma correria, pois geralmente eu tenho de 10 a 15 minutos. Às vezes, eu consigo fazer à tarde, mas isso é uma vez ou duas na semana, no máximo. Outros dias, deixo algo adiantado e termino depois ou preparo receitas rápidas. Bom, por essa razão, eu acabei criando algumas opções. Então, vos apresento meu sanduíche de forno que leva de 10 a 15 minutos pra ficar pronto, ou menos.



Eis o que é necessário:
12 fatias de pão de forma ou miga
4 a 5 fatias de queijo de sua preferência
4 a 5 fatias de Presunto de sua preferência 
Recheio da sua escolha (algumas opções no fim do post)
Maionese
Manteiga para untar refratário.
Orégano para polvilhar


Eis como procedo:

Primeiro pré-aqueço o forno. Posteriormente, unto um refratário com manteiga.  Ponho 4 fatias de pão de fôrma, sem a casca  (se sua família for grande você pode pôr 5 ou 6. No caso você precisará de mais fatias de pão). Ponho o recheio (no caso aqui, atum refogado com cebola, tomate, milho verde e azeitona) e uma camada de requeijão ou molho de tomate simples(aquele que a gente faz em cinco minutos).  Uma outra camada de pão e mais recheio (se quiser fazer três camadas, se não, passe para a última camada). Acrescento a  terceira e última camada de pão e unto com maionese. Acrescento o presunto por cima (eu gosto de usar presunto sem capa de gordura) e uma camada de queijo. Por fim, polvilho o orégano e levo ao forno pré-aquecido. Quando o queijo derrete, está pronto!!!

Algumas outras opções de recheio:
  • Peito de frango desfiado e refogado com cebola, tomate e pimentões coloridos, azeitona e milho verde + camada fina de requeijão ou molho de tomate (o que preferir)
  • Queijo e presunto em cubinhos pequenos, cubos de tomate e orégano 
  • Beringela refogada com cebola e pimentão.
  • Carne moída (pode ser aquela que sobrou do almoço, desde que você não encharque o pão com molho.


Dica: Não encharque o recheio de molho, mas não deixe também muito seco. Use o pão de forma amanhecido que sobrou do outro dia…fica um bom resultado também!!! Aqui em casa, esta é a receita da sobra de pão de forma (seja integral ou pão branco). Você faz um suco e pronto! Jantar servido!!!


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Uma reflexão Oportuna

Estes dias lembrei deste trecho do livro de Ted & Margy Tripp  Instruindo o coração da criança (pp.22-23):



É a mesma mensagem para toda geração- mas feita engenhosamente sob medida para atender aos gostos de cada uma delas. A mensagem em destaque é EU! Eu mereço…Eu quero..Eu vou ser feliz se…Eu não posso viver sem…Esses mensageiros dizem a nós e a nossos filhos  o que devemos pensar a respeito da vida, a respeito deles mesmos , das outras pessoas e de Deus.(…)

Num trecho mais adiante: 

A cultura predominante tem ensinado aos nossos filhos a autoridade e os valores tradicionais são repulsivos. A cada geração as crianças exigem mais incentivos para cooperarem com as autoridades. Os heróis dos esportes e as estrelas de cinema enfatizam essa mensagem. As propagandas oferecem significados, identidade e prazer, através de roupas, novas experiências, carros e ``bugigangas". 
Todas as coisas materiais que o mundo difunde por meio da propaganda criam em nossos filhos um apetite carnal desordenado, que nunca pode satisfazer as criaturas feitas por Deus. Esses apetites desordenados banalizam a sua experiência de vida e afastam-nos de Deus.

Um outro trecho que destaco:

Ironicamente, o cinismo reina na cultura predominante. Os adultos são cínicos porque suas expectativas de uma vida de sucesso foram frustradas a muito tempo. Até os poucos que são ``bem-sucedidos'' consideram isso uma recompensa fútil. Os jovens são cínicos porque sua cultura inexperiente e astuta os deixa sem valores transcendentes, a não ser o da sobrevivência através de qualquer meio que sirva às suas concupiscências e aos desejos do momento! Eles são deprimidos, inquietos, críticos, argumentadores, desmotivados e indiferentes aos sucessos das gerações anteriores.

Nota da Blogueira: Eu não sei como é com vocês, mas quando eu vejo o que ocorre ao meu redor, eu penso como precisamos reunir esforços dentro de casa. Gaste o tempo que puder em família! Isso é urgente!!!

 A mensagem do mundo atual é muito forte e atrativa, na mesma medida em que me parece supérflua e enganadora. Nesses momentos, faz sentidos a agenda politica da nossa sociedade,especialmente daqueles que revelam em seus discursos suas intenções ou de alguns que se calam quando lhes é oportuno ou que assumem o discurso que as pesquisas traduzem como palatável à geração presente (não é a toa que os marqueteiros hoje, e não mais as ideologias que muitas vezes estão escondidas no rodapé imaginário das propostas, ditam o que deve ser dito!)

Cada dia mais a sociedade procura meios de nos afastar de nossos filhos e pôr no lugar da patologia a culpa de quem não lhes dá instrução formativa parental e sente que há algo errado! Sim, o grande projeto é que não sejamos mais protagonistas em sua educação, apenas coadjuvantes. A promessa de felicidade é o consumo, a experiência momentânea, o desejo incontrolável e nunca aquilo que é durador e etéreo! Tristes dias…tristes dias. 

Eu tenho fé em Deus e imploro por graça e coragem para ser diligente em minha tarefa de mãe. Sou só eu que tal Hagar choro no deserto espiritual, moral, cultural e social que se tornou esse mundo? Sou só eu que quero saciar a sede dos meus filhos e vejo que as boas fontes são poucas? O Blog me ajudou a descobrir que não estou sozinha!  Fontes boas ainda existem mas cada vez mais raras…

Que Deus me abra os olhos para ver as fontes que Ele  abre em meu caminho, quando parecer que não há saída neste mundo cada vez mais hostil à minha fé e convicções. Só assim, não viverei desesperançada como mãe. Que Deus me livre do engodo desse mundo. Que eu não seja presa dele, nem iluda meus filhos com isso. Hoje, às 4:30 da manhã minha pequena acordou. Eu a beijei e abracei com vigor (acho que toda mãe de bebê fofinho faz isso!!! Quando dorme bem, claro…tem dia que somos sonambulas de pé, eu sei...) , ela sorriu pra mim de uma maneira tão linda… Posteriormente, eu chorei pensando que mundo a espera, mas depois de um momento com meu Pai Celeste eu me  alegrei na esperança de saber algo- É Deus quem edifica o lar, eu só preciso ser diligente! Que bom que o comando é dEle! Se fosse meu…eu cairia de desespero, confesso. Quem é capaz sozinho de vencer essa avalanche???

Uma boa semana vindoura!!! Tenhamos esperança!


sexta-feira, 23 de maio de 2014

A lei da palmada - Deixando Xuxa de lado… Tentando entender o que pensam os que legislam

Esta semana outro celeuma! A lei da palmada, agora chamada Lei Bernardo. No título que dei  ao post, você deve ter percebido que eu não quero falar do episódio envolvendo Xuxa, não porque eu ache que não há o que falar, mas porque acho que muito já foi dito e há, também, outras questões que merecem minha atenção.

 Eu não entendo os que legislam! Ou melhor, eu não entendo a maioria dos que legislam. Os que se dizem preocupados com a infância e que fecham os olhos ao que ocorre debaixo de seus próprios narizes, muitas vezes até com sua contribuição. Eles dizem que querem salvar nossas crianças! Se dizem preocupados com elas. Propõem lei da palmada e vociferam que precisamos de creches e escolas de horário integral! Muito preocupados com nossos filhos e com tudo que lhes ocorre. Pra mim, essa preocupação parece contraditória.

Poucas semanas atrás estive numa comunidade destas relegadas em sua situação de descuido, entrega à pobreza e ausência do poder público. Não havia Internet na comunidade. Para entrar eu precisava garantir aos que dominam o pedaço  que não era a delegada. Na entrada, debaixo da ponte caindo aos pedaços esgoto a céu aberto, resto de móveis e lixo doméstico misturados. Fui logo informada que quando chove, as crianças fazem daquele espaço seu lago para nadar. Não há praça, poucos espaços coletivos. Ao chegar ao meu destino fui abraçada por dezena de crianças. Pareciam alheias a tudo isso. Cheguei em casa depois de buscar Benjamin e Beatriz na casa da avó. Quis logo contar pra meu filho sobre aquelas crianças que me abraçaram como se nada daquilo ao seu redor estivesse ocorrendo. Hoje, fico me perguntando onde estão os deputados tão preocupados com a infância que não comparecem ali! Hoje, também fiquei sabendo que brasileiros trabalham quase metade do ano para pagar impostos. Onde está o dinheiro para amenizar o sofrimento e a privação das crianças da comunidade de Ponte Preta? Não sei! Onde estão os políticos preocupados com a infância pra tornar crime hediondo roubar recursos que deveriam melhorar a vida dessas crianças? Onde? Alguém propôs isso na comissão de constituição e justiça? Que eu saiba, não! Isso é violência? Acho que não! Pelo menos para algum deles.

Todo dia em minha cidade alguém passa nos sinais, comparece aos restaurantes e supermercados e vê crianças pedindo trocados ou limpando vidros em troca de dinheiro. Menininhas semi nuas ficam ali misturadas aos que pedem ou tentam passar detergente com água nos vidros do carro. É assim em outras grandes metrópoles do meu país. Os pais, muitas vezes, estão exatamente lá, esperando os trocos dados pelos motoristas, já que crianças no sol quente são mais convincentes. Alguém criou uma comissão no congresso pra propor soluções executáveis pra isso? Não que eu saiba!

Então aparece gente famosa junto com deputados propondo a grande solução para uma infância feliz. Não sei porque os famosos. Sim! Aqueles que eu vejo nas revistam com duas babás atrás com as crianças até mesmo nas férias. Nada contra aquelas pessoas fazendo algo para sobreviver. Mães que não podem segurar os filhos no colo ou não podiam sequer quando estavam de férias…sei lá pra não   amassar a roupa ou ganhar um banho de vomito, como muitas de nós mamães quando os filhos estão doentes. Não tenho nada contra que outras pessoas segurem nossos filhos pra que descansemos a coluna. Graças a Deus pelas avós e os avôs, tios,primos mais velhos e amigos da família! Mas é estranho que gente que nunca vi sujar os pés de areia na praça, passar a madrugada acordada porque o filho está com o nariz congestionado ou com febre, gente que passa no máximo 10% do seu dia com uma criança, ache que pode sentar na sala da minha casa e me dizer algo sobre como educar meus filhos! Ah, sim. ..eles leram um monte de livros sobre psicologia positiva…

Alguma mãe foi chamada para essa conversa? Ah, eu esqueci pra muitos deles quem discorda é desinformado e tem pouca escolaridade, como costuma dizer um deputado bem conhecido: Vão estudar!!! Deixem que a ciência e o saber lhes abram os olhos! 

Engraçado…esses que defendem o ensino que deve valorizar o conhecimento popular na escolarização, bla, bla, blá...que dizem defender os oprimidos situam a escolaridade e a pretensa intelectualidade questionável como uma especie de mais valia. Mães não devem ser ouvidas, afinal quem gasta mais tempo em casa do que fora dela é de cara taxada como de baixa escolaridade! Sendo isto verdade ou não. Alguma de nós foi convidada para uma conversa? Parece que não! Isso é uma forma de opressão? De desvalorizar o outro? Paulo Freire se cala nessa hora?! Volta ao túmulo? Sim, eu estou sendo irônica!

Relações horizontais! Gritam alguns deles! Somos contra a verticalização na educação dos filhos.  Que as crianças decidam tudo em igualdade! Queridos, respondo eu, exerçam isso em suas casas! Se der certo escrevam em seus diários e vendam  livros com os relatos. Pra mim crianças precisam de relacões de cuidado. Relações de autoridade, não de poder como apregoam! Esta é a diferença! Alguém experiente que toma as decisões porque tem condições de ser protetivo na relação com aqueles mais frágeis. Ah, eu esqueci pra eles quem faz isso é o Estado, com seus representantes pouco efetivos porém movidos a propaganda e medidas populares. Preocupação com a infância…sei…Isto me cansa terrivelmente!

Antes de encerrar deixem que diga que sou contra a violência porque já vi suas marcas em muitas crianças. Inclusive sou contra a violência do abandono e da negligência, também. Sei que educar e disciplinar uma criança é um das tarefas mais difíceis na vida dos pais. É mais difícil ainda para pais cristãos, inclusive porque não gira em torno da nossa raiva, estresse ou frustração. A Bíblia até nos instrui sobre isso que tenhamos o cuidado de, ao impor limites, não faze-lo de forma que esmaguemos o espirito dos nossos filhos deixando-os desencorajados. Educar nossos filhos e disciplina-los gira em torno deles, da formação do caráter deles. Como pais muitas vezes lutamos insistentemente contra aquilo que pode ser destrutivo na vida de nossos filhos. Isso  exige paciência e firmeza. Pra pais que entendem a instrução bíblica crianças não são disciplinadas porque nos tiram a paciência ou irritam. A ira do homem não opera a justiça de Deus! É difícil educar à luz da Bíblia. Todo dia milhares de mães e eu nos esforçamos para formar caráter. Por isso nobres deputados e senhores famosos pra mim é difícil ver vocês querendo sentar na sala da minha casa e dizerem, sem ouvir quem realmente educa, como devo educar os meus filhos. Eu me pergunto quando foi que deixamos de ter voz ativa na educação dos nossos filhos e vocês passaram a decidir tudo!

Eu encontrei uma senhora comemorando a lei nova. Não sabe ela que ontem eu encontrei sua filhinha menor que Benjamin toda molhada, descalça, sozinha com a fralda cheia de urina e gripada e avisei a alguém que estava com ela que aquela criança precisava ser trocada e cuidada. Ela está preocupada com o filho alheio enquanto sua filha é vitima da negligência! Preocupada com o filho alheio e a sua pequena e frágil garotinha a merce do abandono. Ah, vão de fato criar os filhos que tiveram! Depois voltem e conversaremos.


O que aprendi com os fatos

Bom dia a todos! Bom dia na paz tão necessária ultimamente!

Quinta retrasada, como em toda casa com crianças pequenas, as coisas estiveram intensas em casa. Quase todo dia é assim. Uma maratona. De manhã, depois de acordar com Beatriz às 4:30 da manhã, distribuir todas as mamadeiras e o café da manhã pra viagem do marido e de tomar meu cafezinho da manhã, dia de matemática com Benjamin, no mercado e em casa, e depois uma atividade artística. Dia de estimular Bia com brinquedos junto com meu melhor assistente, Benjamin, e dia também de culto doméstico, como todos os dias.Ufa! Já são quase onze da manhã! Depois de todo mundo cheiroso e bonito para esperar papai chegar mais tarde, a mamãe aqui vai pra cozinha fazer o almoço da pequena tropa. Eu tranquila na cozinha ouvindo um áudio do programa do Dr James Dobson…Bia tirando seu cochilo e Benjamin testando a resistência do sofá da sala em sua última ocupação descoberta: Ele  é um bombeiro e ``consertador''de todas as coisas com todas as ferramentas do mundo.

Não sei como é com vocês, mas eu às vezes pareço habitar outro planeta! Meu dia é tão atarefado que quando não estou no trabalho ou resolvendo algo, parece que o mundo lá fora é outro lugar. Creio que isso ocorre a outras mamães, esposas, donas de casa  e todas as outras coisas que um lar exige. Não estou reclamando! Já passei desse capitulo da vida e quando ele quer voltar…eu tento resistir com toda intensidade!  Então, de repente, meu marido liga me dando instruções pra não sair de casa de forma alguma (ele sabe que eu gosto de resolver tudo a pé). Eu, alheia a tudo, pergunto porque tanto espanto e agonia. Ele me responde:
- Liga a TV ou entra num site de noticias e vê o que está acontecendo em Recife. Você ainda não viu? 
Eu explico que estou atrasada com o almoço, como sempre.  Quem é mãe de crianças pequenas entende do que eu falo- aquela coisa de parar a cada segundo pra ver um desenho feito em crayon, pra consolar, etc. E olhe que eu tenho ajuda em casa da minha fiel escudeira em tarefas domesticas! Eu admiro e muito quem não tem ajuda externa e consegue dar conta! 

Mas voltando ao tema, Recife estava em pé de guerra urbana. Para as leitoras que não moram aqui e como eu não têm uma hora pra sentar e ver notícias, a policia militar de Pernambuco estava em greve e, em toda a região metropolitana, se instalou um caos de assaltos, arrastões e uma série de coisas semelhantes. A cidade fechou suas portas e parou. O pior de tudo é que as cenas de violência não foram protagonizadas por gente que transita no que chamamos de criminalidade. Quando chegou em casa, meu marido me mostrou fotos de idosos saqueando supermercados e lojas de eletrodomésticos, famílias inteiras, adolescentes, criancas fazendo o mesmo, etc. 

Eu sei que já passou! Eu sempre escrevo com atraso! Mas é o tempo que tenho! Muita gente já analisou o que aconteceu e deu seu parecer, julgamento e opinião. Em muitos casos, muito sábio e oportuno.  Eu, quando vi tudo aquilo, quis olhar para dentro de casa. Estou cansada de analises políticas por esses dias, não me levem a mal! Eu tenho essas fases!  E às vezes acho que o perigo do erro começa quando olhamos demais para o que ocorre fora e esquecemos de aprender com o que vemos. 

Duas coisas chamaram minha atenção. Em primeiro lugar, o senso de que quando falta a vigilância a transgressão deixa de ser transgressão. Em segundo lugar,  fiquei observando em alguns depoimentos de saqueadores como a turba, a multidão, tem o poder de afetar o comportamento do indivíduo. Duas formas de pensar que acho perigosas. 

Este é um blog sobre maternidade. O que isso tem a ver com a proposta do blog? Muita coisa, penso eu do lado de cá.  O meu primeiro pensamento  se voltou para os meus filhos e baixinho no meu canto eu fiz minha oração: 

-Senhor me ajude a ser sua parceira no projeto de criar filhos que te temem quando ninguém os vigia. Que entendam um dos primeiros versículos que minha mãe me ensinou quando eu era muito pequena- ``Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons'' (Pv 15.3) . -Que antes de temer a mim, a policia, a prisão, ou quem quer que seja aqui na terra, eles entendam que Tu os contemplas! Que eles se importem, primeiro, em não te desagradar ou ter de ti um olhar de reprovação ou tristeza, que pensem que suas ações têm conseqüências nos céus e na terra! Que eles tenham a fé de Daniel e seus amigos e que não sigam a multidão, que não achem que quando todo mundo faz, isso torna as coisas certas.

Comecei a pensar como é engraçado como esta lógica de que se ninguém vigia e se todos fazem a transgressão deixa de ser transgressão está presente no dia-a-dia.  Se você é mãe já deve ter ouvido de seus filhos, mesmo se são ainda pequenos: ``mas fulano faz, mas a mãe de sicrano deixa…''. Esta é a lógica! A multidão torna o errado certo! Outra idéia que como cristã eu considero perniciosa é  a lógica de que a falta de quem vigie torna tudo aceitável. Quero criar meus filhos com a consciência de que há Alguém que os vê! 

Lembro que quando eu fazia sexta série, que hoje seria o sétimo ano do ensino fundamental, eu tinha uma amiga terrível! Eu estudava numa escola cristã. Meu pai sempre se encarregava de estender para a escola seu olhar vigilante, mas ele nunca soube dessa amizade. No entanto, aquela minha amiga era totalmente o contrário do que meus pais recomendariam. Fugia da escola para paquerar, fugia de casa para escrever nos muros à noite. Era o contrario do que eu era, mas éramos amigas, bem próximas. Eu era a ouvinte que ela gostava de ter para seus dilemas.Um dia ela me questionou porque eu não mudava o meu jeito careta de ser. Se meus pais me obrigavam, eles não estavam ali. No conceito dela eu estava perdendo minha vida. Eu pensei em tudo aquilo por um instante e em meu coração achei a resposta:Eu não era do meu jeito por meus pais. Era por Deus! Eu O amava! Não queria decepciona-lo! Também não queria decepcionar meus pais, mas o versículo que minha mãe repetiu pra mim em toda infância me deu um senso de que ali estava Deus. Pensei em cada momento de oração em que no quarto dos meus pais, orando com minha mãe, eu sentia que Deus estava ali tão vivo, me entendendo também! Eu não podia mudar! Depois de lembrar disso, mesmo tentada, disse a minha amiga que eu não podia ser como ela, nem queria. Se queria ser minha amiga, eu continuaria a ser da minha forma, mesmo sem o olhar vigilante de meus pais.

É engraçado como é fácil pra nós cairmos numa ilusão. Acharmos que aqueles lá fora pensam assim, quando muitas vezes, em coisas que talvez consideramos menores, usamos da mesma lógica. Isso torna a minha tarefa como mãe tao grande para os meus pequenos ombros que eu chego quase a temer e tremer. Muitas vezes tenho medo que ao olhar o que ocorre lá fora e apontar o dedo em riste, o mal (sim eu creio que ele existe!!!) se instale aqui, no meu coração, no coração de meus filhos, repetindo a mesma lógica em menores proporções, mas reproduzindo a mesma forma de pensar e agir. Nessas horas eu lembro da minha mãe, que foi mãe bem mais jovem e inexperiente que eu, mas que tinha esse senso tao lindo de se preocupar não apenas com o estrago das ações que praticávamos, mas também e principalmente com o que se passava em nossos corações. Pelo menos comigo, era assim. Cometeu erros, obviamente, mas me  ensinou um lindo caminho da maternidade que eu espero trilhar!

 Nestas horas, quando penso em tudo isto, pra mim faz sentido gastar o máximo do meu tempo com meus filhos. Inclusive, estando com eles quando meu amado marido não pode estar. São tantas nuances, tantas coisas pequenas mas vitais pra ensinar que o tempo se torna pouco. Isso faz tanto sentido pra mim! É real e transparente como um cristal na luz do dia! Tem dias que eu tomo nota de coisas que penso no dia-a-dia que preciso ensinar aos meus filhos, só pra não esquecer…ao mesmo tempo eu sei que sozinha não posso, além do meu marido que é vital no processo todo, eu preciso da ajuda de Deus. Preciso que ele execute a obra de mudar o coração de pedra que todos nós de algum jeito carecemos que Ele modifique. Preciso que Ele mude a mim, para ser exemplo, e a meus filhos também.

Quando alguém fala pra mim que só precisa de um pouco de tempo de qualidade com os filhos, é nessa hora que eu digo a mim mesma que não dá! Eu preciso de quantidade com qualidade. Não espero ser entendida. Talvez eu não tenha a competência de outros, mas é assim pra mim. Sobre o episódio dos saques na minha cidade, em caso da lógica dos saqueadores se repetir em minha casa, quero ter a hombridade de uma mãe que pegou seu filho adolescente pelo braco e o fez devolver o eletrônico roubado, antes que a policia ameaçasse os saqueadores com abertura de processos. Contaram-me que aquela mãe disse em tom firme ao repórter, junto de um filho constrangido:
-Eu disse ao meu filho que não queria aquilo. Em nossa família conquistamos as coisas com suor e trabalho, não pegando as coisas alheias!
É por essa e outras razões que, sim, me ocupo de outras coisas, isso é salutar e importante, mas sempre que possível A mamãe está em casa! Muito pra ensinar e aprender…e a infância deles me parece tao curta! Eu preciso estar com eles nutrindo seus corações, mentes e corpos. Preciso estar com Deus para receber dEle diariamente o alimento para meu coração. É assim que me sinto e você?



terça-feira, 13 de maio de 2014

Livros para ler com os pequenos- Algumas sugestões

Oi Queridas e queridos (levei um puxão de orelha de um pai que  é leitor do Blog por meu insistente hábito de falar queridas…rs)!


Confesso que não sou uma leitora dos livros de Max Lucado para adultos. Nada contra, só não me atraem. É uma questão de gosto e estilo. No entanto, os livros dele para crianças são pura beleza (estética e literária). Pelo menos, gostei muito dos quatro que comprei para o meu menino médio (ele agora insiste que pequena é Bia! Ele é um pouco médio-isso no tamanho-, eu sou de tamanho médio e o pai é grande!).
São historias muito boas para trabalhar valores morais e espirituais, além de sentimentos e emoções.  Os ilustradores das obras que temos (Sérgio Martinez e Douglas Klauba) fizeram, também, um excelente trabalho.

Eu sugiro, especialmente, estas obras pra crianças de 5 anos em diante e servem até para adolescentes, mas não há problemas em trabalhar com elas com crianças menores. Você, se sentir necessário, pode ir parando e checando se o pequeno entendeu. No entanto, não deixe de ler! Leia e explique, se necessário. A leitura de um adulto tem um papel primordial para a criança não alfabetizada. Primeiro, ajuda a criança a valorizar o texto escrito e não apenas a narrativa oral. Perceba que há muitos adultos que gostam de ouvir sermões, narrativas, mensagens, mas não gostam de ler. Talvez não em todos, mas em alguns casos resultado da falta de hábito.

Segundo, ajudará seu filho a desenvolver o vocabulário e usar conectivos, conjunções e exibir palavras e compreender uma estilística que é mais usada em textos escritos. Contar historias é muito importante, mas ler para as crianças também o é!

Benjamin gosta bastante de Max Lucado, ou melhor ``Max Lucati (como ele chama)" para crianças,  e compreendeu muito bem as historias. Ler com ele foi um processo interessante! Acho que crianças acostumadas com leituras não terão dificuldades em entender, pelo menos se você ler vagarosamente. Eu faço assim:
-A primeira vez, leio o livro. Se for mais complexo, só leio e me certifico de que entendeu (seja narrativa ou outro tipo de texto). As palavras que ele não conhece, ele mesmo se encarrega de questionar o significado.
- Da segunda vez em diante, eu tento trabalhar com ele alguma aplicação nova para o texto.
- Por último sempre solicito que ele me conte a narrativa, mostrando-lhe as figuras e ajudando se necessário. Isto é muito bom para desenvolver a capacidade narrativa dos pequenos.
Ah, eu repito sempre que ele quer. Crianças gostam de histórias repetidas.

Vamos lá falar das obras. Vou apenas indicar as que já adquiri:

1- Você é meu- Uma excelente obra para trabalhar o consumismo e a idéia da mais valia a partir do ter em detrimento do ser. Outras lições podem ser tiradas deste conto, inclusive a forma como Deus nos vê.














Tudo que você precisa- Este livro é uma metáfora perfeita do plano da salvação. Nele, também são trabalhados valores como amor ao próximo, o ato de julgar o semelhante, e o mais importante- o não merecimento da salvação. Um excelente livro!












Se ao menos eu tivesse um nariz verde- Este livro é muito bom para trabalhar a compreensão das crianças sobre o desejo de ser igual aos outros e estar `antenado' com a última tendência para ser aceito. Uma boa narrativa com excelentes lições morais. Uma coisa comum nestes livros é a forma lúdica, porém critica com que o autor trata de certos problemas que estão no centro dos valores hodiernos. Esta obra não foge à regra.













O Melhor de Todos- Este livro trata com simplicidade e profundidade a forma supérflua que a sociedade valora os humanos. Uma bela obra que mostra que nosso valor está na nobreza de caráter e que todos temos valor para Deus e o mundo independente de enxergarem ou não nossa nobreza. A maior lição é que a nobreza verdadeira está na alma.















Vamos ler com nossos filhos, meu povo! Gera o hábito da leitura, melhora o vocabulário, ajuda na exposição de idéias e na capacidade de interpretação de texto e fluência oral, além de fortalecer o vínculo dos pais com os filhos. 

Um abraço!

sábado, 10 de maio de 2014

Homenagem a duas mães- minha mãe e minha sogra










Quero homenagear duas mulheres especiais na vida da nossa família. Cada uma com seu jeito singular me ensina no dia-a-dia o que é ser mãe. Cada uma imprime na vida dos nossos filhos, do meu esposo e na minha vida suas marcas de amor e generosidade. 
Louvo a Deus por elas e, em particular, eu agradeço pela forma como cada uma alcança minha vida. As duas são de vital importância no funcionamento de nossa família e são as principais protagonistas, depois de meu esposo, no apoio ao meu exercício da maternidade. Cada uma do seu jeito torna mais leves aquelas tarefas que demandam de mim esforço no dia-a-dia. Sou receptora do amor de ambas! Quero agradecer de todo coração! Eu as amo e o mesmo sentimento cobre o coração do meu esposo, Joseildo, e dos nossos pequenos Benjamin e Beatriz.
Feliz dia!

Homenagem de Adjair Alves à sua mãe

Mais uma vez uma linda homenagem. Desta vez recebi de meu tio Adjair Alves uma linda homenagem à minha vovó paterna Maria Nelsina, nossa querida! Vovó é uma das pessoas mais marcantes na minha infância. Vamos deixar seu filho falar dela! Segue, abaixo, o texto enviado:


Minha mãe é uma mulher simples; traz consigo a rudeza de uma trabalhadora da Região da Mata Norte de Pernambuco, onde crescera, casara e se tornara mãe de família. Sua rudeza estava na simplicidade da vida humilde de uma mulher interiorana, não no caráter; na forma como criara os filhos. Sabia ser firme sem, contudo, ser desafetuosa. Devo a ela a firmeza de caráter moral e cristão que tenho! Nosso pai, preocupado, excessivamente com a manutenção da honra de seu nome, imprimiu em nosso caráter social, uma rigidez moral de comportamento. Para ele, o que importava era o “nome” e, para isso, imprimira aos filhos uma forma rígida de criação. Minha mãe era o tempero que equilibrava nossa personalidade de meu pai; sempre preocupada em que fossemos firmes de caráter, mas sem perder a ternura. Trago em minha formação, muito mais de sua influência, que a do meu pai. Devo a ela o gosto pela leitura e a vontade de estudar; ter uma profissão qualificada. Minha proximidade com as Escrituras Sagradas (Bíblia) é resultante das tantas vezes que ela lia, incansavelmente, sempre à mesa, capítulos inteiros das Escrituras; como a querer alimentar a vida espiritual dos filhos, após ter alimentado seus corpos. Cuidadosa da educação dos filhos, ela mesma não teria tido tantas chances na vida, pois havia estudado não mais que o Admissão (correspondente ao quinto ano da Educação Básica). Via na educação a possibilidade de mudança social; queria que tivéssemos uma vida econômica diferente daquela que ela mesma não pode nos facultar. Assim ela procurou desenvolver em cada filho, a percepção da importância da escola, na garantia de um futuro melhor. Para ela todos teriam seguido em sua jornada escolar, para a qual, ela não estabelecia meta, apenas insistia para que cada um, ao seu tempo, prosseguisse sua caminhada. Quando percebia que um de meus irmãos “não queria nada”, como se dizia naquela época com os garotos que não davam muita importância aos estudos regulares, ela tratou de matricula-lo no SENAI, pois, dizia: “ao menos terás uma profissão”. Lembro que quando terminei o primário, como era chamada a primeira fase do Ensino Básico, àquela época 1971, minha mãe, incansavelmente, percorreu todos os recantos da cidade do Recife para encontrar vaga em uma escola pública para que eu pudesse dá continuidade aos meus estudos. Naquela época, já havíamos passado por uma reforma na organização da escola básica, onde o antigo exame de Admissão teria sido extinto e o antigo curso Ginasial, passara a ser chamado de Ensino Fundamental II (de quinta a oitava série). Ela tinha essa preocupação com todos. Evidentemente que nem todos seguiram o mesmo caminho, muitas vezes, em virtude das cobranças que meu pai costumava a fazer aos meus irmãos mais velhos, pois, como dizia ele: “não vou sustentar filhos homens, vagabundando, dentro de casa. Portanto, cuidem em arrumar trabalho!” Dado à relação difícil com papai, cada um de nós, filhos, tivemos que buscar resolver a situação ao modo como cada um entendia ser mais apropriado, dificultando a caminhada em direção à conclusão de sua escolaridade. Contudo, essa rudeza de nosso pai, não arrefecia o espírito nem a persistência de mamãe, quanto ao fato de que era necessário insistir na continuidade e complementaridade de nossa formação escolar; ela tinha essa preocupação com o futuro dos filhos e sempre lutou por nossa formação; seja escolar, seja profissional. Eu sou um fruto de sua insistência, de modo que devoto a ela, o homem que sou hoje! Assim, nesse dia das mães, expresso minha gratidão a Deus me deu uma mãe, por quem tenho muito carinho; não sei o que seria se não fosse sua vontade e incansável força, em fazer de cada um de nós, seus filhos, o que somos hoje. Amo-te!

Cada vez que nasce um bebê, nasce também uma mãe.

Mães são criações divinas.

Feliz dia das mães!




sexta-feira, 9 de maio de 2014

Homenagem de Renata Lima à sua mãe

Olá queridos e queridas!

Segue outro lindo depoimento de uma filha sobre sua mãe. Reproduzo o e-mail dela, Renata Lima, falando do que lhe lembra sua mãe Laura Barros: 




A Paz do Senhor!

Estou mandando este e-mail para dizer o que lembra a minha mãe. São tantas coisas,mas,a principal delas é que ela sempre fez os serviços domésticos louvando ao Senhor. E toda vez que escuto um desses louvores antigos,parece que eu a estou  vendo e ouvindo cantar enquanto cozinha. E um desses louvores é Usa-me Senhor,de Leni Silva. Meu nome é Renata Lima,e dos meus irmãos aí na foto: Ana Paula,Cristiane e André Philipe. Faltou o mais velho,Bruno,que mora no Rio de Janeiro.
Esta pequena homenagem vai para a minha mãe Laura Barros,meu exemplo de mulher virtuosa.

Homenagem de Andrea Liberio à sua mãe

Olá todos,

Esta é uma homenagem da querida Andréa Libério à sua mãe que partiu para o descanso eterno. Numa daquelas experiências em que Deus mostra sua gloria e grandeza, ela, que enfrentava um processo difícil que expõe em seu texto viu em sua mãe o brilho e a serenidade de uma despedida sem desespero! Vejam esta linda homenagem!





Ouvir o Grupo Elo cantar “Autor da minha fé”, me faz lembrar minha mãe!
No dia 25 de novembro de 2012, ela fez sua profissão de fé na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Fortaleza – Ceará. Alegra-me testemunhar o poder de Deus na vida de minha mãe. Seus últimos meses de vida foram marcados pelo maravilhoso encontro com o Pai. Na madrugada do dia 04 de julho de 2013 ela partiu para o descanso Eterno com o Senhor. Já adormecida, apresentava sinais de quem havia partido com a certeza da vida eterna com Ele; trazia uma serenidade e um sorriso estampado no rosto, que me fez crer que ela partira na presença do Senhor, como esteve durante todo o momento de sua vida.
Eu, que a época do adoecimento e morte de minha mãe enfrentava um período crítico de depressão encontrei em sua fé, motivos para maior confiança no Senhor e a força para perseverar na Esperança da ressurreição, dando graças a Deus em tudo (1Ts 5.18). Como toda mãe amorosa, capaz de dar sua própria vida em favor de um filho, em sua maneira de encarar a doença e a certeza da morte, ela acabou por contribuir para a minha cura. Posso dizer que, em seus momentos finais na terra, Deus a usou para que eu viesse ao encontro do Senhor. Antes de sermos cristãs, eu e minha mãe temíamos o momento da separação. Mas tivemos um encontro com Deus e isso fez a diferença, mudando nossa percepção sobre o seu adoecimento e partida para a glória.
Entre outros tantos “Autor da minha fé”, do grupo Elo, era um dos louvores que minha mãe cantava com sua voz forte, grave e melodiosa. Por telefone, já que estávamos distante, ela me falava com alegria de sua expectativa pela segunda volta de Cristo, nosso Senhor e Salvador. A saudade de mamãe é presente, mas o consolo está em saber que plenamente justificada, com frutos de arrependimento e de santificação ela hoje dorme no Senhor e teremos a oportunidade divina do reencontro (1Ts 4.14).

Minha mãe foi uma pessoa que fez parte do meu processo de Evangelização; como fez a vida inteira, ela compartilhou comigo o que teve de melhor.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A uma mamãe grávida

Olá querida!

Eu comecei este post faz tempo. Na verdade escrevi só o título, pois queria lembrar de escrever algumas linhas direcionadas a você antes que o seu pequeno príncipe nascesse.

Quando penso em você e no seu marido, penso no rei e na rainha da diversão e da leveza. Digo isto como elogio. Sempre os encontrei contentes! Ele sempre fazendo piada e mantendo aquele espirito brincalhão de um garotinho que nunca perde a trela do dia. Imagino que ele é o tipo de tio que toda criança gostaria de ter! A coleção imensa de carrinhos, o gosto pelas corridas de kart, paintball e a alegria com que brinca com pequenos faria qualquer criança chama-lo de meu tio favorito!  Fora os truques que ele sabe fazer! Queria estar na pele desse garotinho que vai nascer!

Você me parece uma doce garota que gosta de viver bem e ser feliz! Sei que é guerreira pois ultimamente tomou uma decisão sobre sua vida profissional que nem todo mundo teria coragem de tomar. Acredito que vocês dois, pelo espirito jovial que vos caracteriza já devem ter ouvido muita coisa boa, mas talvez alguém já tenha se dado ao infortúnio de dizer coisas do tipo: Meu Deus, que maluquice! Eu quero ver como vai ser com essa criança! Eu queria lhe dizer que creio que se você permitir Deus moldará em você uma excelente mamãe!

Um dia desses eu estava num lugar com uma outra mãe. Provavelmente,  ela era mais nova do que eu. Nós nos destacávamos no meio de um mar de fardas brancas bem engomadas das babás. Eramos minoria, eramos as únicas mães no local. Começamos a conversar, ela me contou que quando teve o filho não sabia trocar uma fralda, nunca tinha cuidado sequer de um mascote. Filha única, nunca teve sobrinhos nem priminhos próximos o suficiente para cuidar. Ela e o marido eram tratados pelos demais como se estivessem brincando de casinha. Ela não era cristã! Me contou algo que me fez respeita-la bastante:
- Quando eu tive Ricardinho,  deixei que ele mudasse a minha vida. Ninguém acreditava que eu seria esse tipo de mãe. Aprendi de todas as formas que podia a cuidar dele. Me entreguei completamente à maternidade. Todo mundo pensava que minha mãe ia cuidar dele pra mim enquanto eu comprava roupinhas no shopping, mas a maternidade se tornou algo maior na minha vida!

Conto isso porque quero encoraja-la a saber de que em você potencialmente habita a melhor mãe que esse pequeno garotinho pode ter! Sim! Deus apontou você e a escolheu para esta missão. Cristãos costumam falar do chamado de Deus quando falam de ir a um pais estrangeiro pregar o evangelho. Falam do chamado de Deus para assumir um cargo na igreja. Esquecem que há um chamado especial de Deus para cuidar de nossos filhos! Sim, Deus criou o pequeno em seu ventre e disse: Você será filho dela! Eu a convoco a ser sua mãe. Portanto, querida, Deus chamou você para ser a mamãe desse pequeno! Você aceita esse chamado? Dirá sim ao Senhor? Deus a escolheu para isto! Ele não chamou outra, chamou você!

A maternidade é uma das coisas mais divinas e sublimes na vida de uma jovem mulher! Ela é transformadora! Em muitos momentos ela desafia nossa estrutura. Isso ocorre como em qualquer chamado. Quando vierem os momentos de exaustão, provação e dificuldade, tenha em mente que Deus chamou você para ser mãe. Ele não vai desampara-la! Ele já sabia exatamente como você é. Conhecia cada virtude e cada defeito, mas mesmo apesar dos pontos desfavoráveis à maternidade que todas nós de algum jeito temos, Ele decidiu que você era a melhor opção para cuidar, educar e amar esse pequeno ser. 

Querida, Deus não nos chama para ser mãe porque estamos prontas. Ninguém está pronta para ser mãe. Ele nos chama porque nos olha potencialmente e quer nos dar a chance de ser melhores. Deus tem o olhar de escultor. Onde eu vejo um pedaço de mármore, ele vê uma bela escultura! Onde eu vejo uma jovem casada gravida, ele vê uma excelente mãe para seu garotinho! No entanto, é preciso que o escultor tenha tempo com a pedra bruta, para que a torne especial. Sem tempo, não há processo! Deixe Deus transformar você numa imperfeita mas boa mãe. Quando vierem os momentos difíceis da maternidade, lembre-se Deus está formando em você a cada dia a melhor mãe que você pode ser! Tudo isso é parte do processo de vir a ser. Você vai encarar seu chamado? Espero que sim!!!

Um dia desses eu ouvi uma mãe que desistiu de seu bebê para ser sua patrocinadora. Ela me viu contando historia para Benjamin, enquanto colocava Beatriz pra dormir (no caso de Bia, ela gosta de dormir ouvindo minha voz conversando com ela ou falando baixinho, pode ser até orando. Ela fica balbuciando baixinho sonsinhos da língua dela até dormir). Ela me olhou muito e no fim me disse:
- Eu não sou como você! Eu amo minha filha, mas não tenho jeito pra cuidar dela. Vir assim, sozinha para o médico com dois, Deus me livre!!! eu não sei ficar de nhenhem com criança! Eu compro tudo que ela precisa, brinco uma horinha, penso nela o tempo inteiro, mas não nasci pra cuidar. Minha mãe e fulana fazem isso. Gracas a Deus! Disse ela. Eu tentei, mas não vou mentir, eu não tenho jeito pra isso!
Eu perguntei, curiosa, com quanto tempo ela chegou a essa conclusão. Ela disse que logo nos primeiros meses já percebeu. Ela desistiu de ser mãe!  Não me deu a chance de dizer que Deus não escolhe a pessoa errada para uma missão. Deus escolheu você para ser mãe. Ele tornará você a mãe que seu filho precisa! No entanto, isso requer tempo. Se você não desistir, Deus trabalhará em você e no seu marido! Quando você sentir que não consegue, chame por Ele e Ele a ajudará! Nos momentos de alegria e bonança, agradeça a Ele! Seja destemida! Abrace sua missão! 
Feliz dia das mães e bem-vinda a bordo!

Imagem: looklovesend.com

terça-feira, 6 de maio de 2014

Homenagem de Acácia Lídia à sua mãe

Esta é uma homenagem de Acácia Lídia, leitora do blog, que compartilha conosco o que lhe lembra sua mamãe querida. Que sua mãe possa descansar bastante ao som das belas ondas do mar e que você, Acácia, e ela tenham um feliz dia das mães! 


Segue o texto de Acácia na integra:

Minha mãe se chama Luzinete Lúcia de Lima, o que faz eu lembrar dela é quando vejo o mar. Ela simplesmente é apaixonada, quando tem oportunidade de estar em frente ao mar não se controla e molha pelo menos os pés, e já fica feliz. 
Se eu pudesse daria uma viagem todos os anos pra ela, com certeza pra uma cidade litorânea. Ela iria amar.
Obrigada Senhor pela minha mãe!!!
Sua filha Acácia Lídia.
P.S: Se você, caro leitor, desejar pode também ter sua homenagem publicada aqui no blog. É só mandar uma foto de sua mãe e um texto descrevendo o que lhe lembra ela.

Depressão pós-parto- A maior prevenção é exercer o amor com a mamãe!



Toda mudança na vida que é significativa tem a potencialidade de se tornar objeto promotor de saúde mental ou de adoecimento. Muitos momentos  que marcam o desenvolvimento humano são considerados momentos suscitadores de crises que podem ser chamadas crises constitutivas. Constitutivas, porque são momentos que se tornam cruciais para o desenvolvimento daquele individuo.

Na vida de uma mulher, um desses momentos de bastante relevância emocional, física e afetiva é a gravidez, o parto e o pós-parto de cada filho. O corpo, a mente e o espirito de uma mulher se tornarão, inevitavelmente, diferentes depois deste marcante evento, pois carregarão em si uma historia de uma relação que é não só biológica porém também afetiva. Isto, inclusive, ocorre de forma diferente em cada processo, quando temos mais de um filho.

Na gravidez, muitas mudanças ocorrem. Há toda uma carga de hormônios que preparam o corpo da mulher para o nascimento de seu filho. Há,  também expectativas sobre uma série de coisas envolvidas na maternidade. Por esta razão, este é um período tão critico na vida de uma mulher. Ela tem que  lidar com uma série de mudanças que muitas vezes não são suportadas e ainda recebem todo  um acréscimo de fatores neuropsicológicos e hormonais. Então, este momento propicia o aparecimento de quadros emocionais diversos podendo tornar-se problemáticas mais  graves como a depressão pós-parto que pode ser brutal para este momento inicial do vinculo mãe-bebe e para a própria preservação da saúde mental da mãe.
É muito importante que sinais emocionais que se prolonguem sejam observados. Não vamos patologizar tudo! É normal ter uma certa instabilidade emocional na gravidez e durante os primeiros momentos de exercício da maternidade, mas  é importante atentar para pensamentos fixos, apatia generalizada, quadros de ansiedade muito forte, dentre outros.

Talvez um dos agravantes hoje em dia (não estou falando de causa, mas de fatores que propiciam o aparecimento de quadros de depressão pós-parto), seja a forma como nossa sociedade  se rege. No tempo de nossas avós, o período do pós-parto era sabiamente respeitado e a mãe recente recebia apoio de uma rede familiar de cuidados que se estendia sobre ela. Hoje, vivemos numa sociedade frenética e muitas vezes a gestante e a mãe recente não encontra o suporte e apoio emocional necessário e tem que lidar sozinha com as cobranças sociais sobre os cuidados do recém-nascido, as mudanças na imagem corporal, a solidão e muitas vezes a exaustão física a que o período de adaptação nos submetem. Além disso, não é só a mãe que se adapta ao novo filho e nova rotina, mas a criança também está se adaptando ao novo mundo e a mãe é a porta de entrada deste processo.


Bom, resta dizer que nesse tempo é primordial que a  mãe se sinta apoiada e acolhida pelo marido e por pessoas próximas, mesmo se o quadro de adoecimento já se evidencia, isto ajudará. Não cobrar muito de si e se entregar a esse novo momento é muito importante. Esta é também a hora de buscar conforto em Deus e força, pois não é um processo fácil. Se você não vive este momento e perto de você alguém vive é hora de exercer a caridade e apoiar, da forma que lhe for possível. Uma noite de sono, uma tarde com ajuda, uma conversa encorajante, fazem toda a diferença. A solidão nem sempre é a causa da depressão, mas é o seu principal alimento. Cuidemos uns dos outros! Perto de você pode haver uma mãe sofrendo por traz de um sorriso. Este tipo de sofrimento é mais frequente do que pensamos.  Se você, mãe em pós-parto, está sofrendo procure ajuda em Cristo e nos que lhe cercam. Deus sempre tem samaritanos a beira do  nosso caminho.

Imagem:deacondance.com

Nota da blogueira: Este é um texto que escrevi para o jornal AdNews, em sua última edição. Nesta semana das mães postarei textos novos e antigos em que trataremos dos cuidados com as mamães e não com os filhos! Estes são os planos…vamos ver se minha turminha deixa!!!