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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Hora de dormir ou hora da mãe sofrer?


Paz a todos!

Antes de tecer a trama argumentativa do post de hoje, gostaria de agradecer a todos o carinho comigo e minha família por esta ocasião do nascimento de Beatriz. O carinho de perguntar e querer saber do meu estado, as palavras de consideração, os mimos e presentes, as fraldas descartáveis tão úteis e tudo que tem chegado em forma de amor e carinho! As fotos que saíram da lente de minha amiga Adna registrando este momento especial da minha família! Sou grata a todos! Estamos na reta final para ver nossa pequenina, com a graça de Deus!

Resolvi inaugurar mais uma seção neste blog destinada àqueles que me param nos diversos espaços que frequento, me mandam e-mails e pedem pra que aborde um determinado tema. Não falo do lugar de especialista, de sábia conselheira. Falo do lugar de mãe, mas tento sempre que possível compartilhar o que aprendo. De agora em diante, vocês podem oficialmente (não que não pudessem antes) sugerir temas, fazer perguntas, solicitar receitas…Se eu não tiver a informação podemos descobrir juntos e pesquisar.

Vou começar essa seção com uma pergunta de uma leitora que me parou no supermercado e pediu para escrever sobre a rotina de dormir das crianças, pois, segundo ela, o marido e ela estão à beira de um colapso nervoso. Como ela tinha que amamentar e eu que voltar pra casa com as compras, o barrirão e Benjamin pra  terminar o almoço, prometi o post sobre o tema.

Bom, vou contar um pouco minha trajetória na hora do sono de Benjamin. Quando ele nasceu, depois de resolvermos problemas de amamentação, ele começou a se mostrar uma criança bastante tranquila, pois dormia em seu berço e só acordava pra tomar o leite às 2 da manhã depois às 6. De dia o sono foi aos poucos diminuindo e as noites se tornando agradáveis. Aos 3 meses, ele já nem acordava. Eis que quando o pequeno completou um ano, começou a acordar à noite. Eu que já havia lido uns 10 livros sobre sono infantil e estudado sobre o sono nas aulas de fisiologia da Universidade durante a graduação comecei a minha saga por uma montanha íngreme! Todas as vezes que o pirralhinho acordava eu ficava do lado do berço esperando que dormisse, pois me parece insano deixar uma criança aos berros no escuro e dormir pra que ela aprenda a dormir sozinha. Pra completar, eu tinha uma vizinha que dormia de dia e arrastava os móveis à noite e assustava o pequeno.

Meu marido, sempre mais direto e sensato que eu nas soluções, me dizia que eu deveria relaxar e nas noites que Benjamin acordasse (pois não eram todas) leva-lo para nossa  cama em vez de nos turnarmos levantando a noite toda. Eu não achava uma boa.

Então, com o cansaço, eu comecei a  experimentar um novo acordo do sono. Continuei com a rotina do sono: banho relaxante, culto domestico e historia bíblica, sozinho na rede com a mamãe (hoje ele dorme em sua cama), berço e sono. Quando ele acordava à noite, pois aqui em casa às oito já é hora de criança se preparar pra dormir, se estivéssemos acordados, meu marido ou eu (quem estivesse mais disponível) iria ao seu quarto acalenta-lo, se estivéssemos dormindo ou deitados e cansados, o maridão iria busca-lo e ele dormiria conosco o resto da madrugada. Não sentamos e fizemos um acordo, as coisas se acomodaram assim.Hoje, em dias normais, ele acorda uma vez às 4 ou 5 da manhã pra terminar o soninho gostoso conosco e é uma delicia vê-lo abraçado a mim ou ao pai. Hoje ele gosta muito de sua cama e do nosso ritual de antes de dormir e há dias que de cansado nem acorda.

Por que expus tanto o que acontece aqui em casa? Porque acho, minha querida leitora, que cada criança é uma e atende a uma rotina pessoal. Aprender a dormir sozinho é um processo, ao meu ver, no qual devemos ajudar. Essa nova abordagem em que só existe a palavra autonomia, me incomoda, pois quem lida com crianças sabe que tudo leva tempo, pra alguns mais e pra outros menos. Eu tenho uma amiga que é a mãe da praticidade e já  colocou a mais nova num colchãozinho pra que ela não se machuque se de madrugada acordar e for ao quarto dos pais. Pra ela funciona super bem!

Pra mim, algumas coisas são importantes:

  • Que as crianças saibam onde é seu quarto e que aprendam que o papai e a mamãe vão ajuda-lo se sentir medo, se perder o sono, etc. Não sei onde é saudável passar horas chorando de terror até pegar no sono por pura exaustão.
  • Que as crianças saibam que o quarto do papai e da mamãe são um espaço deles e que a mãe não é posse deles. Eu não entraria numa rotina, por exemplo, de deixar de ter um tempo pra meu marido pra ser moradora oficial  do quarto dos meus filhos e me mudar pra lá. Eu acompanho o  processo de pegar no sono e às vezes até pego no sono eu também, mas não posso me fundir na maternidade e esquecer do demais.
  • Que as crianças possam experimentar a delicia que é acordar com a mamãe e o papai. Você acorda com os pés de um pequeno nas suas costas, leva braçada, mas quando acorda de manhã pode existir o abraço, o afago e o carinho.
  • Que crianças têm fases na alimentação, no sono, etc.
  • Que saibamos que muitas vezes as pessoas complicam o que é só uma questão de equilíbrio. Parece que crianças são um estorvo e que fazer as coisas sozinho não é um processo de aprendizagem. Acho que nossos filhos não precisam monopolizar tudo, mas também não devem ser tratados como intrusos.

Crianças associam uma rotina ao sono! Isso ajuda que identifiquem aquela hora do soninho. Eles precisam de um número de horas de sono de acordo com a idade. Acho legal ter a hora de dormir definida e estabelecer a própria rotina. Creio ser importante que isso não entre na barganha. Não deixe que o desespero faça de você sua vitima. Ter que colocar o pequeno na frente da TV, dar voltas sem fim no carro, ficar dormindo pelos cantos esperando que um pequeno exausto e rei da casa resolva dormir é entregar a eles o controle da situação.

Não assuma, minha querida, fardos desnecessários. Construa sua rotina com calma! Que nos desculpem as super babás da TV.

Espero ter ajudado!!!!

imagem: adnasb.blogspot.com.br/

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Frango com batatas

Receitinha da semana!

Esta receita é recorrente aqui em casa por ser prática e gostosa, pelo menos na avaliação dos meus dois rapazes e de alguns da minha parentela que já provaram.
Quando eu compro carne (seja de frango, boi ou peixe ou alguma iguaria marítima), gosto de ver sempre as promoções. Tenho descoberto que todo tipo de carne, dependendo do preparo pode ser gostosa. De vez em quando, há promoções de coxa e sobrecoxa e eu sempre compro pra fazer 3 ou 4 receitas diferentes, pois este corte tem muita versatilidade. Além do mais é receita rápida e fácil pra nós mamães de pirralhinhos que procuramos por bom sabor com simplicidade e rapidez. Ontem o cardápio foi feijão preto, arroz, salada e este delicioso frango com batatas, super simples de preparar. Por esta razão achei que seria uma boa postar a receita que fui, aos poucos, construindo em meu laboratório-cozinha de aprendiz:

Frango com batatas

Ingredientes: 
4 a 5 coxas, 5  sobrecoxas, 2 batatas grandes, meia cebola cortada em 4 pedaços, 1/4 de um pimentão vermelho, 1/4 de um pimentão amarelo, caldo de galinha ( um cubinho, 2 colheres (sopa de caldo liquido industrializado), um pouco de óleo vegetal (eu uso o de canola), um ramo de salsa, um ramo de salsão (se não tiver faça sem), um dente de alho, cebolinha. 2 a 3 colheres (sopa) de creme de cebola, 5 colheres (sopa) maionese (se preferir pode usar light), suco de 1 limão, 2 colheres (sobremesa) de páprica, 2 colheres (sobremesa) de salsa, cebola e alho desidratados ( fácil de encontrar em supermercado).

Preparo:
Corte as batatas em barquetes com casca, cozinhe em água filtrada até ficarem quase totalmente cozidas, deixe-as ainda firmes. Unte uma panela com óleo (apenas para que o frango não grude enquanto refoga), ponha o frango, a cebola, o pimentão, a salsa , o salsão, o alho, a cebolinha e o caldo de galinha. Refogue em fogo baixo por poucos minutos. Retire do fogo e separe apenas o frango. Descarte o caldo e os vegetais do refogado. Preaqueça o forno à medida de 210 graus. Numa vasilha misture bem a maionese, o suco do limão coado, o creme de cebola, a páprica e a mistura de cebola, salsa e alho desidratados. Unte bem frango com a pasta recém formada e ponha num refratário untado com pouco óleo (caso não seja de material antiaderente). Deixe no forno até dourar, mais ou menos 60 minutos. Pronto!
A batata assadinha fica crocante por fora e macia por dentro e é uma boa opção para os pequenos. O frango fica sequinho e crocante fora e a carne bem macia e saborosa. Experimente fazer. Simples e gostoso!



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Filhos e suas escolhas

Já falei aqui de minha mania  persistente de ler livros ao mesmo tempo. Por esta razão vou postar esta semana provavelmente pontos de duas ou três leituras que venho fazendo. Não esqueci de minhas pendencias convosco. Ainda tenho que terminar alguns temas que não concluímos, mas vamos considerar hoje uma pequena entrada da semana.


 O livro se chama Quando Filhos Bons Fazem Escolhas Ruins de Elyse Fitzpatrick e Jim Newheiser. Em português a obra foi lancada com esse titulo pela CPAD. Não vou falar da obra completa. É um livro interessante que mostra a forma como muitas vezes as escolhas dos filhos podem ir de encontro àquilo que aprendem no lar. Ele foi escrito motivado pela experiência dos próprios autores.

Um dos capítulos dos livros que chamou minha atenção foi um em que os autores definem o papel dos pais como sendo o de examinar certos frutos no comportamento dos filhos que demonstrariam certa necessidade de intervenção nossa, enquanto são pequenos.
Gostei muito da leitura porque muitas vezes, na caminhada da maternidade, percebemos um ou outro aspecto persistente na conduta ou caráter em formação dos pequeninos que não corresponde aos princípios bíblicos que lhes transmitimos. Nesta seleção entra tudo: um mentirosinho compulsivo, um teimoso obstinado ou aquela criaturinha que parece já ter nascido descontente e amargurado, incapaz de ouvir, etc. Muitas vezes, nossas crianças podem entrar numa fase em que a gente se pergunta onde ficou nossa doce menininha ou nosso rapazinho educado. Parece que temos que pacientemente começar do ponto 0.  
Estes dias, estava conversando com uma amiga ao telefone sobre isto e como muitas vezes nossos pequenos podem sair com atitudes que nos façam desmoronar. Bom, os autores do livro em questão lançam uma certa luz para a forma como podemos ser surpreendidos até por aquele filho que nos dá tranquilidade e de repente nos enche o coração de tristeza e dor. Como identificar sinais de que isso pode acontecer? Identificando frutos. Veja a lista de sinais dada pelos autores:

1- Seu filho tem uma atitude de desrespeito a autoridade?
2- É descontente e sempre ingrato?
3- O comportamento dele se carateriza por preguiça e falta de auto-disciplina?
4- Demonstra um desejo exacerbado por privacidade?
5- Tem interesses intelectuais questionáveis?
6-Você chegou ao ponto de imaginar que todas as palavras de seu filho são mentirosas e enganosas?

 Não se apavore! A colheita não se perdeu, ainda! Mas não entre no psicologismo barato de achar que é fase e passa sozinha. Mesmo se for uma fase motivada por algum fato desencadeante (chegada de um irmãozinho, amigos na escola, mudança, etc.) creio, e você é livre pra me acompanhar na minha crença ou não, que precisamos trabalhar para que de fase em fase estes frutos não se tornem marcas do caráter deles. O que tenho aprendido no meu curto tempo de mãe é que a maternidade é um chamado a sempre estar pronta pra começar tudo de novo até o dia em que existam bons alicerces para o caráter deles. Isso começa de cedo. Nosso pequeno que chega em casa e corre para os meios tecnológicos sem sequer nos saudar, será o jovem pedante incapaz de desligar a TV para ouvir a mãe falando. No entanto, embora trabalhemos persistentemente, isso não impede que, no meio do caminho, eles descubram que há outra forma de vida mais atrativa lá fora, nesses momentos, eu oro por graça para reconduzir meu pequeno rebanho a pastos verdejantes, tal como fizeram os meus pais sempre que queriamos pegar um atalho perigoso. Sou uma humilde aprendiz, que Deus me dê a graça de perceber sinais de frutos ruins e desfazer armadilhas de engano que são muitas!!!
Boa noite a todos!!!



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ainda sobre aniversário infantil em casa

Olá pessoas amadas por Deus,

Me empolguei com a festa em casa... rs. Outras idéias de cardápio postados no blog Coisas da Mamy:
  • Sanduíche em forma de suchi e cortados com cortador de biscoito:























  • Sanduíche do miga com tomate cereja:




















  • Brigadeiro de copinho:


  • Que tal salchicha no palito enrolada em massa de lasanha e assada:



Uma idéia do Onde Buffet infantil é servir picolés caseiros. Lá, na página deles estão disponíveis as receitas de picolés diversos que parecem deliciosos. É só comprar as forminhas e pronto!




Então?! Gostou? Algumas dessas idéias podem ser usadas na visita dos amiguinhos do filho. 
Você pode encomendar algo também e servir em casa. 


Duas dicas minhas pra quem mora em Recife:
Os biscoitos decorados e bolinhos da minha amiga Nel da Boutique Glacê e o bolo sorvete espetacular do Amor em Pedaços Recife, dos meus amigos Adna e Luciano (loja localizada no shopping Rio Mar) que conta com um serviço de delivery. Eles tem anunciadamente um excelente café, mas lá em casa o sucesso garantido entre meus rapazes são os diversos sabores de sorvete. O bolo de sorvete  é feito com camadas de bolo e sorvete. Além disso, se seu filho tem intolerância a glúten, lactose ou se é diabético, lá há um cardápio de bolos e doces apropriado. 


Outras opções também existem no mercado e podem incrementar um cardápio feito em casa. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Aniversário Infantil- Usando a criatividade

Estes dias uma amiga postou um texto sobre as grandes festas infantis que existem na atualidade. Há muito tempo os aniversários infantis, em sua maioria, têm se tornado eventos sociais e não mais comemorações familiares ou entre amigos. Não estou dizendo que isto é certo ou errado, mas concordo com minha amiga em que tudo se torna tão obvio e previsível. Na minha infância, minha mãe organizava meus aniversários e era muito bom acordar e começar a preparar as coisas. Eu tive até um aniversário comemorado junto com minha amiga Laura. Acho que foi o de 4 anos. Eu lembro vagamente. Nossas amigas   argentinas Uli e Andrea eram as ajudantes. Tinha chocolate quente, bolo feito em casa, sanduíches, muita coisa quente por conta do frio. Nós participávamos de todo o preparo. Talvez por essas lembranças creio que há formas criativas de organizar um aniversário divertido em casa com os amiguinhos e parentes dos filhos e colocar a filharada pra ser parte do preparo. Eu sou adepta do organize você mesma! Agora mesmo estou bordando as fraldas de Beatriz e procurando energia para dar seguimento aos mimos de maternidade. Gosto de sentir que há um pouco de mim naquilo que organizo para os meus queridos.

Vejam estas sugestões para festa infantil:

A Tati do Panelaterapia dá uma dica legal: Fazer uma mesa estilo self-service com os ingredientes  e uma decoração bacana com o tema hotdogs. Vejam algumas das imagens postadas por ela, como sugestões:

Os créditos das duas imagens estão no blog dela, mas são:
Imagem 1: http://www.tiedribbon.com/2012/08/birthday-party-part-2.html
Imagem 2: http://alittlepolkadot.blogspot.com.br/2010/10/hot-diggity.html

Gostei desta idéia porque dá pra fazer uma coisa barata e simples, que não requer da mãe passar a festa trabalhando. Esse tempo pode ficar para as brincadeiras com as crianças e conversas com outras mães, caso as crianças se envolvam em atividades. Além disso, foge-se da tradicional idéia daqueles temas já tão repetidos.

Uma outra ideia legal é desenvolver um cardápio alternativo em que os bolinhos e coisas fritas são substituídos por deliciosos sanduíches frios decorados. O jeito de cortar (cortadores de biscoito são ótimos para cortar pão de miga ou forma), de enrolar e preparar pode fazer toda a diferença. Você pode fazer wraps de frios, sanduíches de carne moída em mini francezinho, sucos e coquetéis infantis (são super fáceis, eu passo depois a receita de alguns se quiserem!!!), pipoca feita em casa na hora da festa e distribuída em pacotinhos apropriados. Veja aqui uma dica de cardápio e arrumação do Portal Tudo Aqui:


 Acho que o jeito de dispor faz toda a diferença! É possível também fazer coisas que dão pouco trabalho como enrolar salchichas em massa folhada comprada pronta e levar ao forno, sanduíches de miga com patês e pastas feitas em casa ou comprados e frios, brotinhos de pizza feitos em casa ou com massa semipronta (só é preciso acrescentar o molho, o queijo e orégano).Os doces podem ser feitos pelas tias, mães e quem se dispuser e for habilidoso.

Pode-se também definir o tema a partir do cardápio. Por exemplo:

Pizzaria da Maria:Fazer uma tarde com pizzas diversas encomendadas antes e servidas numa mesa coletiva enfeitada como cantina italiana com pequenos vasos de flores e uma toalha xadrez vermelha. Principalmente se você planeja uma festa com poucos amigos ou amigas da mesma idade. É só usar a criatividade. Olha o convite legal da Festa em detalhes:
Um outro tema que gosto é o picnic no jardim, no quintal ou mesmo no parque. Vejam que festinhas simples e belas nas fotos abaixo:


Imagem: colorparty.com.br



Imagem: vestidademae.com.br


Olhe uma idéia legal  de como incluir frutas no cardápio e deixar a festa colorida no  Portal Tudo Aqui:




Esta idéia das frutas pode até mesmo ser usada em outros temas ou festas sem temas nas quais  você queira incluir frutas. Eu acho que um aniversário ao ar livre é tudo de bom para crianças. Você pode dispor o lanche, levar pacotinhos prontos ou mesmo 2 ou 3 cestas de picnic com conteúdo diferente, sucos e guloseimas para que as crianças brinquem e se sirvam livremente.
Outros temas como festa do sorvete, festa das bonecas (uma tarde entre meninas em que cada convidada trás a boneca e todas brincam juntas numa mesa de chá da tarde), festa no quintal (com busca ao tesouro, banho de mangueira, etc.) e um enfim de propostas em que se foge do obvio e se gasta menos.

Para ocupar as crianças em qualquer festa, você pode disponibilizar jogos, quebra-cabeças, kits de arte, pegar a vovó que faz cupcakes e pedir que organize uma oficina ou a tia artista que providencie uma oficina de arte ou até mesmo você propor brincadeiras de antigamente (dependendo da idade). Talvez você não terá a mesma exibição de uma festa organizada por buffet e produtores, mas você terá uma celebração que será de diversão para seu filho.
Enfim, dá pra fazer festa simples, fugir do obvio e não gastar o dinheiro do ano todo e se endividar!!! O seu pequeno provavelmente vai gostar. Obviamente estas são propostas para poucos convidados, talvez apenas amiguinhos do filho. Talvez esta seja uma desvantagem para quem gosta de festas mais cheias ou tem milhares de parentes e amigos e quer dar uma festa para eles.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Educação Sexual (Parte 2)


Este post é uma continuação deste outro aqui que fiz sobre uma reportagem que abordava o tema da sexualidade e gravidez na adolescência. Gostaria de tratar o tema dividido em alguns posts pra não cansar meus queridos leitores com um texto muito longo e para alguns enfadonho. Eu acho que, as vezes, nós cristãos estamos nos prendendo em alguns assuntos  recorrentes, embora importantes, e não atentamos para a forma como nossas crianças estão sendo doutrinadas e como assuntos vitais estão sendo tratados com um viés que responde a determinada agenda politica e ideológica.

A questão que quero focar hoje diz respeito a clareza sobre o papel da escola, do estado e dos pais e a forma como isso tem se desdobrado numa serie de encaminhamento que põem os pais como coadjuvantes na educação de seus filhos. Alguns argumentos se destacam como justificativa desta mudança social que tem sido considerada a forma politicamente correta de educação. Desde que as escolas passaram a ser o espaço onde muitas crianças passam o dia, onde aprendem a comer a andar, a escovar os dentes, etc. vemos claramente que esta tem ocupado um espaço cada vez maior na vida de muitas crianças. Por outro lado, a emergência de uma tendencia na educação de tornar a escola menos academicista e mais aplicada ao cotidiano sobre o argumento de criar cidadãos tem cada vez mais ampliado o espaço de ação da escola e da interferência dela em temáticas que antes eram tidas como pertencendo a instrução familiar.

No que diz respeito a certos temas, isto é uma questão muito delicada pois elege-se uma visão de mundo e a partir dela se aborda temáticas sobre os quais existem diversas formas de pensar. A sexualidade humana está no meio deste emaranhado e confusão. Eis os argumentos utilizados comumente para esta    insistência em tratar desse e outros assuntos de uma forma que responde aos valores presentes:


  1. A escola deve ser um espaço para aprender sobre a vida e não de uma formalidade fria e de ensino descontextualizado com as vivencias pessoais.
  2. Sexualidade é um tema que faz parte de muitas das disciplinas escolares, tais como biologia, cidadania, etc.
  3. A escola é um espaço de formação de cidadãos.
  4. Muitas vezes os pais não falam sobre o tema por questões diversas como vergonha, falta de tempo, etc.
  5. A educação sexual na escola pode desconstruir visões de mundo que são reprodutoras de mitos, preconceitos , etc. Ela também pode fornecer ao adolescente uma abertura de visão, oferecendo uma outra compreensão de mundo, para que ao escolher o o adolescente e a criança possa faze-lo tendo diferentes paradigmas para escolher.


Eis alguns contra-argumentos que me parecem importantes:


  1. Contextualizar o ensino requer uma escolha do que estamos chamando de contexto. Ao trazer conteúdos para o dia-a-dia da criança ou adolescente é preciso ter clareza sobre que viés o educador vai fazê-lo. O grande problema na forma como isto tem sido feito é que nas escolas não há respeito pela forma como os pais educam seus filhos em casa. Segundo, antes de ensinar nossos filhos sobre a vida é preciso sabe o que se está definindo como vida e quais os parâmetros que se tem por base. Quando você matricula seu filho numa escola que tem sua matriz ideológica definida, você sabe o que esperar dela (por exemplo: escola cristã, escola ateísta, etc.) e mesmo assim o diálogo com os pais não é dispensável, mas quando não há clareza sobre isto há uma atitude autoritarista (não de autoridade) de impor uma determinada forma de pensar sobre o tema baseado nas convicções do educador e/ou instituição. É possível contextualizar, mas em temas como sexualidade, fé,  papéis familiares é preciso entender que há um limite claro que deve ser respeitado, não sendo assim o que temos é doutrinação ideológica.
  2. É sabido que a sexualidade humana tem o seu caráter biológico, por exemplo. Geralmente, temas  são multifacetados. No entanto, é preciso que exista um limite claro entre o que é conteúdo acadêmico e o que é parte do direito do aluno e seus pais de escolherem a forma de pensar a sexualidade como comportamento humano, por exemplo. Se se quer tratar o tema porque questões emergem por parte dos alunos, porque não convidar para o debate pessoas que têm uma outra forma de pensar e tratá-las com o mesmo respeito daquelas que representam uma visão de sexualidade dominante em nossa sociedade? A questão é que em muitas escolas não há clareza, nem se abre uma ampla discussão com os pais sobre a forma como certos temas vão ser abordados. Tive um aluno na universidade que era pastor e me contou que a escola de sua filha levou uma ativista do movimento feminista para falar sobre a sexualidade e o corpo feminino. Quando ele foi à escola (pública, diga-se de passagem) reclamar, lhe disseram que a escola deveria estar aberta a diferentes formas de pensar. Ele, prontamente, se ofereceu para vir junto com uma genecologista cristã contribuir com aquilo que estava sendo chamado de ampliação de horizontes. Até hoje ele espera o retorno da escola.
  3. A escola é um espaço de produção de cidadãos? Pra mim, em parte. Há temas da cidadania que devem ser tratados pelos pais, pois estão ligados a crenças, moralidade, etc. A sexualidade no que diz respeito a seu âmbito moral, social, afetivo e ideológico deve ser tratado pela família. Quando alguém liga a palavra prevenção apenas a doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce, eu não concordo. Estas não são as únicas consequências danosas que om exercício do ato sexual, em certos contextos, podem trazer (falaremos disso num dos posts que se seguem).
  4. Se os pais não falam sobre sexo por timidez ou falta de tempo, o papel da escola é conscientiza-los sobre este papel ou assumir o lugar deles? Quer dizer que se descobrirem que crianças comem mal porque seus pais não têm tempo de ir comprar frutas e legumes e preferem comida processada, a escola vai fazer as compras para os pais?  Falo isso com propriedade. Um dia, na igreja, uma mãe me procurou aflita pois sua filha estava tendo conversas com um amigo de 14 anos pelo facebook relativas a sexo. O rapaz já a tinha convidado a passar em sua casa quando os pais de ambos estivessem ausentes. Ela me procurou aflita em busca do que fazer. Disse a ela que deveria conversar com a filha sobre o episodio, rever a presença dela nas redes sociais e suprir  as informações necessárias ao crescimento. Ela empalideceu e me disse que não tinha facilidade em tratar o tema. Sua mãe nunca o tinha feito e ela aprendeu com a vida. Queria que eu fizesse o seu papel! Expliquei para ela que poderia aconselhar sua filha, fornecer informações a ela como mãe e até providenciar uma palestra coletiva sobre o tema. No entanto, nunca poderia como igreja fazer o papel que era dela. Eu disse àquela mãe que se Deus pôs aquela bela garota em seu ventre, ela era a pessoa capaz de ajudá-la. Há coisas na maternidade que nos desafiam a lutar contra nossas limitações. Nem a escola, nem a igreja, nem ninguém deve substituir os pais. Graças a Deus creio que ela entendeu isso!!! Continuei disponível a ela pra ajudá-la a encontrar informações. O que não posso é fazer o seu papel.
  5. O que vejo a meu redor é uma escola muito preocupada em desconstruir formas de pensar e pouco preocupada em alfabetizar, apresentar leituras relevantes, desenvolver o talento que nossos filhos tenham. Professores que dão aula sem um planejamento prévio e usam a cidadania como desculpa para sua falta de preparo e tratam de temas relevantes a partir de achismo, de uma postura hedonista que constrói um altar ao sexo, e frases de efeito. Isto é uma forma de reproduzir uma péssima educação e não de dar vida e sentido a conteúdos.



É triste ver como não se dá importância a certas questões. Quem já viu, por exemplo, a escola tratando com os pais a erotização da infância e a relação disso com abusos sexuais? Ou outros temas na mesma linha? Poucos! A sexualidade é parte da vida humana, mas não é composta apenas do ato sexual. Ela é uma faceta da vida que deve ser incluída sim na educação das crianças mas de forma condizente com o desenvolvimento pessoal de cada um. Nada melhor do que incentivar os pais a introduzirem o assunto, em vez de antecipar o tema cada vez mais tirando dos pais o direito de terem as primeiras conversas com seus filhos que lhe permitam conhecer seu corpo, sua  sexualidade e posteriormente saberem do ponto de vista biológico, afetivo, moral e ético o que constitui a intimidade sexual. Esteja atento, não fique por fora da educação de seus filho.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Couve-flor gratinada!!! A vontade do dia...

Hoje tive vontade de comer couve-flor, mas não tenho aqui em casa e estou cansada demais para ir ao mercado. Uma receita que gosto bastante e nunca mais fiz, pois faz tempo que não acho um buquê de couve-flor bonito e branquinho no mercado, nem na feirinha de orgânicos. Então fiquei só na vontade!

Ingredientes:
1 couve-flor de tamanho médio dividida em seus pequenos buquês, 1 tablete de caldo de galinha ou de 3 a 4 colheres de caldo caseiro ou 2 colheres de caldo de galinha liquido industrializado, 1 cebola ralada, 1 tomate grande sem sementes e sem pele cortado em tirinhas ou cubinhos, 3 colheres de molho de soja (gosto do light por ter menos sódio e consequentemente ser menos salgado), 1 colher (sopa) de amido de milho, 1/2 xícara de leite, o conteúdo de 1 lata de creme de leite com soro, 2 colheres de azeite ou manteiga, 50g de queijo parmesão ralado, bacon frito cortado bem miudinho (eita jeito de falar nordestino, esse meu) a seu gosto ou frango desfiado (essa é uma variação que faço mais freqüentemente que o bacon).

Modo de preparar:
Cozinhe a couve-flor em água filtrada com o caldo até ficar transparente, mas ainda firme. Retire o liquido e reserve a couve-flor numa travessa. Doure a cebola na manteiga em fogo baixo (tanto o azeite como a manteiga exigem baixa temperatura) e acrescente o tomate já cortado e o molho de soja. Dissolva o amido de milho no leite e acrescente, e por último, o creme de leite com soro. Acrescente o bacon cortado e já frito ou o frango desfiado. Coloque esta mistura sobre a couve-flor e acrescente o parmesão ralado, levando ao forno apenas para gratinar. Pronto! Um arroz e peito de frango grelhado, quem resiste???

p.s: 1- Gostaria de saber de onde tirei essa receita e quais as adaptações que fiz, mas ela está a um tempão em meu caderno de receitas...portanto, não consigo dar os creditos.
      2- Se não souber tirar a pele do tomate, me avise e eu ensino um jeito fácil. Um abraço a todos!!! Bom apetite!

Imagem: aprendernutrir.com.br

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Saindo um pouco do tema do blog...ou talvez continuando nele!


Os leitores mais frequentes deste blog sabem que ele é dedicado  a temas da maternidade, mas com especial atenção á infância. Faz alguns dias que o programa Profissão Repórter da rede globo exibiu uma reportagem sobre sexo na adolescência que chamou minha atenção e eu gostaria de aqui repercutir ou talvez refletir sobre a forma como o tema tem sido tratado. Preciso antes fazer a ressalva que não assisti o programa completo, portanto se alguém achar que isto invalida minha opinião, há justiça em tal observação. No entanto, o que comentarei creio se sustentar na sequência argumentativa e na narrativa construída ao longo da reportagem. Não a assisti completa porque cada dia mais percebo como a TV, mesmo os noticiários, tem a tendencia de se tornar um chamariz para a dependência e como há hoje meios mais rápidos de me manter informada, tenho sido cada dia mais seletiva e menos frequente  em minhas escolhas de programas de TV. Nesse dia, eis que o marido me chama e diz que acha que eu gostaria de assistir a uma reportagem. Como ele me conhece bem, resolvi parar para ver de que se tratava. Voltemos ao tema, então.
Acho que a sexualidade humana é um dos temas que gera mais polemica. Não é esperado que haja consenso ao tratar disto. No entanto, creio que quando o assunto atinge o presente e o futuro cada vez mais próximo de nossos filhos que ainda assistem a escola, precisamos estar atentos à tendencia  que os meios dominantes cada vez mais antecipem o que nomeiam educação sexual. É preciso que eu diga que acredito que as crianças devem ser educadas sobre tudo, a questão é por quem, quando e como. A reportagem que assisti mostra claramente como isto está ocorrendo em nossa sociedade, que me parece ter uma agenda bastante clara.

Não sei se meus argumentos vão ser bem interpretados, mas creio que algumas coisas precisam ser levadas em conta. As tratarei na seguinte seqüência:

1- Até que ponto a educação sexual na escola invade o espaço dos pais de fazê-lo de acordo com suas crenças e paradigmas. Isto leva a uma velha questão que parece se impor e ser pouco discutida (de quem é o direito de escolher o solo moral, ideólogico, espiritual e politico sobre o qual nossos filhos são educados? sobre que tutela eles estão? O que é dever/direito dos pais e até onde a escola pode ir sobre o rotulo de criar cidadãos?).
2- O que é realmente relevante na educação sexual de nossas crianças? Isso só diz respeito ao ato sexual e ao uso de métodos anticonceptivos, especialmente preservativos?
3- Qual a diferença entre incentivar o sexo na adolescência e disponibilizar informações e de quem é este papel?
4- Quem discutiu comigo e com você o tema e quando isto deve entrar no currículo e se deve entrar de que forma? Que escola inclusiva é esta que exclui os pais da educação de seus filhos e das escolhas que são feitas sobre este tema?

Se você tem filhos pequenos, esteja atento! Você vai lidar com esta temática bem cedo caso eles atendam a educação formal instituída!!!

Espero em Deus voltar a este tema amanhã, se a coluna e as ocupações outras permitirem. Tenham paciência com esta gravida já no oitavo mês.
Um abraço a todos! Durmam com estas questões, quem sabe podemos dialogar! Não me deixem enredar um monologo, não leiam apenas, entrem na roda, vamos conversar!
Um abraço desta blogueira cansada, porém desfrutando da alegria da maternidade!