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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Hora de dormir ou hora da mãe sofrer?


Paz a todos!

Antes de tecer a trama argumentativa do post de hoje, gostaria de agradecer a todos o carinho comigo e minha família por esta ocasião do nascimento de Beatriz. O carinho de perguntar e querer saber do meu estado, as palavras de consideração, os mimos e presentes, as fraldas descartáveis tão úteis e tudo que tem chegado em forma de amor e carinho! As fotos que saíram da lente de minha amiga Adna registrando este momento especial da minha família! Sou grata a todos! Estamos na reta final para ver nossa pequenina, com a graça de Deus!

Resolvi inaugurar mais uma seção neste blog destinada àqueles que me param nos diversos espaços que frequento, me mandam e-mails e pedem pra que aborde um determinado tema. Não falo do lugar de especialista, de sábia conselheira. Falo do lugar de mãe, mas tento sempre que possível compartilhar o que aprendo. De agora em diante, vocês podem oficialmente (não que não pudessem antes) sugerir temas, fazer perguntas, solicitar receitas…Se eu não tiver a informação podemos descobrir juntos e pesquisar.

Vou começar essa seção com uma pergunta de uma leitora que me parou no supermercado e pediu para escrever sobre a rotina de dormir das crianças, pois, segundo ela, o marido e ela estão à beira de um colapso nervoso. Como ela tinha que amamentar e eu que voltar pra casa com as compras, o barrirão e Benjamin pra  terminar o almoço, prometi o post sobre o tema.

Bom, vou contar um pouco minha trajetória na hora do sono de Benjamin. Quando ele nasceu, depois de resolvermos problemas de amamentação, ele começou a se mostrar uma criança bastante tranquila, pois dormia em seu berço e só acordava pra tomar o leite às 2 da manhã depois às 6. De dia o sono foi aos poucos diminuindo e as noites se tornando agradáveis. Aos 3 meses, ele já nem acordava. Eis que quando o pequeno completou um ano, começou a acordar à noite. Eu que já havia lido uns 10 livros sobre sono infantil e estudado sobre o sono nas aulas de fisiologia da Universidade durante a graduação comecei a minha saga por uma montanha íngreme! Todas as vezes que o pirralhinho acordava eu ficava do lado do berço esperando que dormisse, pois me parece insano deixar uma criança aos berros no escuro e dormir pra que ela aprenda a dormir sozinha. Pra completar, eu tinha uma vizinha que dormia de dia e arrastava os móveis à noite e assustava o pequeno.

Meu marido, sempre mais direto e sensato que eu nas soluções, me dizia que eu deveria relaxar e nas noites que Benjamin acordasse (pois não eram todas) leva-lo para nossa  cama em vez de nos turnarmos levantando a noite toda. Eu não achava uma boa.

Então, com o cansaço, eu comecei a  experimentar um novo acordo do sono. Continuei com a rotina do sono: banho relaxante, culto domestico e historia bíblica, sozinho na rede com a mamãe (hoje ele dorme em sua cama), berço e sono. Quando ele acordava à noite, pois aqui em casa às oito já é hora de criança se preparar pra dormir, se estivéssemos acordados, meu marido ou eu (quem estivesse mais disponível) iria ao seu quarto acalenta-lo, se estivéssemos dormindo ou deitados e cansados, o maridão iria busca-lo e ele dormiria conosco o resto da madrugada. Não sentamos e fizemos um acordo, as coisas se acomodaram assim.Hoje, em dias normais, ele acorda uma vez às 4 ou 5 da manhã pra terminar o soninho gostoso conosco e é uma delicia vê-lo abraçado a mim ou ao pai. Hoje ele gosta muito de sua cama e do nosso ritual de antes de dormir e há dias que de cansado nem acorda.

Por que expus tanto o que acontece aqui em casa? Porque acho, minha querida leitora, que cada criança é uma e atende a uma rotina pessoal. Aprender a dormir sozinho é um processo, ao meu ver, no qual devemos ajudar. Essa nova abordagem em que só existe a palavra autonomia, me incomoda, pois quem lida com crianças sabe que tudo leva tempo, pra alguns mais e pra outros menos. Eu tenho uma amiga que é a mãe da praticidade e já  colocou a mais nova num colchãozinho pra que ela não se machuque se de madrugada acordar e for ao quarto dos pais. Pra ela funciona super bem!

Pra mim, algumas coisas são importantes:

  • Que as crianças saibam onde é seu quarto e que aprendam que o papai e a mamãe vão ajuda-lo se sentir medo, se perder o sono, etc. Não sei onde é saudável passar horas chorando de terror até pegar no sono por pura exaustão.
  • Que as crianças saibam que o quarto do papai e da mamãe são um espaço deles e que a mãe não é posse deles. Eu não entraria numa rotina, por exemplo, de deixar de ter um tempo pra meu marido pra ser moradora oficial  do quarto dos meus filhos e me mudar pra lá. Eu acompanho o  processo de pegar no sono e às vezes até pego no sono eu também, mas não posso me fundir na maternidade e esquecer do demais.
  • Que as crianças possam experimentar a delicia que é acordar com a mamãe e o papai. Você acorda com os pés de um pequeno nas suas costas, leva braçada, mas quando acorda de manhã pode existir o abraço, o afago e o carinho.
  • Que crianças têm fases na alimentação, no sono, etc.
  • Que saibamos que muitas vezes as pessoas complicam o que é só uma questão de equilíbrio. Parece que crianças são um estorvo e que fazer as coisas sozinho não é um processo de aprendizagem. Acho que nossos filhos não precisam monopolizar tudo, mas também não devem ser tratados como intrusos.

Crianças associam uma rotina ao sono! Isso ajuda que identifiquem aquela hora do soninho. Eles precisam de um número de horas de sono de acordo com a idade. Acho legal ter a hora de dormir definida e estabelecer a própria rotina. Creio ser importante que isso não entre na barganha. Não deixe que o desespero faça de você sua vitima. Ter que colocar o pequeno na frente da TV, dar voltas sem fim no carro, ficar dormindo pelos cantos esperando que um pequeno exausto e rei da casa resolva dormir é entregar a eles o controle da situação.

Não assuma, minha querida, fardos desnecessários. Construa sua rotina com calma! Que nos desculpem as super babás da TV.

Espero ter ajudado!!!!

imagem: adnasb.blogspot.com.br/

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